Diocese de Votuporanga


Igreja no Mundo
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Papa Francisco no Angelus: “ser escravo das paixões leva à guerra. A Lei de Deus é liberdade”

“Jesus hoje nos pede para progredir no caminho do amor que Ele nos indicou e que parte do coração. Este é o caminho a seguir para viver como cristãos”, afirmou o Pontífice ao rezar o Angelus dominical. Sob um sol quase primaveril, o Papa Francisco rezou o Angelus com milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro. Em sua alocução, comentou o Evangelho deste VI Domingo do Tempo Comum (Mt 5,17-37), extraído do “sermão da montanha” e que toca o argumento da aplicação da Lei.

Francisco explicou que a intenção de Jesus é ajudar os seus ouvintes a ter uma abordagem justa com as prescrições dos mandamentos dados a Moisés. Trata-se de viver a Lei como um instrumento de liberdade, que nos ajuda a não sermos escravos das paixões e do pecado.

“Pensemos nas guerras, em suas consequências, pensemos naquela menina que morreu de frio na Síria outro dia. Tantas calamidades, tantas. Isso é fruto das paixões e as pessoas que fazem a guerra não sabem dominar as próprias paixões. Falta obedecer à Lei.”

Quando se cede às tentações e às paixões, acrescentou, não se é senhor e protagonista da própria vida, mas se torna incapaz de administrá-la com vontade e responsabilidade.

Obediência formal e obediência substancial

O sermão de Jesus, prosseguiu o Papa, é estruturado em quatro antíteses, expressas com a fórmula «Ouvistes o que foi dito… porém vos digo». Essas antíteses fazem referência a situações da vida cotidiana: o homicídio, o adultério, o divórcio, os juramentos.

Jesus não abole as prescrições que dizem respeito a essas problemáticas, mas explica o seu significado mais profundo e indica o espírito com o qual observá-las. Ele encoraja a passar de uma obediência formal da Lei a uma obediência substancial, acolher a Lei no coração, que é o centro das intenções, das decisões, das palavras e dos gestos de cada um de nós. “Do coração partem as ações boas e aquelas más”, recordou Francisco.

A língua mata

Acolhendo a Lei de Deus no coração, se compreende que, quando não se ama o próximo, se mata de algum modo a si mesmo e aos outros, porque o ódio, a rivalidade e a divisão matam a caridade fraterna, que está na base das relações interpessoais. “Vale o que disse antes sobre as guerras e também das fofocas, porque a língua mata.”

Acolhendo a Lei de Deus no coração, se compreende que os desejos devem ser guiados, porque nem tudo o que se deseja é possível obter, e não é bom ceder a sentimentos egoístas e possessivos.

Progredir no caminho do amor

Todavia, acrescentou o Papa, Jesus está consciente de que não é fácil viver os mandamentos deste modo assim tão profundo. Por isso, nos oferece o socorro do seu amor: Ele veio ao mundo não só para realizar a Lei, mas também para nos doar a sua Graça, de modo que possamos fazer a vontade de Deus, amando Ele e os irmãos.

“Podemos fazer tudo com a Graça de Deus. A santidade nada mais é que custodiar esta gratuidade que Deus nos deu, esta Graça.” Trata-se de se entregar e confiar Nele, acolhendo a mão que Ele nos estende constantemente.

Jesus hoje nos pede para progredir no caminho do amor que Ele nos indicou e que parte do coração. Este é o caminho a seguir para viver como cristãos. “Que a Virgem Maria nos ajude a seguir o caminho traçado pelo seu Filho, para alcançar a verdadeira alegria e difundir em todo o mundo a justiça e a paz.”

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Igreja na China ajuda na atenção aos afetados por coronavírus

Os hospitais dependentes da Igreja Católica, organizações caritativas, empresas e comunidades católicas na China e no mundo estão fortalecendo os afetados pelo coronavírus com apoio material e espiritual.

A agência vaticana Fides informou que hospitais dependentes da Igreja Católica na China estão acolhendo e cuidando das pessoas contaminadas pelo coronavírus. Um desses hospitais é o administrado pela Congregação da Santa Esperança, da Diocese de Xian Xian, província de He Bei, no qual profissionais da saúde arriscam suas vidas para apoiar os doentes.

A diretora do hospital disse que “os suprimentos médicos e remédios estão acabando gradualmente e que os médicos, enfermeiras, religiosas e leigos estão expostos ao perigo de se infectar com o vírus”.

“Estou muito triste e preocupada, mas... confio em nosso Senhor Jesus Cristo e na proteção materna da Virgem Maria”, disse. Do mesmo modo, expressou que se sentem fortalecidos pelo apoio do Papa Francisco e da comunidade católica universal. “Estão rezando por nós e estão conosco: isso nos dá muita força”, assegurou.

As “organizações caritativas católicas, dioceses, paróquias, movimentos eclesiais, sacerdotes, religiosas e fiéis leigos individuais” também uniram forças para responder às necessidades da população chinesa, assinalou Fides.

Pe. Wang Wei, pároco de Shao Lin Kou da Diocese de Tian Jin, disse que “é impossível contar a imensa mobilização”, pois todas as comunidades católicas na China continental “estão fazendo sua parte, tanto em orações, novenas, terços, como com compromissos concretos”.

“Somos católicos, nosso coração e nossa mensagem de amor é universal. Onde for necessário, estamos prontos para fazer sentir nossa proximidade e caridade com a humanidade que sofre, sem distinções de religião, etnia ou nacionalidade”, expressou Pe. Wang Wei.

Jinde Charities, a maior organização caritativa católica ativa na China, solicitou uma arrecadação de fundos na qual participam Cáritas Internacional, países de todo o mundo e, em especial, muitos hospitais católicos administrados por ordens religiosas.

No dia 5 de fevereiro, Jinde Charities recebeu uma doação de seis milhões de yuanes, equivalente a 800 mil euros, que foram destinados à compra dos primeiros materiais de emergência, indicou Fides. Do mesmo modo, informou que de 3 a 5 de fevereiro, a organização proporcionou mais de 10 trajes de isolamento, 100 máquinas para o sistema respiratório e 30 toneladas de desinfetantes.

Fides indicou que não só os hospitais católicos, mas também empresas e fábricas de propriedade dos fiéis se colocaram a disposição das autoridades civis para receber os infectados ou para produzir os materiais médicos necessários.

vida de fé na China também se adaptou à emergência através do uso de redes sociais, informou Fides. Indicou que, diante da impossibilidade de se reunir, os fiéis estão usando ferramentas tecnológicas como “WeChat”, o aplicativo de mensagem instantânea mais popular usado na China.

Neste aplicativo, compartilham as leituras do dia, as mensagens dos bispos e as homilias. “As pessoas veem os batizados em ação, prontos para dar e compartilhar a esperança do Evangelho”, afirmou a Agência Fides.

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Papa: espero um futuro de paz e amor, livre do ódio, do extremismo e do terrorismo

Nesta terça-feira (4), ao celebrar o primeiro aniversário do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, o Papa Francisco divulgou uma mensagem em vídeo. Ao encorajar todos que ajudam o próximo necessitado, o Pontífice disse que espera “um futuro melhor para a humanidade”, “livre do ódio, do rancor, do extremismo e do terrorismo, em que prevaleçam os valores da paz, do amor e da fraternidade.”

O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo nesta terça-feira (4) aos participantes da Conferência sobre o Documento de Abu Dhabi, realizada nos Emirados Árabes Unidos. Há exatamente um ano, o Pontífice e o Grão Imame de Al-Azhar assinaram o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum.  

A mensagem do Papa também foi direcionada, em especial, a todas as pessoas “que na humanidade ajudam os seus irmãos pobres, doentes, perseguidos e frágeis sem olhar a religião, a cor, a raça a que pertencem”.

“Hoje celebramos o primeiro aniversário deste grande evento humanitário, esperando um futuro melhor para a humanidade, um futuro livre do ódio, do rancor, do extremismo e do terrorismo, em que prevaleçam os valores da paz, do amor e da fraternidade.”

As iniciativas em prol da fraternidade

Na celebração do aniversário de um ano do documento, o Papa também expressou o seu apreço pelo apoio oferecido pelos Emirados Árabes Unidos ao trabalho do Comitê Superior para implementar o histórico documento. O Pontífice, assim, agradeceu a iniciativa da casa inter-religiosa “Abrahamic Family House”, um projeto que irá acolher, em Abu Dhabi, uma mesquita, uma sinagoga e uma igreja dedicada a São Francisco de Assis.

Ao finalizar a mensagem em vídeo, o Papa também agradeceu por poder participar do anúncio do Prêmio “Fraternidade Humana”:

“Estou feliz, então, de poder participar deste momento de apresentação ao mundo do Prêmio Internacional da Fraternidade Humana, para que sejam encorajados todos os modelos virtuosos de homens e mulheres que, neste mundo, encarnam o amor através de ações e sacrifícios realizados para o bem dos outros, não importa o quanto sejam diversos por religiões ou per pertença étnica e cultural, e peço a Deus Onipotente de abençoar todo esforço que favoreça o bem da humanidade e nos ajude a seguir adiante na fraternidade.”

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-02/papa-francisco-documento-fraternidade-humana-mensagem-video.html 

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Chuvas e enchentes em MG e ES: dom Vicente lamenta por sofrimento socioambiental

As consequências das chuvas e enchentes na região Sudeste do Brasil, em particular nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, já atingiram mais de 67 mil pessoas, em mais de 200 municípios. Até o momento, de acordo com a Defesa Civil, 58 pessoas morreram em Minas Gerais e nove no Espírito Santo. Em entrevista ao Portal da CNBB, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e membro da Comissão Especial sobre Mineração e Ecologia Integral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dom Vicente de Paula Ferreira falou sobre a necessidade de assumir a proposta de ecologia integral presente na encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco.

 

Minas Gerais Espírito Santo
45.390 desalojados 12.735 desalojados
9.267 desabrigados 2.030 desabrigados
58 mortos 9 mortos
67 feridos 10 feridos
196 municípios em situação de emergência 30 municípios afetados
TOTAL:
54.782 atingidos
TOTAL:
14785 atingidos
Fontes: Defesa Civil de MG e ES

 

Prefeitura de Belo Horizonte faz limpeza nas ruas da cidade por causas das fortes chuvas na capital mineira | Foto: Secom/Prefeitura BH

Para dom Vicente, o acompanhamento às consequências das chuvas “é mais um sofrimento socioambiental que a gente tem vivido”. O bispo vê como paradoxal a espera pelas chuvas, “mas a falta de cuidado com a casa comum”, que “acaba trazendo problemas sérios, inúmeros desabrigados, um número muito alto de mortes”, problemas recorrentes na região no período de chuvas.  Dom Vicente ainda chama atenção para o agravamento do cenário com a lama que desce com as enchentes carregada de produtos tóxicos.

Recordando a celebração dos cinco anos da encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, no próximo mês de maio, “que constata que vivemos uma aguda crise socioambiental na humanidade”, dom Vicente sublinha que as nossas cidades são construídas em cima de rios e ninguém esperou pela reação da natureza: “A gente costuma dizer no meio da psicologia: ‘ninguém consegue recalcar a natureza, abafar a natureza, ela tem uma força própria’. Se a gente não a considera, ela vai voltar-se contra a gente”.

O bispo reforça a importância de “levar a sério o projeto da Laudato Si’ e, ao mesmo tempo, pedir às autoridades, criar uma consciência coletiva dentro e fora da Igreja que nós estamos nos organizando enquanto sociedade muitas vezes em cima de futuros problemas”, como revelam os projetos e intervenções em muitas cidades Brasil afora que desconsideram medidas de segurança ao erguer suas estruturas, como já foi alertado em estudos da CNBB e em oportunidades de reflexão sobre a cidade como o 14º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Relação fé e vida

Dom Vicente Ferreira | Foto: CNBB/Caio Lima

Dom Vicente concorda que há certa rejeição em olhar para a realidade social por parte dos católicos no Brasil. “Eu considero um dos problemas mais graves, isso já foi constatado pela nossa Teologia Católica, a esquizofrenia e a separação entre a fé e a doutrina e a inserção na vida”. O bispo chama atenção que o Evangelho de Jesus tem um chamado para que os fiéis sejam sal da terra e luz do mundo, “para iluminar a cultura, iluminar a sociedade, para transformar em nome de um Deus da vida, que é o Deus de Jesus Cristo. Resumidamente, a gente fala em construir o Reino de Deus, que é reino de justiça, de paz, dignidade para todos”. Numa “sociedade que causa morte na forma de a gente lidar com a natureza” é preciso uma intervenção missionária, segundo dom Vicente.

Esta interligação tem que entrar em nosso processo de evangelização. O católico, infelizmente, e até com alguns grupos, que tendem muito mais à alienação, consideram que fé é se restringir ao interior de um dogma, de uma crença para dentro de uma Igreja e não consegue olhar para a globalidade de a vida humana e do planeta. E a Teologia, Eclesiologia, a nossa fé cristã nos ensina a ser cristãos no mundo”.

Prefeitura de Belo Horizonte (MG) faz limpeza nas ruas da capital mineira | Foto: Rodrigo Clemente/Fotos Públicas

A missão, um dos quatro pilares da proposta da CNBB para as comunidades eclesiais missionárias, é uma ação de interferência no modo que se conduz a vida, sugere dom Vicente.  “E onde há morte, onde a gente está produzindo uma cultura de morte, nós temos que evangelizar para que a gente transforme em vida. Por isso, temos que tomar cuidado com esse perigo de uma fé muito revestida de um certo fanatismo, inclusive, que não nos abre para o diálogo conosco, com os outros, com o mundo e, talvez, muito menos com Deus, porque o nosso Deus é o Deus da vida, o Deus da criação que é comunhão”.

Se a gente não cuida dessa comunhão entre nós e com o mundo em que nós vivemos, como daremos testemunho de nossa fé e de que fé estaremos dando testemunho?

Auxiliar e envolver-se

Dom Vicente Ferreira, demonstra-se feliz com as ações de caridade que a Igreja tem protagonizado nesses momentos de tragédias. No caso específico das chuvas em Minas Gerais e Espírito Santo, paróquias e comunidades têm se mobilizado para acolher e ajudar os afetados. “A Igreja é doutora em caridade”, afirma.

Entretanto, é necessário algo mais: “não basta essa caridade imediata, a gente também tem que perguntar pelas causas disso tudo”. Segundo dom Vicente, se a pessoa tem “uma forma de vida que mata”, quando ajuda imediatamente com a caridade, na hora do luto, tem uma ação confortável. “Mas quando a gente começa a perguntar ‘quem matou?’, ‘porque?’. Aí já começa a complicar a nossa vida, inclusive as perseguições, as indagações, porque o profetismo é o amparo imediato, mas também é a denúncia para que a gente possa transformar a nossa realidade”, exorta.

Não basta só ajudar imediatamente, o que é fundamental, mas é preciso procurar o que está trazendo esses danos para que a gente possa buscar medidas de mudança e de transformação da nossa sociedade à luz, é claro do Evangelho de Jesus”.

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O Papa: devemos combater o desperdício, ninguém está excluído

"Contra o desperdício e pela mudança do estilo de vida", são as recomendações do Papa Francisco na sua mensagem ao Programa Alimentar Mundial por ocasião da 2ª sessão ordinária do Comitê Executivo

Cidade do Vaticano

Na manhã desta segunda-feira, (18) o Papa Francisco enviou uma mensagem ao senhor David Beasley, diretor do Programa Alimentar Mundial por ocasião da abertura da segunda sessão ordinária do Comitê Executivo do órgão.

Na Mensagem, o Papa recordou que nos projetos do Programa estão sendo formuladas iniciativas concretas para tornar mais eficaz a luta contra a fome no mundo.

Contra o desperdício alimentar

“Seus projetos”, afirma o Papa, “compreendem a promoção de medidas determinantes para eliminar o desperdício alimentar, um fenômeno que grava cada vez mais na nossa consciência”.

Em seguida o Papa recorda a desigualdade entre os irmãos: lugares onde não se alimentam suficientemente e outros onde os alimentos são desperdiçados e jogados fora.

“É o que o meu predecessor São João Paulo II definiu de “paradoxo da abundância” que continua a ser um obstáculo à solução do problema da desnutrição da humanidade” afirma o Papa e continua: “O paradoxo implica mecanismos de superficialidade, negligência e egoísmo que estão na base da cultura do desperdício”.

Cumprir compromissos das agendas

Ao falar sobre os compromissos assumidos nas organizações internacionais como Agenda 2030 e Acordo de Paris, o Papa reitera:

“Alcançar estes objetivos é responsabilidade não apenas das organizações internacionais e dos governos, mas de cada um de nós” ou seja: “Famílias, escolas e meios de comunicação têm uma importante tarefa em educar para a sensibilização” e conclui: “Ninguém pode ser excluído da necessidade de combater esta cultura que oprime tantas pessoas, especialmente os pobres e vulneráveis na sociedade”.

"Stop the Waste"

Francisco elogia a campanha global do PAM “Stop the Waste” que evidencia “o quanto o desperdício danifica a vida das pessoas e o progresso dos povos”. A campanha sustenta também que o único modo de agir é mudando o estilo de vida e rejeitando todo e qualquer desperdício.

Sobre este ponto o Papa afirma: “Este novo estilo de vida consiste em valorizar adequadamente o que a Terra mãe nos dá e terá uma repercussão para toda a humanidade”.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/papa-francisco-mensagem-pam.html

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Papa Francisco almoça com os pobres

As comemorações do 3º Dia Mundial dos Pobres iniciou neste domingo (17) com a Santa Missa na Basílica Vaticana presidida pelo Santo Padre que contava com a presença de muitos deles.

Na homilia, o Papa recordou que os pobres facilitam o nosso acesso ao Céu”, e que devemos estar ao lado deles para aprender pois “são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu”.

Depois da Missa o Papa rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, em um domingo com muita chuva, e depois do Angelus o Papa Francisco recordou:

“ Hoje celebramos o Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema as palavras do salmo ‘A esperança dos pobres jamais se frustrará’ (Sal 9, 19) ”

Em seguida fez os agradecimentos:

A minha gratidão vai para todos aqueles que, nas dioceses e paróquias de todo o mundo, promoveram iniciativas de solidariedade para dar esperança concreta às pessoas mais desfavorecidas. Agradeço aos médicos e enfermeiros que prestaram serviço nestes dias no Posto de Saúde aqui na Praça São Pedro.

No final, o Papa pede orações pela sua próxima viagem à Tailândia e Japão que inicia na próxima terça-feira, dia 19 até o dia 26 de novembro. 

O Papa almoçou na Sala Paulo VI com cerca de 1.500 pessoas necessitadas, para testemunhar também a "atenção que nunca deve faltar a estes nossos irmãos e irmãs”.

 Ao chegar na Sala Paulo VI o Papa saudou os presentes:

"Minhas boas-vindas a todos. Desejo que hoje o Senhor abençoe a todos nós: que Deus nos abençoe nesta reunião de amigos, neste almoço e também bênçãos às suas famílias. Que o Senhor abençoe a todos. Obrigado e bom almoço"

O almoço para os pobres foi servido por 50 voluntários e colaboradores de associações de voluntariado. O menu oferecido pelo Papa era composto por: lasanha, picadinho de frango com creme de cogumelos, batata assada, sobremesa, frutas e café. 

fonte https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/depois-angelus-dia-dos-pobres-almoco.html

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Papa Francisco manifestou, dia 25/08, preocupação com as queimadas na Amazônia

A preocupação de Francisco em relação aos incêndios que têm ferido a Amazônia foi manifestada depois da oração mariana do Angelus neste domingo (25). A voz do Papa se une àquela dos bispos da América Latina que também demonstraram tristeza e, através de apelos públicos, pediram medidas urgentes em defesa da Amazônia.

“ Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Oremos para que, com o empenho de todos, sejam controlados o quanto antes. Aquele pulmão de florestas é vital para o nosso planeta. ”

O apelo do Papa Francisco veio neste domingo (25), depois da oração mariana do Angelus na Praça São Pedro. Depois de chefes de Estado da América e da Europa, e dos bispos das Conferências Episcopais da América Latina se manifestarem a respeito dos incêndios que vêm devastando a região amazônica, o Pontífice também demonstrou a sua preocupação com aquele que é “o pulmão de florestas vital para o planeta”.

https://www.vaticannews.va

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Igreja no Brasil trabalha para o desenvolvimento e promoção de uma cultura vocacional

A experiência eclesial cristã resgatada pelo Concílio Vaticano II suscitou na Igreja, a partir da Europa e depois na América Latina, uma grande preocupação com a questão vocacional. Esse contexto contribuiu para que, na Igreja do Brasil, passos significativos fossem dados com o objetivo de incrementar uma consciência vocacional em todo o povo de Deus, resgatando a comunidade eclesial como lugar da efetiva participação de todos os batizados na missão da Igreja.

Atualmente refletir a dinâmica vocacional a partir de uma eclesiologia de comunhão e participação é segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque tarefa de todos: “Toda a ação pastoral deve ser orientada para o discernimento vocacional, tendo como objetivo ajudar cada cristão a descobrir o caminho concreto para realizar o projeto de vida ao qual Deus o chama”.

Diante dos desafios que a pós-modernidade impõe, o bispo afirma que a questão vocacional se torna urgente e necessária, sobretudo, para se compreender e enfrentar as problemáticas oriundas de um acentuado individualismo. Para ele, a oração constitui o primeiro e insubstituível serviço que podemos oferecer à causa das vocações. “A comunidade que reza pelas vocações, que medita a partir da Palavra de Deus, que celebra a Liturgia com fervor e alegria, que oferece direção espiritual aos jovens, colabora incansavelmente para criar uma cultura vocacional”, salienta.

Na caminhada vocacional, alguns eventos foram determinantes para a construção da identidade que, hoje, caracteriza o serviço de animação vocacional na Igreja do Brasil. O mês vocacional é um desses exemplos. Assumido em âmbito nacional, em 1981, por dioceses e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), seu intuito é ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios.

Hoje cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. “O Mês Vocacional, consagrado há mais de três décadas em nosso país, se tornou uma grande convocação eclesial, tempo privilegiado para celebrar as diversas vocações e para intensificar a oração pelas vocações nas famílias, nos ambientes estudantis, em todos os grupos e comunidades eclesiais e para realizar ações concretas e tantas outras iniciativas, de forma envolvente e criativa ao longo deste abençoado mês”, diz dom José.

Congressos vocacionais – Outra iniciativa que também tem como preocupação o itinerário vocacional são os Congressos Vocacionais do Brasil. Organizados pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, eles trazem ao longo dos anos temas e lemas profundamente enraizados na Sagrada Escritura e inseridos na realidade contemporânea. Este ano com o tema “Vocação e Discernimento” e o lema “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25,4), o IV Congresso Vocacional do Brasil será realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP).

Segundo a equipe organizadora, a iniciativa deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais. “Um dos grandes objetivos do 4º. Congresso Vocacional é a promoção da Cultura Vocacional nas comunidades, para que o tema vocacional seja abraçado como prioridade essencial de nossa Igreja, assim como de fato o é: uma comunidade de chamados que assumem o papel de também chamar outros operários, nas mais diversas missões e carismas”, afirma o padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional.

O sacerdote reitera que o evento possibilitará a criação de um trabalho vocacional em redes, especialmente porque é adaptado à concretude das circunstâncias específicas de cada região do país. Neste contexto, ele explica que como parte da execução do 4º Congresso estão os pré-congressos que acontecem nos regionais de todo o Brasil e também da vida religiosa. “Estamos em um período bonito da promoção vocacional do Brasil. A cada novo encontro que acontece pelo Brasil vai se solidificando a necessidade e urgência de promover a Cultura Vocacional, e de uma maneira muito específica de possibilitar um discernimento vocacional que oriente as pessoas ao verdadeiro seguimento de Cristo, ouvindo a voz amorosa e exigente do Pai”, alega.

 

Neima Pereira dos Santos, de 49 anos, é membro da Pastoral Vocacional da diocese de Formosa (GO). Para ela, refletir sobre a vocação é trilhar um caminho de descobertas da própria identidade. “Vivemos num mundo cada vez mais fragmentado e veloz, há uma perda da identidade, falta um autêntico sentido de vida, principalmente em relação aos nossos jovens”, diz. Consagrada Secular do Instituto Secular Servas de Jesus Sacerdote, Neima vai participar ativamente do IV Congresso Vocacional.

Ela aponta a importância de um evento como esses em âmbito nacional. “Com a realização do 4º Congresso Vocacional teremos a oportunidade de refletir sobre os novos questionamentos e desafios vocacionais que nos são apresentados no contexto atual. Conheceremos as diferentes realidades e diversidades vocacionais e obstáculos a serem superados”, considera. Pensar em conjunto, amadurecer e aprofundar concretamente a questão vocacional é um dos desafios da Igreja no Brasil para os próximos anos. “O 4º Congresso Vocacional dará ânimo e vigor a todos os participantes e aos agentes da Pastoral Vocacional trazendo também novas luzes e pistas para a animação vocacional no Brasil”, finaliza.

Matéria Revista Bote Fé nº 28 – Edições CNBB

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Agosto mês vocacional

Dom Manoel João Francisco
Bispo de Cornélio Procópio

 

No Brasil já virou tradição rezar pelas vocações no mês de agosto. Vocação, como sabemos, é uma palavra derivada do verbo latino vocare que significa chamar. Vocação, portanto, é a resposta humana a um chamado divino.
Costuma-se distinguir cinco grandes tipos de vocação. Um não exclui o outro. Pelo contrário, se supõem e se completam.

O primeiro deles é a vocação à vida. Todos nós vivemos porque fomos chamados à existência. Ninguém vive porque decidiu viver. Alguém nos chamou para a vida.

Toda vocação corresponde a uma missão. A vocação à vida exige de nós o compromisso de defendê-la e de promovê-la em toda a sua amplitude: saúde, educação, oportunidade de trabalho, enfim, tudo o que permite a uma pessoa viver de modo digno. Neste sentido o Papa Francisco na Audiência Geral do dia 11 de junho deste ano voltou a afirmar que a vida é dom de Deus. Foi esta a sua exortação: “Somos chamados à defesa e ao serviço da vida desde a concepção no ventre materno até a idade avançada, quando ela é marcada pela enfermidade e pelo sofrimento. Não é lícito destruir a vida, torná-la objeto de experimentações ou falsas concepções. Peço-lhes que rezem para que a vida humana seja sempre respeitada, testemunhando assim os valores do Evangelho, especialmente no âmbito da família”.

O segundo tipo é a vocação à santidade. São Paulo diz que a vontade de Deus é a nossa santificação (1Ts 4,3). A vocação à santidade sempre foi necessária. Nos dias de hoje, porém, ela se faz mais urgente. São João Paulo II, ao iniciar o atual milênio, propôs, como primeira tarefa dos cristãos, a busca de santidade. Para ser santo não é necessário que se faça algo extraordinário. Basta viver com amor e fé as ocupações ordinárias de cada dia.

O terceiro é a vocação que nos leva a assumir um “estado de vida”. Esta vocação é de importância capital. Tão importante que, no linguajar comum, é nela que pensamos quando falamos em vocação. Quando alguém opta pelo matrimônio deve estar consciente que será esposo ou esposa vinte quatro horas por dia, pelo resto da vida. A mesma coisa acontece para os que escolhem a vida consagrada ou sacerdotal. Daí o cuidado que se deve ter na hora de decidir por este ou por aquele estado de vida.

O quarto tipo chama-se vocação profissional. O trabalho é uma das características do ser humano. A Palavra de Deus diz-nos que fomos criados à sua imagem e semelhança. Pelo trabalho, criamos novas realidades, refletimos a ação do Criador. No entanto, após o pecado, o trabalho tornou-se ambíguo. Em vez de contribuir no aperfeiçoamento da criação, pode tornar-se instrumento de dominação e destruição. Daí a importância de olharmos o trabalho como vocação e de escolhermos uma profissão que realmente nos realize. Não seria nada interessante passar oito ou mais horas por dia, durante dois terços de nossa vida realizando uma tarefa desagradável. Não teria graça viver. A santidade com muita probabilidade não seria alcançada. As pessoas com quem iríamos conviver, certamente teriam ao seu lado, uma pessoa mal-humorada e estressada.

A quinta possibilidade vocacional é a que acontece dentro da comunidade eclesial. Assumir serviços na Igreja é também uma vocação. Falando aos Apóstolos, Cristo fez questão de dizer que não tinham sido eles que o haviam escolhido, mas ele foi quem os escolhera. Numa outra oportunidade exorta-nos a pedir ao Senhor da messe para que mande operários para a sua messe. Hoje em nossa Igreja temos diversos ministérios. O exercício deles supõe o chamado divino e exige disponibilidade de quem se sente chamado. Se é graça o chamado, é graça também a resposta. Por isso, só se entende vocação num clima de fé e oração.

Neste ano, o mês vocacional está motivado com o lema: “Mostra-me Senhor os teus caminhos”. Vamos mobilizar nossas paróquias, nossas pastorais, nossos movimentos e nossos serviços. É preciso que neste mês de agosto, todas as nossas atividades e celebrações tenham alguma referência vocacional. Vamos rezar por nós mesmos para que o nosso entusiasmo pelo Reino se renove e ganhe mais vigor, vamos também pedir para que muitos irmãos e irmãs se despertem e venham somar conosco nesta linda tarefa de levar Cristo e semear paz nos corações de muitos irmãos e irmãs.

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Papa Francisco nomeia novo bispo para diocese Catanduva (SP)

O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 10 de julho, o novo bispo para a vacante diocese de Catanduva (SP). O escolhido foi o dom Valdir Mamede, atualmente bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF).

A diocese de Catanduva estava vacante desde outubro de 2018 e contou com a administração apostólica de dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, arcebispo emérito de Sorocaba (SP).

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem de congratulação a dom Valdir por ocasião de sua transferência.

Leia abaixo o texto na íntegra.

Saudação da CNBB a Dom Valdir Mamede

Brasília-DF, 10 de julho de 2019

Prezado Irmão, Dom Valdir Mamede,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) congratula-se com o senhor pela nomeação como bispo Catanduva (SP), anunciada, hoje, quarta-feira, 10 de julho, papa Francisco.

Agradecemos o seu trabalho realizado como bispo auxiliar em Brasília (DF), nestes últimos seis anos. Desejamos que esse novo tempo de pastoreio seja fecundo e cheio de alegrias para o senhor, para o clero e as comunidades de sua nova Igreja Particular.

Saudamos sua nomeação trazendo palavras inspiradoras do papa Francisco na Oração Mariana do Angelus, neste domingo (7), sobre o Evangelho de São Lucas (Lc 10,1-12.17-20), que apresenta Jesus enviando seus 72 discípulos, além dos 12 apóstolos, para pregar a Boa Nova. “Esse pedido de Jesus é sempre válido. Sempre devemos rezar ao ‘dono da messe’, isto é, Deus Pai, para que mande operários para trabalhar no seu campo que é o mundo. E, cada um de nós, deve fazê-lo com o coração aberto, com uma atitude missionária; a nossa oração não deve se limitar somente ao que precisamos, às nossas necessidades: uma oração é realmente cristã se também tiver uma dimensão universal”.

Em Cristo,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

FONTE: CNBB

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De Maria Rita a Irmã Dulce

Os primeiros passos

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914, em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. O bebê veio ao mundo na Rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo. A menina Maria Rita foi uma criança cheia de alegria, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol - era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time formado pela classe trabalhadora e os excluídos sociais.

Aos sete anos, em 1921, perde sua mãe Dulce, que tinha apenas 26 anos. No ano seguinte, junto com seus irmãos Augusto e Dulce (a querida Dulcinha), faz a primeira comunhão na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

A vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha. Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, traços marcantes revelados quando ainda era muito novinha, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. Também é nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Em 08 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entra então para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado mesmo para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe. Nessa mesma época, começa a atender também os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações – o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugura o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

O amor e o serviço aos pobres e doentes

Em 1939, Irmã Dulce invade cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrina durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Por fim, em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro. Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.

O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros de diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouvia do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Irmã Dulce e o Papa João Paulo II voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom do Brasil.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor de milhares de pessoas simples e anônimas. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, uma verdadeira obra de amor aos pobres e doentes.

Fonte: www.irmadulce.org.br

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Canonização de Irmã Dulce e mais quatro beatos será no dia 13 de outubro

O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira (1º/07), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.

Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro próximo.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Fonte: Vatican News

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Prorrogado prazo de inscrição do concurso para a letra do hino da CF 2020

Nesta segunda-feira, 25 de junho, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia prorrogou até o dia 22 de julho o prazo para a inscrição do concurso para a letra do hino da Campanha da Fraternidade 2020.

Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (cf. Lc 10,33-34), a Campanha da Fraternidade 2020 tem como objetivo despertar para o sentido da vida como dom e compromisso, recriando relações fecundas na família, na comunidade e na sociedade, à luz da palavra de Deus.

Neste sentido, o edital para a letra do hino da CF 2020 traz algumas características que devem ser observadas pelos compositores. A letra do hino deverá traduzir em linguagem poética os conteúdos do tema, lema, objetivos evitando explicitações desnecessárias, moralismos ou chavões. Além disso, deve buscar inspiração na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja.

A força do texto deverá reavivar a esperança, a criatividade, o compromisso cristão. O compositor deve observar também o uso do emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.

Em relação aos critérios para a análise da qualidade literária do texto, tratando-se de forma poética, serão observados em especial, o emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.  As qualidades do estilo, em especial quanto aos princípios a correção, da originalidade e da harmonia também serão levados em consideração.

Inscrição

As composições deverão ser enviadas à CNBB, VIA SEDEX, trazendo apenas o pseudônimo (nome de fantasia) do (a) autor (a), no remetente. Dentro da correspondência, em um envelope fechado, deve ter o nome verdadeiro do (a) compositor (a), junto com o termo de Cessão de Direitos Autorais (Cf. ANEXO I), preenchido e assinado, no endereço mencionado no edital.

Confira o edital completo em www.cnbb.org.br

Fonte: CNBB

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Conheça a história da Festa de Corpus Christi

Todas as quintas-feiras, depois da oitava de Pentecostes, a Igreja celebra a festa de Corpus Christi, mas nem sempre foi assim. Vejamos, então, como essa festa tomou a proporção que ela tem hoje.

História

Uma primeira coisa a saber é que não existe registo do culto ao Santíssimo Sacramento fora da Missa no primeiro milênio. Nesse período, a Eucaristia ministrada fora da Missa era somente para os doentes.

A partir do segundo milênio, no entanto, por meio de um movimento eucarístico, cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124, pelo Bispo Albero em Liége, na Bélgica, podemos constatar costumes eucarísticos: exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e, consequentemente, a festa do Corpus Christi.

A Solenidade em honra ao Corpo do Senhor – “Corpus Chisti” –, que hoje celebramos na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, mais precisamente depois da festa da Santíssima Trindade, é oficializada somente em 1264 pelo Papa Urbano IV.

Como bem sabemos, Deus costuma se revelar aos humildes e pequenos, e Ele se utilizou de uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi.  Segundo os registros da Igreja, Santa Juliana de Cornillon, em 1258, numa revelação particular, teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini.

Santa Juliana nasceu, em 1191, nos arredores de Liège, na Bélgica. Essa localidade é importante, e, naquele tempo, era conhecida como “cenáculo eucarístico”. Nessa cidade, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa.

Tendo ficado órfã aos cinco anos de idade, Juliana, com a sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont Cornillon. Mais tarde, ela também uma monja agostiniana, era dotada de um profundo sentido da presença de Cristo, que experimentava vivendo, de modo particular, o Sacramento da Eucaristia.

Com a idade de 16 anos, teve a primeira visão. Via a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Durante cerca de 20 anos, Juliana, que entretanto se tinha tornado priora do convento, conservou no segredo essa revelação. Depois, confiou o segredo a outras duas fervorosas adoradoras da Eucaristia: Eva e Isabel. Juliana comunicou essa imagem também a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége. Mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Quiseram envolver também um sacerdote muito estimado, João de Lausanne, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre aquilo que elas estimavam.

Foi precisamente o Bispo de Liége, Dom Roberto de Thourotte, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana e das suas companheiras, e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi na sua diocese, precisamente na paróquia de Sainte Martin. Mais tarde, também outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais. Depois, tornou-se festa nacional da Bélgica.

A festa ficou conhecida

Dessa forma, a festa foi crescendo cada vez mais, e outros bispos faziam a mesma coisa em sua diocese. Tomou tal proporção, que veio a tornar-se não só uma festa do território da Bélgica, mas sim de todo o mundo. Sendo que, a festa mundial de Corpus Christi foi decretada oficialmente somente, em 1264, seis anos após a morte de irmã Juliana, em 1258, com 66 anos.

Na cela onde jazia, foi exposto o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana faleceu contemplando, com um ímpeto de amor, a Jesus Eucaristia, por ela sempre amado, honrado e adorado.

Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada, em 1599, pelo Papa Clemente VIII.  Como vimos, ela morreu sem ver a procissão de forma mundial.

Depois da morte do Papa Alexandre IV, foi eleito o novo Papa, o cardeal Jacques Panteleón. Naquela época, a corte papal era em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde, em 1264, aconteceu o famoso Milagre de Bolsena.

Em que consiste esse milagre? Um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a verdade da transubstanciação, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia da cidade de Praga a Roma, ao celebrar a Santa Missa na tumba de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, Itália, no momento da consagração, viu escorrer sangue da Hóstia Consagrada, banhando o corporal, os linhos litúrgicos e também a pedra do altar, que ficaram banhados de sangue.

O sacerdote, impressionado com o que viu, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que mandou a Bolsena o Bispo Giacomo, para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o linho ensanguentado. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. O Pontífice foi ao encontro do Bispo até a ponte do Rio Claro, hoje atual Ponte do Sol. O Papa pegou as relíquias e mostrou à população da cidade.

O Santo Padre, movido pelo pelas visões de Santa Juliana, pelo prodígio e também a petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula Transiturus de hoc mundo, em 11 de agosto de 1264. Esses fatos foram marcantes para se estabelecer a festa de Corpus Christi.

A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena, em 1311, ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, foi promulgada uma recompilação das leis por João XXII e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Foi assim que a festa de Corpus Chisti aconteceu, tendo como testemunho estes dois fatos: as visões de Santa Juliana e o milagre eucarístico de Bolsena.

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Falece jovem com câncer terminal ordenado sacerdote em cama de hospital

Faleceu nesta segunda-feira, 17 de junho, Pe. Michal Los, o jovem com câncer terminal que foi ordenado sacerdote no mês passado em uma cama de hospital, após receber a autorização do Papa Francisco.

Em um comunicado em sua página no Facebook, a Congregação dos Filhos da Divina Providência (Orionitas) da Polônia expressou seu pesar pelo falecimento e Pe. Michal Los. “Acreditamos que mele se encontrou com Cristo ressuscitado, a quem desejava servir como sacerdote”, manifestaram, ao agradecer também pelas “orações e apoio”.

Por sua vez, os Orionitas no Brasil informaram por meio de sua página no Facebook que o sacerdote polonês “celebrou sua Páscoa às 11h53 e agora está para sempre nos braços do Bom Pai”.

“Vamos orar e rezar, agradecendo ao Senhor por tê-lo dado a nós como testemunha de grande Fé e amor. Não foi a morte que tirou a sua vida, mas sim quem a deu por amor a Cristo e aos pobres”, assinalam.

Família Orionita comunica com pesar o falecimento do religioso polonês, Padre Michael, que celebrou sua Páscoa às 11h53 e agora está para sempre nos braços do Bom Pai. 
Vamos orar e rezar, agradecendo ao Senhor por tê-lo dado a nós como testemunha de grande Fé e amor. Não foi a morte que tirou a sua vida, mas sim quem a deu por amor a Cristo e aos pobres.

Deus o abençoe.

Dai-lhe, Senhor o descanso eterno.

Pe. Michal foi ordenado diácono e sacerdote da Igreja Católica em 24 de maio de 2019, na cama do hospital militar de Varsóvia (Polônia), graças a uma permissão e à dispensa concedida pelo Papa Francisco.

A cerimônia foi celebrada pelo Bispo Auxiliar de Varsóvia-Praga, Dom Marek Solarczyk, em companhia de outros sacerdotes da congregação e familiares.

O novo sacerdote pôde celebrar sua primeira Missa no dia 26 de maio. A imagem de sua primeira celebração foi compartilhada nas redes sociais e se tornou viral em todo o mundo.

No último dia 7 de junho, quando celebrava seu aniversário, Pe. Michal Los recebeu no hospital a visita do presidente da Polônia, Andrzej Duda, ao qual abençoou.

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Assembleia do Regional estuda novas Diretrizes, celebra jubileu missionário e elege presidência

Nos últimos três dias em Indaiatuba (SP), o episcopado paulista definiu o futuro dos trabalhos pastorais e comemorou os 25 anos de presença missionária na Amazônia

Os 51 bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que estão em Itaici, Indaiatuba (SP), desde a última terça-feira, dia 11, até a manhã desta quinta-feira, dia 13, para a realização de sua 82ª Assembleia, estabeleceram o futuro das atividades pastorais.

Durante os três dias de trabalhos, o episcopado, juntamente com os padres coordenadores diocesanos de pastoral e representantes dos Organismos ligados ao Regional, dividiu o tempo entre momentos de oração, estudos, votação e debates pastorais.

O texto das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019-2023) foi o tema central da Assembleia refletido pelo bispo diocesano de Jales (SP), Dom José Reginaldo Andrietta.

ELEIÇÃO
Na oportunidade, o episcopado paulista elegeu sua nova presidência: Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), foi reeleito presidente; continuou como vice-presidente, o bispo diocesano de Guarulhos (SP), Dom Edmilson Amador Caetano, e Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, foi escolhido como secretário-geral. “Prossigamos com comunhão e fraternidade no trabalho pastoral em nossas dioceses, Organismos e em todo o Regional”, ressaltou o Dom Pedro Luiz durante a celebração da missa.

Para as sub-regiões de Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto 1 e 2, Sorocaba e de São Paulo 1 e 2, foram escolhidos, respectivamente, como representantes: Dom José Carlos Chacorowski, Dom Benedito Gonçalves dos Santos, Dom Eduardo Malaspina, Dom Moacir Silva, Dom Milton Kenan Junior, Dom Julio Endi Akamine, SAC, Cardeal Odilo Pedro Scherer e Dom João Bosco Barbosa de Sousa, OFM.

JUBILEU
Para comemorar o Jubileu de Prata da presença missionária do Regional Sul 1 no Regional Norte 1 da CNBB, no decorrer da Assembleia, foi lançada a Edição “25 anos da Missão Amazônia”. A publicação conta com memórias e testemunhos ao longo das duas décadas e meia de comunhão e solidariedade entre os regionais.

Com colaboração do Pe. Tiago Barbosa; Fotos: Eduardo Tarcia | pela Comissão de Comunicação do Regional

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Bispos paulistas elegem nova presidência do Regional Sul 1

Dom Pedro Luiz Stringhini foi reeleito como presidente para o próximo quadriênio. Dom Edmilson Amador Caetano, também reeleito, e Dom Luiz Carlos Dias, serão, respectivamente, vice-presidente e secretário-geral.

Na tarde desta quarta-feira, dia 12, em Itaici, Indaiatuba (SP), os bispos do Estado de São Paulo elegeram a nova presidência para o quadriênio 2019-2023. Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), foi reeleito presidente do Regional Sul 1 e, como vice-presidente, o bispo diocesano de Guarulhos (SP), Dom Edmilson Amador Caetano.

Para a função de secretário, o episcopado paulista elegeu Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Até o mês de agosto, a nova presidência deve escolher os bispos e assessores para as oito Comissões Episcopais Pastorais.

DESAFIO –A vigência do trabalho da nova equipe coincide com a aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em maio deste ano.

Texto e foto do Pe. Tiago Barbosa | pela Comissão de Comunicação do Regional

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Trabalho missionário é destaque na 82ª Assembleia dos Bispos

Encontro contou com a presença de representantes do Regional Norte 1 que, há 25 anos, recebe ministros ordenados e leigos paulistas. Membros da Infância e Adolescência Missionária (IAM) de todo o Estado destinaram cerca de $150 mil reais para a aquisição de poços artesianos na Diocese africana de Pemba

Na manhã desta terça-feira, dia 12, a dimensão missionária foi o centro da reflexão da 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A missa, celebrada nas primeiras horas do dia, recordou os 25 anos do projeto de comunhão e solidariedade entre os regionais Sul 1 e Norte 1. “A missão é para todos”, ressaltou o Cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), durante a homilia, ao explicar que as atividades missionárias buscam fazer a transição de uma pastoral de visita para um trabalho de permanência nas comunidades de periferia, como pede o Papa Francisco.

O momento de ação de graças ainda contou com a presença de representantes da Infância e Adolescência Missionária (IAM). A participação concluiu o Projeto “Dá-me de beber” que, no último ano, arrecadou nas dioceses paulistas um montante de aproximadamente $150 mil reais, destinados à construção de poços artesianos em Moçambique.

Durante a sessão conjunta, a Assembleia proporcionou a explicação do Sínodo Pan-Amazônico e das atividades missionárias do Regional paulista no Estado do Amazonas e em Moçambique, na Diocese de Pemba.

As atividades contaram com a presença de representantes do Regional Norte 1 que, na oportunidade, agradeceram à parceria firmada: “Trago, com alegria e gratidão, a presença fraterna dos missionários paulistas na Igreja da Amazônia. Abrimos nossos braços e dilatamos nossos corações para a continuidade do projeto”, disse Dom Mário Antônio da Silva, bispo diocesano de Roraima (RR) e 2º vice-presidente da CNBB.

PUBLICAÇÕES

O Regional Sul 1 lançou a Edição Especial “25 anos da Missão Amazônia”. A publicação conta com testemunhos e memórias sobre as duas décadas e meia de atividades missionárias entre os regionais. “O caminho percorrido até aqui estimula o Regional a ser cada vez mais uma Igreja em estado permanente de missão”, afirmou o presidente Dom Pedro Luiz Stringhini.

Também o bispo auxiliar de São Carlos (SP), Dom Eduardo Malaspina, presenteou os participantes com o livro “Eu vos escolhi – A missão em cinco passos”, de sua autoria: “Trata-se de um texto de espiritualidade e de indicações pastorais sobre a missão”, explicou.

Com colaboração do Pe. Tiago Barbosa; Fotos: Eduardo Tarcia | pela Comissão de Comunicação do Regional 

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Santo Antônio: a devoção brasileira ao santo português que dedicou a vida a caridade

“Quem segue verdadeiramente a Cristo deseja que todos o sigam e, por isso, volta-se para o próximo com solicitude de ânimo, devota oração e pregação da Palavra” (Santo Antônio)

Nesta quinta-feira, 13 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de Santo Antônio de Pádua, também chamado Santo Antônio de Lisboa, cidade onde nasceu. O santo português, que ganhou fama de ser casamenteiro, pois em certa ocasião intercedeu por uma jovem que teria conseguido fazer um ótimo casamento, é muito popular também por ser o santo das coisas perdidas.

Frade franciscano, Santo Antônio tem particular ligação com a Igreja no Brasil, onde 5 arquidioceses e 10 dioceses o tomam por padroeiro ou titular. Também são 24 as catedrais dedicadas ao santo e 13 municípios brasileiros que o têm como padroeiro.

O município e a diocese de Nova Iguaçu (RJ) estão nesta lista. A festa de Santo Antônio é a maior e mais popular da cidade e consegue mobilizar vários setores da vida religiosa, social e cultural, descasa o bispo de Nova Iguaçu, dom Gilson Andrade da Silva.

“Quando um santo alcança tal popularidade revela que sua palavra e vida nunca perdem a atualidade, ou seja, que o Evangelho que ele pregou e viveu consegue inspirar todas as gerações e culturas, ajudando-as a dar o melhor de si”, afirma.

Ainda segundo dom Gilson,  o povo brasileiro se identificou muito com a figura de Santo Antônio pelo seu exemplo e zelo de pastor e pela sua sensibilidade para com os sofridos e mais pobres. “É um santo que entrou no coração e na alma do povo”.

Nascido em 1195, em Lisboa, o jovem Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo, nome de batismo de Santo Antônio, ingressou na Ordem dos Agostinianos aos 15 anos. Dez anos depois, já em Coimbra, foi ordenado sacerdote e adotou o nome de Antônio ao ingressar na Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis.

Lá viveu de maneira simples entre os frades, até que um dia precisou substituir um pregador que faltou numa grande festa e fez a homilia. Com excelente oratória e profundo conhecimento das Sagradas Escrituras, se destacou e, então foi nomeado pregador oficial dos Franciscanos e professor de Teologia, tornando-se famoso por suas pregações.

Para dom Tarcísio Nascentes dos Santos, bispo de Duque de Caxias (RJ), cidade que também tem o santo como padroeiro municipal e da catedral, “Santo Antônio contribuiu, para a Igreja no Brasil e no mundo, de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico”.

Segundo dom Tarcísio, no último período da sua vida, Antônio escreveu dois ciclos de “Sermões”, intitulados, respectivamente, “Sermões dominicais” e “Sermões sobre os santos”, destinados aos pregadores e professores de estudos teológicos da ordem franciscana.

“Nos ‘Sermões’, ele fala da oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que envolve suavemente a alma em oração”, destaca. 

Aproveitando a festa de seu padroeiro, a diocese de Piracicaba, lança a Revista “Jubileu”, nesta quinta-feira, durante a missa solene, presidida pelo bispo diocesano, dom Fernando Mason, na Sé Catedral Santo Antônio, em Piracicaba (SP). A publicação faz parte da programação celebrativa do Jubileu de Brilhante (75 anos) de criação e instalação da diocese de Piracicaba.

Padroeiro de Pádua e de Lisboa, o santo venerado por suas pregações, vida de penitência e pelos milagres morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231 aos 36 anos de idade. Seu corpo foi sepultado numa basílica que se tornou lugar de peregrinação. Ele foi canonizado no ano seguinte pelo papa Gregório IX. E foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII.

Santo casamenteiro e dos objetos perdidos

A história retrata que a fama de casamenteiro se deu porque Santo Antônio teria atendido aos rogos de uma moça que para casar precisava um dote. De acordo com a agência ACI Digital, a moça teria recebido de Santo Antônio um bilhete para entregar a um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata segundo o peso do papel. Pensando que o papel pesaria muito pouco ele aceitou. Mas foram necessários 400 escudos da prata para que a balança chegasse ao equilíbrio. O comerciante lembrou-se de uma promessa que havia feito a Santo Antônio e não havia cumprido: dar 400 escudos de prata. A jovem recebeu a quantia e pode assim casar-se.

Além disso, segundo a ACI Digital, o santo é invocado para encontrar objetos perdidos, talvez porque certo dia um noviço fugiu do convento com um saltério que ele usava. Santo Antônio orou para recuperar o seu livro e o noviço se viu diante de uma aparição terrível e ameaçadora que o obrigou a regressar e devolver o que roubou.

Diz-se também que em uma ocasião, enquanto orava, apareceu-lhe o menino Jesus e o santo segurou-o em seus braços e por esta razão, até hoje, é representado sustentando o menino Deus. Santo Antônio é patrono das mulheres estéreis, dos pobres, dos viajantes, dos pedreiros, dos padeiros, entre outros. Devido à sua caridade com os pobres, com frequência se representa Santo Antônio oferecendo pão a indigentes.

Arquidioceses:
Diamantina
Juiz de Fora
Olinda e Recife

Dioceses:
Alagoinhas
Campo Maior
Chapecó
Guarapuava
Jequié
Nova Iguaçu
Osasco
Piracicaba
Ruy Barbosa
Teixeira de Freitas-Caravelas

Arquidioceses de padroeiro secundário:
Campo Grande
Uberaba

Catedrais dedicadas:
Aparecida (Guaratinguetá)
Diamantina
Juiz de Fora
Alagoinhas
Borba
Campanha
Campo Grande
Campo Maior
Caravelas
Chapecó
Duque de Caxias
Frederico Westphalen
Garanhuns
Governador Valadares
Guaxupé
Nova Iguaçu
Osasco
Paracatu
Patos de Minas
Piracicaba
Propriá
Rui Barbosa
Sete Lagoas
Zé Doca

Cidades Padroeiro Municipal
Araçuaí
Balsas
Borba
Diamantina
Duque de Caxias
Garanhuns
Jardins
Juiz de Fora
Lins
Nova Iguaçu
Paracatu
Recife
Zé Doca

FONTE: CNBB

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Assembleia Regional dos bispos começa na próxima terça-feira (11/06), em Itaici, Indaiatuba

Está marcada para o dia 12 de junho a eleição da nova presidência da entidade. Atualmente, o presidente da entidade é Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Mogi das Cruzes, que ocupa o cargo desde o começo de junho do ano passado, após transferência do então presidente, dom Airton José dos Santos, para a Arquidiocese de Mariana (MG).

A 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as dioceses do Estado de São Paulo, acontecerá entre os dias 11 a 13 de junho, em Itaici, Indaiatuba (SP).

Neste ano, a Assembleia anual será eletiva e terá como tema central «As Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para 2019-2023, aprovadas pela Assembleia Geral da CNBB, e suas implicações para o Regional».

O encontro acontecerá no Centro de Espiritualidade Inaciana (CEI) e contará com a participação dos bispos e convidados das 6 arquidioceses, 35 dioceses e das 6 Regiões Episcopais da Arquidiocese de São Paulo. São esperados 143 participantes, entre bispos, padres coordenadores diocesanos de pastoral, padres secretários das Sub-Regiões Pastorais e representantes dos Organismos vinculados ao Regional Sul 1.

Para esta Assembleia, também está prevista a seguinte pauta:Revisão do Regulamento do Regional; Relatório das Comissões Episcopais de Pastoral; Relatório da Presidência; Eleição da Presidência do Regional para o próximo quadriênio (2019-2023); Eleição dos Delegados para o Conselho Permanente da CNBB e suplente; os Presidentes das sub-regiões pastorais e das Comissões Episcopais; Conselho Econômico; Conselho Fiscal e suplentes.

A Assembleia começará na terça-feira, 11 de junho, às 15h00, com a Celebração de Abertura presidida por Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Mogi das Cruzes e Presidente do Regional.

Imprensa: Credenciamento para cobertura pelo telefone 11 3253-6788 ou pelo e-mail cnbbs1@cnbbsul1.org.br. Após o credenciamento, as entrevistas com os bispos serão agendadas com o assessor Renato Papis, no próprio local, contato: 11 97544-8285.

Nas redes sociais use: #82ªABCNBBSul1

De São Paulo, Renato Papis, MTb 61012/SP

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Igreja celebra Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2019 (SOUC) que, no hemisfério norte, é celebrada de 18 a 25 de janeiro, terá como tema “Procurarás a justiça, nada além da justiça” (Dt 16.11-20). Realizada mundialmente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a SOUC acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

No hemisfério sul (inclusive no Brasil), a Semana de Oração será celebrada na semana de Pentecostes, que neste ano será entre 2 e 9 de junho.

SOUC

De acordo com a Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastora Romi Márcia Bencke, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2019 foi preparada por cristãos e cristãs da Indonésia.

O país tem uma população de 265 milhões de pessoas, das quais 86% se identificam como muçulmanas 10% como cristãos, de diferentes tradições. A Indonésia é a maior nação do sudeste da Ásia. Sua diversidade se expressa em 1.340 grupos étnicos e 740 línguas locais. O idioma nacional é o Bahasa Indonésio.

Divulgação/CONIC

CONIC: Conselho Naiconal de Igrejas Cristãs do Brasil.

Ainda de acordo com a Secretária Geral do CONIC, “a nação orienta-se em cinco princípios: crença em um único Deus, humanidade justa e civilizada, unidade da Indonésia, democracia guiada por sabedoria interna e unanimidade vinda de deliberações entre os representantes e justiça social para todo o povo. O lema do país é ‘Bhineka Tungal Ika’, que significa ‘Unidade na Diversidade’”.

Iniciativas no Brasil

No Brasil, as principais atividades da SOUC têm sido as celebrações ecumênicas ao longo da Semana, com a realização de seminários, troca de púlpito, rodas de conversa sobre ecumenismo ou sobre o tema da Semana de Oração, programas de rádio, televisão e audiências públicas sobre diversidade religiosa.

Oferta da SOUC

A Pra. Romi Márcia destacou que a oferta da SOUC remete ao gesto da partilha presente nas antigas comunidades cristãs. “Simboliza a nossa capacidade de desprendimento e espírito comunitário. É a nossa contribuição concreta para o ecumenismo”, completou.

Os valores arrecadados ao longo da semana têm os seguintes destinos: 40% da coletapermanecem para a representação regional do CONIC (onde houver). Esses valores arrecadados contribuem para a motivação do ecumenismo em diferentes regiões, com a organização de seminários, encontros e oficinas de formação.

Os outros 60% da coleta são enviados para o CONIC Nacional: este recurso irá subsidiar a elaboração dos cadernos do próximo ano.

No site do CONIC, é possível saber onde existem grupos ecumênicos locais.

Fonte: conic.org.br

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Papa na Romênia: uma sociedade é civil quando cuida dos mais pobres

O Papa Francisco deixou o Vaticano, na manhã desta sexta-feira (31/5), para mais uma Viagem Apostólica do seu Pontificado, é a sua 30ª viagem, que o leva à Romênia.

Depois da acolhida no aeroporto de Bucareste o Papa fez uma visita de cortesia ao Presidente romeno Klaus Werner Iohannis no Palácio presidencial, local do encontro com as Autoridades, a Sociedade civil, os Representantes de várias confissões religiosas e o Corpo Diplomático.

Após as palavras de boas-vindas do Presidente, o Papa Francisco pronunciou seu discurso expressando sua alegria:

“ Estou feliz por me encontrar nesta “?ar? frumoas?, terra formosa, vinte anos depois da visita de São João Paulo II e no semestre em que a Romênia – pela primeira vez desde que começou a fazer parte da União Europeia – preside ao Conselho Europeu ”

Depois de lembrar dos 30 anos passados desde que a Romênia se libertou do regime que oprimia a liberdade civil e religiosa, o Papa elogiou a reconstrução e o trabalho feito através “do pluralismo das forças políticas e sociais e do seu diálogo mútuo através do reconhecimento fundamental da liberdade religiosa e da plena integração do país no mais amplo cenário internacional”.

Fenômeno da emigração

Porém continuou Francisco,

“ É preciso reconhecer que as transformações, tornadas necessárias pela abertura de uma nova era, acarretaram consigo – juntamente com as conquistas positivas – o aparecimento de inevitáveis obstáculos que se devem superar e de consequências para a estabilidade social e a própria administração do território nem sempre fáceis de gerir ”

Neste ponto recordou o fenômeno da emigração da população à procura de novas oportunidades de trabalho, levando ao “despovoamento de muitas localidades” que pesa inevitavelmente “na qualidade de vida em tais terras e enfraquecimento das raízes culturais e espirituais que sustentam nas adversidades”.

Caminhar juntos

Para enfrentar estes problemas, afirma o Papa “é preciso aumentar a colaboração positiva das forças políticas, econômicas, sociais e espirituais”

“ É necessário caminhar juntos e que todos se comprometam, convictamente, a não renunciar à vocação mais nobre a que deve aspirar um Estado: ocupar-se do bem comum do seu povo ”

“Assim – continua o Pontífice – pode-se construir uma sociedade inclusiva, na qual cada um, disponibilizando os seus próprios talentos e competências (…) se torne protagonista do bem comum”. De fato, conclui “quanto mais uma sociedade se dedica aos mais desfavorecidos, tanto mais se pode dizer verdadeiramente civil”.

E para alcançar estes objetivos: “É preciso que tudo isto tenha uma alma, um coração e uma direção clara de marcha, imposta, (…) pela consciência da centralidade da pessoa humana e dos seus direitos inalienáveis”. E o Papa continua “para um desenvolvimento sustentável harmonioso (…) não é suficiente atualizar as teorias econômicas, nem bastam – apesar de necessárias – as técnicas e capacidades profissionais. Com efeito, trata-se de desenvolver, juntamente com as condições materiais, a alma de todo o povo”.

A Igreja Católica quer dar a sua contribuição

“ Neste sentido as Igrejas cristãs podem ajudar a reencontrar e alentar o coração pulsante de onde fazer fluir uma ação política e social que parta da dignidade da pessoa e leve a empenhar-se, leal e generosamente, pelo bem comum da coletividade ”

Por fim, falando do trabalho das Igrejas cristãs esclarece que “a Igreja Católica quer colocar-se neste sulco, quer dar a sua contribuição para a construção da sociedade, deseja ser sinal de harmonia, esperança de unidade e colocar-se ao serviço da dignidade humana e do bem comum”.

O Papa concluiu o seu discurso desejando à Romênia “paz e prosperidade” e invocando sobre “toda a população abundância de bênçãos divinas”.

Via Vatican News

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Devotos aguardam, com alegria, a data da canonização de Irmã Dulce, o “Anjo Bom da Bahia”

Irmã Dulce será proclamada santa! Esta é a notícia que percorre o mundo e enche de alegria os corações dos fiéis, de forma particular, os da arquidiocese de Salvador desde o dia 14 de maio, quando a Santa Sé divulgou que o segundo milagre por intercessão do “Anjo Bom da Bahia” – como Irmã Dulce é conhecida – havia sido reconhecido pelo Papa Francisco no dia anterior (13).

Todos nós fomos tomados pela alegre surpresa. Sabíamos que tudo isso estava bem adiantado, mas não sabíamos que em ‘tal dia’ o milagre seria reconhecido”, disse o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, durante coletiva de imprensa, na capital baiana, na tarde do dia 14.

Na expectativa
A primeira atividade logo após o anúncio da canonização foi a celebração da missa em ação de graças, que aconteceu no Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, localizado no Largo de Roma, em Salvador, ao lado do Hospital Santo Antônio da OSID. É neste templo que estão os restos mortais da futura santa. Em seguida, os fiéis uniram as mãos para dar um abraço simbólico na OSID. “Para nós, este momento está sendo de grande alegria para toda a congregação, tanto aqui no Brasil quanto nas casas que estão localizadas em outros países. É uma honra muito grande termos em nossa congregação uma Irmã que se fez grande missionária e que se fez santa do povo brasileiro e do mundo inteiro”, disse a Irmã Leonilda Cipriano, da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

A data da canonização de Irmã Dulce será marcada durante o Consistório dos Cardeais, marcado para julho, quando o Papa anunciará oficialmente de quem foram reconhecidos os milagres. De acordo com dom Murilo, “a canonização, formalmente, acontece em Roma e é presidida pelo Papa. Excepcionalmente é fora de Roma, mas, mesmo assim, sempre presidida pelo Papa. Somente a partir da Missa de Canonização, o Papa proclama e entra no catálogo dos santos é que se pode chamar Santa Dulce dos Pobres, e que se poderá celebrar missa em qualquer lugar do mundo. Já não será mais um culto restrito, mas em qualquer parte”, afirmou dom Murilo.

A celebração de canonização, em Roma, acontece sempre em um domingo. No dia seguinte, em uma Igreja, também em Roma, é celebrada a primeira missa em honra da santa e esta missa será presidida pelo bispo diocesano, neste caso dom Murilo. Já no domingo seguinte à canonização, será celebrada, em Salvador, a primeira missa oficial da santa.

Recuperação da visão
O milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce é ligado à visão. De acordo com dom Murilo, embora ainda não se possa dar muitas informações, um homem que há 14 anos estava cego suplicou a intercessão da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres para aliviar o seu sofrimento. Na manhã do dia seguinte, ao acordar, estava enxergando. “Foram colhidos testemunhos de médicos, de pessoas que conheciam esta pessoa que recebeu o milagre. Enfim, foi feito um processo muito bem elaborado, e esse processo foi encaminhado para Roma”, disse o arcebispo.

Em Roma, um fato como este passa por uma primeira comissão, que é a comissão de médicos especialistas naquele campo da saúde em que houve algo extraordinário. Não importa se o médico é católico, de outra igreja ou ateu, o que importa é que ele seja especialista na matéria e que possa testificar que, realmente, não há uma explicação científica para aquele acontecimento. A maioria dos fatos não é aprovada por esta comissão”, esclareceu dom Murilo.

A segunda etapa desse processo acontece quando o fato é direcionado a uma comissão de teólogos, que é mais severa do que a comissão de médicos, já que alguns precisam tentar provar que não houve nada de extraordinário, não houve milagre. Após passar por esta comissão, o caso é levado para uma comissão formada por cardeais, que estuda o parecer dos médicos e dos teólogos e apresenta um parecer para o Papa.

O médico perito, Sandro Barral, das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), foi o primeiro a ter contato com o miraculado. De acordo com ele, os exames são de um paciente cego, mesmo ele já enxergando. “Os exames mostram uma visão extremamente comprometida. Ele era uma pessoa que andava com cão-guia e agora enxerga normal. A doença dele começou no ano de 1998 e ele foi, progressivamente, perdendo a visão”, contou o médico.

Para Maria Rita Lopes Pontes, sobrinha de Irmã Dulce e superintendente da OSID, a notícia é uma verdadeira graça. “Nós já esperávamos, mesmo sabendo que foi tudo muito rápido. Esse caso, quando puder ser divulgado, ele vai ser um caso de superação. Não só por ter preenchido os três requisitos de um milagre: instantâneo, duradouro e que a ciência não explica, mas um caso de superação da pessoa, que tem muita fé, muita força, muita resiliência. E eu acho que a gente deve se espelhar, também, na vida dessa pessoa, para que quando a gente estiver em um momento de dificuldade possamos confiar em Deus”, afirmou.

CNBB em comunhão
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem a dom Murilo Krieger por ocasião da canonização de irmã Dulce. No texto, assinado pela Presidência, a entidade coloca-se unida ao arcebispo de Salvador e ao povo baiano “na ação de graças pela canonização da querida Irmã Dulce dos Pobres”. Para a CNBB, a alegria pelo anúncio é de todos brasileiros.

Com seu amor a Deus inseparável do amor aos pobres, Irmã Dulce, em meio a sofrimentos próprios, ensinou-nos que somos consolados em nossas tribulações para que, desse modo, possamos também nós consolar os que sofrem”, afirma a CNBB.

O desejo da Conferência episcopal é que a alegria da notícia da canonização de uma brasileira, “mulher frágil no meio dos frágeis, mãe dos pobres e abandonados, nos ensine a seguir sempre buscando e concretizando caminhos de solidariedade e paz”.

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Papa Francisco: o aborto nunca é a resposta ideal para as famílias

Neste sábado, 25, o Papa recebeu, no Vaticano, participantes do Encontro internacional “Sim à vida: cuidado com o precioso dom da vida na fragilidade”

O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado, 25, na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 300 participantes do Encontro Internacional intitulado “Yes to Life (Sim à vida): cuidado com o precioso dom da vida na fragilidade”. O encontro é promovido pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida e pela Fundação “O Coração em uma gota”, que acolhe crianças recém-nascidas em extrema fragilidade.

Em seu discurso, o Santo Padre disse que as crianças, em alguns casos, são definidas pela cultura do descarte como incompatíveis com a vida. “Nenhum ser humano jamais pode ser incompatível com a vida, seja pela sua idade, pela sua saúde e pela qualidade da sua existência. Toda criança, desde o seio da sua mãe, é um dom, que muda a história de uma família. Ela deve ser sempre bem-vinda, amada e cuidada”, sublinhou.

Segundo o Pontífice, quando uma mulher descobre que está esperando um filho, sente a profunda sensação de um mistério, que cresce dentro de si, permeia todo o seu ser e a torna mãe. Entre ela e a criança, Francisco afirma que instaura-se um intenso diálogo, uma relação real desde o momento da concepção.

“Esta capacidade comunicativa não é só da mulher, mas, sobretudo, da criança, que, em sua individualidade, envia sinais da sua presença e das suas necessidades à mãe. Hoje, as técnicas modernas fazem um diagnóstico pré-natal, prevendo malformações e patologias, que poderiam comprometer a vida da criança e a serenidade da mulher”, explicou o Papa, que prosseguiu alertando: “A autenticidade da sua evolução é muito subjetiva e, eventualmente, pode ser resolvida com as devidas terapias. Por isso, os médicos jamais devem esquecer o valor sagrado da vida humana e a sua proteção”.

Aos médicos, o Santo Padre revelou: “A profissão do médico é uma missão, uma vocação para a vida. Eles devem estar conscientes de que são um dom para as famílias. Por isso, devem assumir a vida dos outros, enfrentar a sua dor; serem capazes de tranquilizar e encontrar soluções sempre no respeito da dignidade da vida humana”.

Ao cuidar das crianças terminais, Francisco comentou que os médicos devem ajudar os pais a aceitarem a realidade e a aliviar sua dor. “Infelizmente, a cultura dominante, hoje, não promove este aspecto. Em nível social, o temor e a hostilidade, diante da deficiência física, podem levar, muitas vezes, à escolha do aborto, como prática de ‘prevenção’”, completou o Pontífice que recordou o ensinamento da Igreja:

“A vida humana é sagrada e inviolável e o uso da diagnose pré-natal, para propósitos seletivos, deve ser fortemente desencorajado. O aborto nunca é a resposta ideal que as mulheres e as famílias buscam. Neste sentido, as ações pastorais são sempre urgentes e necessárias para criar espaços, lugares e ‘redes de amor’, aos quais os casais podem se dirigir, além de dedicar tempo para acompanhar as famílias”.

O Santo Padre concluiu seu discurso aos participantes no encontro internacional, agradecendo a todos os que trabalham para a defesa da vida, em particular, às famílias, mães e pais, que acolheram a vida frágil e, agora, são solidários e ajudam outras famílias. “Seu testemunho de amor é um presente para o mundo!”, encerrou.

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Papa: a presença de Deus mora na pequenez dos pobres que encontramos

“Peçamos ao Senhor que nos livre do eficientismo, do mundanismo, da tentação sutil de render culto a nós mesmos e à nossa bravura. Peçamos a graça de acolher o caminho indicado pela Palavra de Deus: humildade, comunhão, renúncia.”

Foi a exortação do Papa Francisco na missa celebrada na tarde de quinta-feira (23/05) no Altar da Cátedra na Basílica de São Pedro, na abertura da XXI Assembleia Geral da Caritas Internacional.

Tendo presente a liturgia do dia, o Santo Padre desenvolveu sua reflexão na homilia a partir do trecho dos Atos dos Apóstolos que traz a primeira grande reunião da história da Igreja, em que os apóstolos e os anciãos se reuniram para examinar questões surgidas após uma situação inesperada: os pagãos que se convertiam à fé. Devem adequar-se, como os outros, também a todas as normas da Lei antiga?

O Pontífice ressaltou tratar-se de uma decisão difícil de ser tomada e o Senhor não estava mais presente. Uma pergunta espontânea: por que Jesus não tinha deixado uma sugestão para dirimir a discussão? Por que Jesus não tinha dado regras sempre claras e rapidamente resolutivas?

Tentação do eficientismo

Francisco apontou aí a tentação do eficientismo, do pensar que a Igreja caminha bem se mantém tudo sob controle, se vive sem turbulências, com a agenda sempre em ordem. Mas o Senhor não faz desse modo, observou.

“O Senhor não manda uma resposta do céu, manda o Espírito Santo. E o Espírito não vem trazendo a agenda do dia, vem como fogo. Jesus não quer que a Igreja seja um modelo miniatura perfeito, que se compraz da própria organização e é capaz de defender seu bom nome. Jesus não viveu assim, mas em caminho, sem temer as agitações da vida. O Evangelho é o nosso programa de vida.”

Após lembrar que o Evangelho nos ensina que as questões não devem ser enfrentadas com uma receita pronta e que a fé não é uma tabela de marcha, mas o ‘Caminho’ a ser percorrido juntos, sempre juntos, com espírito de confiança”, Francisco reiterou que da narração dos Atos dos Apóstolos aprendemos três elementos essenciais para a Igreja em caminho: a humildade da escuta, o carisma do permanecer juntos, e a coragem da renúncia.

Coragem da renúncia

Atendo-se à coragem da renúncia, o Papa frisou que para os primeiros cristãos a questão em discussão tratava de tradições e preceitos importantes, que o povo eleito tinha muito a peito. Estava em jogo a identidade religiosa.

Todavia, observou, escolheram que o anúncio do Senhor antecede e vale mais do que tudo. Para o bem da missão, para anunciar a todos, de modo transparente e crível, que Deus é amor, também aquelas convicções e tradições humanas que são mais obstáculo que ajuda, podem e devem ser deixadas.

“A fé verdadeira purifica dos apegos. Para seguir o Senhor é preciso caminhar rapidamente e para caminhar veloz é preciso aliviar o peso, mesmo se custa. Como Igreja, não somos chamados a comprometimentos empresariais, mas a ardores evangélicos.”

Deus não quer maquiagem, mas a conversão dos corações

E ao purificar-nos, ao reformar-nos, continuou, “devemos evitar a simulação, ou seja, o fingir mudar algo para que na realidade nada mude. Isso se dá, por exemplo, quando, para buscar estar passo a passo com os tempos, se faz de certo modo uma maquiagem na superfície das coisas, mas é somente maquiagem para parecer jovens. O Senhor não quer retoque cosméticos, quer a conversão do coração, que passa através da renúncia. Sair de si é a reforma fundamental.”

Os primeiros cristãos alcançaram a coragem da renúncia partindo da humildade da escuta. Exercitaram-se no desinteresse por si mesmos: “vemos que cada um deixa o outro falar e é disponível a mudar as próprias convicções. Sabe escutar somente que deixa que a voz do outro entre realmente nele”, disse ainda.

Ouvir especialmente a voz dos pequenos e dos últimos

Francisco ressaltou que quem quer percorrer os caminhos da caridade, a humildade e a escuta significam ouvido disponível aos pequenos.

“É sempre importante ouvir a voz de todos, especialmente dos pequenos e dos últimos. No mundo quem dispõe de mais meios fala mais, mas entre nós não pode ser assim, porque Deus ama revelar-se através dos pequenos e dos últimos. E a cada um pede que não olhe ninguém de cima para baixo.”

Por fim, a escuta da vida: A Igreja faz discernimento não diante do computador, mas diante da realidade das pessoas. “Pessoas, antes dos programas, com o olhar humilde de quem sabe buscar nos outros a presença de Deus, que não mora na grandeza do que fazemos, mas na pequenez dos pobres que encontramos.

Ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro

Da humildade da escuta à coragem da renúncia, tudo passa pelo carisma do estar juntos. De fato, “na discussão da primeira Igreja a unidade prevalece sempre sobre as diferenças. Para cada um, em primeiro lugar não estão as próprias preferências e estratégias, mas o ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro, na caridade que não cria uniformidade, mas comunhão”.

É preciso estar próximo de Jesus, Pão partilhado. “Ajuda-nos estar diante do tabernáculo e diante de tantos tabernáculos vivos que são os pobres. A Eucaristia e os pobres, tabernáculo fixo e tabernáculos móveis: ali se permanece no amor e se absorve a mentalidade da fração do Pão”, concluiu.

Via Vatican News

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Papa: “Rezar em toda situação, sem esquecer de nossos irmãos”

Esta quarta-feira de sol e clima primaveril em Roma foi o cenário no qual cerca de 20 mil pessoas participaram do encontro semanal com o Papa, no Vaticano. Francisco entrou na Praça São Pedro e imediatamente deixou cinco crianças subirem no papamóvel e o acompanharem na volta da praça. É a ocasião em que o Pontífice cumprimenta todos os presentes distribuindo sorrisos e carinho.

Em sua reflexão, ele encerrou o ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso, e concluiu que “a oração cristã nasce da audácia de poder chamar Deus de ‘Pai’: “Trata-se de um ato de intimidade filial, fruto da graça de Jesus que nos introduz na familiaridade com Deus.”

Francisco continuou explicando que em diversas passagens do Novo Testamento, podemos ver como Jesus, com o seu exemplo e palavras, nos ensina o sentido da oração do Pai-Nosso. Por exemplo, quando os discípulos que, ao ver Jesus passar longos momentos em oração, pedem que Ele lhes ensine como rezar. Ou no Getsêmani, onde, ao invocar a Deus chamando-o de Abbá, Jesus demonstra a confiança num momento de angústia.

Em meio às trevas, Jesus invoca Deus com o nome de “Abbà”, com confiança filial e embora sinta medo e angústia, pede que seja feita a sua vontade.

Quando Jesus fala da necessidade de rezar de modo insistente, lembra-se sempre dos irmãos, sobretudo com a disponibilidade de perdoar as ofensas recebidas. Em suma, Jesus nos ensina que o cristão pode rezar em qualquer situação, seja com expressões retiradas da Bíblia, como os salmos, seja com expressões que brotaram dos corações de tantos homens e mulheres que se sabiam amados pelo Pai.

O primeiro protagonista de toda oração cristã é o Espírito Santo

É ele que sopra no coração do discípulo e nos torna capazes de rezar como filhos de Deus. É ele que nos ensina a rezar:

“Este é o mistério da oração cristã: pela graça, somos atraídos ao diálogo de amor da Santíssima Trindade.”

Assim rezava Jesus, e por vezes usou expressões muito distantes do texto do Pai Nosso. Como quando na cruz, pronunciou as palavras ‘Deus meu por que me abandonastes’. A explicação é que naquele grito de angústia, está o núcleo da relação com o Pai, o fulcro da fé e da oração. Eis porque o cristão pode rezar em qualquer situação.

Francisco concluiu pedindo que nunca deixemos de recordar na oração ao Pai nossos irmãos e irmãs na humanidade, para que nenhum deles, especialmente os pobres, fique sem consolo e sem uma porção de amor.

Orações por missionária assassinada e cristãos na China

Em suas palavras finais, o Papa lembrou a Irmã espanhola Ines Nieves Sancho, missionária assassinada na República Centro-africana, pedindo a todos que rezassem com ele uma Ave Maria.

Sexta-feira, dia 24 de maio, celebra-se o dia de Nossa Senhora Auxiliadora, que é particularmente venerada na China, no Santuário da Virgem de Sheshan, em Xangai.

“Nesta feliz ocasião, expresso minha proximidade a todos os católicos na China, que, entre tantas dificuldades e provações, continuam a esperar e amar. Que a nossa Mãe do Céu os ajude a ser testemunhas da caridade e da fraternidade, mantendo-os sempre unidos na comunhão da Igreja universal.”

Dirigindo-se aos brasileiros, numerosos na Praça, o Papa recomendou que neste mês dedicado à Virgem Maria, busquemos contemplar mais intensamente a face do Senhor Jesus com a oração do Terço, para que Ele seja o centro de nossos pensamentos, de nossas ações e de nossa vida.

Enfim, fez uma saudação especial ao Cardeal José Falcão, arcebispo emérito de Brasília, que está completando 70 anos de ordenação sacerdotal. Dom José respondeu com um sorriso.

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a bênção apostólica.

Via Vatican News

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Bispos participam de conferência sobre livro Teologia da Liturgia de Bento XVI

Uma conferência sobre o livro “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência cristã”, marcou a noite desta terça-feira (30), dia que antecedeu a abertura da abertura da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O conferencista foi o cardeal Gerhard Müller, editor das obras completas de Joseph Ratzinger em língua alemã. Dezenas de bispos participaram da conferência, a qual ocorreu no auditório Santo Afonso, anexo ao hotel Rainha do Brasil.

Segundo o cardeal, na apresentação do livro, o papa Bento XVI, durante os longos anos de sua carreira acadêmica, como professor de teologia fundamental e dogmática, desenvolveu uma obra teológica pessoal que o coloca na série dos teólogos mais importantes do século XX e XXI. Por mais de 50 anos, o nome de Joseph Ratzinger está em conexão com um plano geral original de teologia sistemática.

“O que está em debate não é a ordem exterior do rito, mas sua compreensão cristológica e a participação ativa da Liturgia no Espírito do Senhor. Na renovação de nossa capacidade litúrgica depende a renovação de nossa capacidade de dar aos homens e mulheres de hoje o ‘logos’ da esperança que habita em nós. Na Liturgia sagrada, nós, juntos, escutamos a Cristo que olha a nós. A Eucaristia é a congregação da Igreja em torno de Cristo, no Espírito Santo para louvor e glória de Deus”, afirmou durante sua exposição.

Todos, na Liturgia, se elevam como filhos e filhas de Deus no Filho único de Deus. Na Sagrada Liturgia adoramos a Deus, em atenção ao logos, e participamos do conhecimento de Deus. Nisto consiste a Liturgia católica: adoração a Deus em espírito e verdade. É experimentar a liberdade e a glória dos filhos de Deus.

“Há sempre um fundamento trinitário da Liturgia, sempre. A Igreja não é uma comunidade fundada por Jesus no sentido de ‘associativismo’. A Igreja é a comunidade de fiéis nascida da atuação de Jesus e, por meio dela, o Senhor ressuscitado se torna presente no Espírito Santo, uma vez que a Igreja é seu corpo e templo do Espírito. A partir do Concilio Vaticano II, a Igreja deve ser entendida como instrumento de Deus e sinal de Sua presença no mundo. A Igreja é, portanto, em sua realização, o sacramento de salvação no mundo”, disse.

Ainda segundo o cardeal Müller, a Igreja cumpre não somente uma missão exterior, mas compreende, em diversos momentos da vida do ser humano, uma atualização da salvação de Deus. “A Igreja é a representação de Cristo, uma atualização da atualidade de Cristo. Devemos concluir que a atividade sacramental da Igreja nada mais é do que sua realização. A liturgia já é a práxis da Igreja. Na Liturgia, Cristo já age como cabeça, fazendo da Igreja seu instrumento. A Liturgia transmite o Espírito Santo. Nela podemos falar com Deus, não apenas para Deus. Falamos de um Deus presente em nossa vida”, afirmou.

O conferencista também explicou que qualquer pessoa, incluindo presbíteros e bispos, não pode querer que seu pensamento se sobressaia sobre o sentido objetivo da Liturgia e da fé da Igreja, pois o pensamento humano pode ser falível. “A Liturgia conclui também a profissão pública da fé. Toda nossa Liturgia tem como fundamento os apóstolos. Neles a Liturgia se sustenta. Na Liturgia o fiel participa do acontecimento fundante da vida cristã. A Igreja é a fonte original do sentido da fé do Povo de Deus. A fé subjetiva e a compreensão pessoal não podem se sobressair diante do sentido objetivo da Liturgia e da fé objetiva da Igreja. O cristão individual, inclusive um bispo, pode ser falível em suas reflexões teológicas ou filosóficas. As reflexões subjetivas não podem ser uma norma. Por isso que entendemos a Liturgia como expressão total e objetiva da vida da Igreja. A liturgia é infalível no sentido objetivo, porque a Palavra de Deus é infalível, porque Jesus Cristo, no Espírito Santo, se faz presente nas ações fundamentais da Igreja”, refletiu.

A obra – O plano editorial das Obras Completas foi elaborado em estrita concordância com o Papa Bento XVI. Cada volume é autorizado pelo próprio Santo Padre em sua concepção temática e também na escolha dos textos. O volume “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência cristã”, inicia a publicação das Obras Completas em língua portuguesa, publicada pelas Edições CNBB. A pedido do próprio autor, os escritos sobre a Liturgia iniciam as publicações, num total de 16 volumes.

Por padre Andrey Nicioli

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Conselho Permanente da CNBB divulga mensagem após reunião em Brasília

Reunidos entre os dias 26 e 28 de março na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), os bispos que integram o Conselho Permanente da entidade emitiram uma mensagem na qual demonstram preocupação com a Reforma da Previdência – PEC 06/2019.

No texto, os bispos reafirmam que o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. “Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).

Eles reconhecem que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário adequado à Seguridade Social. Alertam, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens.

Apontam também que o discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. “A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres”, reforçam.

Ainda na mensagem, os bispos fazem um apelo ao Congresso Nacional para que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. “Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos, dizem em um dos trechos.

Confira abaixo, a mensagem, na íntegra:

MENSAGEM DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB

“Serás libertado pelo direito e pela justiça” (cf. Is 1,27)

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF nos dias 26 a 28 de março de 2019, assistidos pela graça de Deus, acompanhados pela oração da Igreja e fortalecidos pelo apoio das comunidades eclesiais, esforçamo-nos por cumprir nossa missão profética de pastores no anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo e na denúncia de acontecimentos e situações que se opõem ao Reino de Deus.

A missão da Igreja, que nasce do Evangelho e se alimenta da Eucaristia, orienta-se também pela Doutrina Social da Igreja. Esta missão é perene e visa ao bem dos filhos e filhas de Deus, especialmente, dos mais pobres e vulneráveis, como nos exorta o próprio Cristo: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes pequeninos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). Por isso, nosso olhar se volta constantemente para a realidade do país, preocupados com propostas e encaminhamentos políticos que ameacem a vida e a dignidade dos pequenos e pobres

Dentre nossas atuais preocupações, destaca-se a reforma da Previdência – PEC 06/2019 – apresentada pelo Governo para debate e aprovação no Congresso Nacional. Reafirmamos que “o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).

Reconhecemos que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, adequado à Seguridade Social. Alertamos, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens. O discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres. Consideramos grave o fato de a PEC 06/2019 transferir da Constituição para leis complementares regras previdenciárias como idades de concessão, carências, formas de cálculo de valores e reajustes, promovendo desconstruções da Constituição Cidadã (1988).

Fazemos um apelo ao Congresso Nacional que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos.

Ao se manifestar sobre estas e outras questões que dizem respeito à realidade político-social do Brasil, a Igreja o faz na defesa dos pobres e excluídos. Trata-se de um apelo da espiritualidade cristã, da ética social e do compromisso de toda a sociedade com a construção do bem comum e com a defesa do Estado Democrático de Direito.

O tempo quaresmal, vivido na prática da oração, do jejum e da caridade, nos leva para a Páscoa que garante a vitória, em Jesus, sobre os sofrimentos e aflições. Anima-nos a esperança que vem de Cristo e de sua cruz, como ensina o papa Francisco: “O triunfo cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente, estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as investidas do mal” (Evangelii Gaudium, 85).

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por todos os brasileiros e brasileiras!

Brasília-DF, 28 de março de 2019

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de Salvador
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Via CNBB

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Em Marrocos, Papa frisa diálogo inter-religioso e atenção aos migrantes

A promoção do diálogo inter-religioso, o aprofundamento dos laços de amizade, a fim de um futuro melhor para as novas gerações, além do olhar voltado para a situação dos migrantes. Esses foram alguns dos pontos destacados pelo Papa Francisco em seu primeiro discurso no Marrocos neste sábado, 30. A agenda de atividades começou no encontro com o povo marroquino e as autoridades do país.

“Esta visita é, para mim, motivo de alegria e gratidão, porque me permite, antes de tudo, descobrir as riquezas da vossa terra, do vosso povo e das vossas tradições e, depois, pela grande oportunidade de promover o diálogo inter-religioso e o conhecimento mútuo entre os fiéis das nossas duas religiões”.

Francisco recordou os 800 anos do histórico encontro entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil. Segundo ele, um evento profético que mostra que a coragem do encontro é caminho de paz e harmonia frente a situações de extremismo e ódio que dividem e destroem.

O Documento sobre a Fraternidade Humana, assinado recentemente na viagem apostólica a Abu Dhabi, foi citado pelo Papa em seu discurso, mencionando a cultura do diálogo, a colaboração e o conhecimento mútuo. Trata-se de um caminho a percorrer, disse Francisco, para ajudar a superar tensões e mal-entendidos que levam ao medo e à contraposição.

“É indispensável contrapor ao fanatismo e ao fundamentalismo a solidariedade de todos os crentes, tendo como preciosas referências das nossas ações os valores que nos são comuns. Nesta perspetiva, sinto-me feliz por poder visitar, daqui a pouco, o Instituto Mohammed VI para imãs, pregadores e pregadoras, criado por Vossa Majestade para proporcionar uma formação adequada e sadia contra todas as formas de extremismo, que levam muitas vezes à violência e ao terrorismo e constituem, em todo o caso, uma ofensa à religião e ao próprio Deus”.

Outro evento citado pelo Papa foi a Conferência Internacional sobre os Direitos das Minorias Religiosas no Mundo Islâmico, realizada em Marraquexe, também no Marrocos, em janeiro de 2016. Francisco demonstrou seu contentamento pelo fato do evento ter permitido condenar a instrumentalização de uma religião para discriminar ou agredir outras. Também mencionou a criação do Instituto Ecumênico Al Mowafaqa, em Rabat, em 2012, por iniciativa católica e protestante, o que expressa a vontade dos cristãos que lá vivem de construir pontes para manifestar e servir a fraternidade humana.

Francisco recordou ainda a COP 22 (Conferência Internacional sobre as Alterações Climáticas) realizada também no Marrocos. Um evento que, segundo ele, comprovou a tomada de consciência por parte das nações sobre a necessidade de proteger o planeta e contribuir para a conversão ecológica e o desenvolvimento humano integral.

A situação dos migrantes

A crise migratória não ficou de fora do discurso de Francisco. Ele recordou, nesse sentido, a Conferência Intergovernamental sobre o Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular realizada em dezembro passado no Marrocos.

O Santo Padre disse que ainda há muito a fazer sobre esse assunto, apontando a necessidade de passar dos compromissos assumidos a ações concretas, considerando os migrantes como pessoas, não como números.

“Trata-se dum fenômeno que nunca encontrará uma solução na construção de barreiras, na propagação do medo do outro nem na negação de assistência a quantos aspiram por uma legítima melhoria para si próprio e sua família. Sabemos também que a consolidação duma paz verdadeira passa pela busca da justiça social, indispensável para corrigir os desequilíbrios econômicos e as desordens políticas que foram sempre os principais fatores de tensão e ameaça para a humanidade inteira”.

Finalizando o discurso, o Papa falou do desejo dos cristãos de participar da edificação de uma nação solidária e próspera no Marrocos. Ele citou nesse ponto a colaboração da Igreja Católica no país com suas obras sociais bem como no campo da educação e encorajou os católicos e os cristãos a serem servidores, promotores e defensores da fraternidade humana.

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Papa visita crianças doentes atendidas em entidade católica

O segundo dia da viagem apostólica do Papa Francisco ao Marrocos começou cedo, neste domingo, 31, com uma visita privada ao Centro Rural dos Serviços Sociais de Témara, administrado pelas irmãs vicentinas, que oferece assistência a crianças e adultos.

Ao chegar no local, Francisco saudou as mães dos pequenos e foi recepcionado com flores pelas irmãs vicentinas. O Pontífice também recebeu um homenagem de 150 crianças atendidas no local através da interpretação de um canto, que estava sendo ensaiado há dias.

O Centro é administrado por quatro Filhas da Caridade, Congregação fundada em 1633 por Santa Luísa de Marillac e São Vicente de Paolo, além da colaboração de voluntários que ajudam a manter as atividades do espaço. Dentre os serviços oferecidos à comunidade local, estão os cursos de alfabetização para adultos, as aulas de reforço escolar para os mais jovens e também a escola materna para as crianças entre 2 e 7 anos, como também o apoio psicológico, cuidados de saúde e refeitório.

Logo após a visita ao centro social, o Papa encontrou-se com o clero, religiosos, religiosas e o Conselho Ecumênico de Igrejas na Catedral em Rabat. O último compromisso do Papa no Marrocos acontece no Complexo Esportivo Príncipe Moulay Abdellah com a celebração da Santa Missa.

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Ninguém pode ficar indiferente ao sofrimento dos migrantes, diz Papa

“Não queremos que a indiferença e o silêncio sejam a nossa resposta”, enfatizou o Papa Francisco ao falar da realidade atual dos migrantes em mais um discurso durante sua viagem ao Marrocos. Neste sábado, 30, ele se reuniu com cerca de 60 migrantes na Caritas Diocesana de Rabat, um dos momentos bastante aguardados de sua visita ao país.

Francisco destacou que esta é uma ferida grande e grave que continua a afligir o início deste século XXI. “Ninguém pode ficar indiferente perante este sofrimento”, enfatizou o Papa, acrescentando que todos são chamados a responder a essa realidade com generosidade e prontidão.

Antes do discurso, o Papa pôde ouvir o testemunho de um migrante e assistiu à apresentação que um grupo de crianças preparou para ele. “Obrigado também às crianças, elas são a esperança, por elas devemos lutar, elas têm o direito a uma vida, direito a uma dignidade, vamos lutar por elas”. 

Recentemente, o Marrocos sediou a Conferência Intergovernamental de Marraquexe que ratificou a adoção do Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular. O Papa afirmou que este pacto permite reconhecer e tomar consciência de que não se trata apenas de migrantes, mas está em jogo a fisionomia que se deseja assumir como sociedade e o valor de cada vida.

O Santo Padre também reafirmou em seu discurso a importância dos quatro verbos propostos por ele na relação com os migrantes: acolher, proteger, promover e integrar. “De certo modo, formam um quadro de referência para todos. Com efeito, neste serviço estamos todos envolvidos – de formas diferentes, mas todos envolvidos – e todos somos necessários para garantir uma vida mais digna, segura e solidária”.

“Estes quatro verbos podem ajudar a criar alianças capazes de resgatar espaços onde acolher, proteger, promover e integrar. Em suma, espaços onde dar dignidade”, acrescentou.

Para além de reforçar a necessidade de acolhida no destino dos migrantes, o Papa não deixou de abordar em sua fala que a promoção humana dos migrantes e suas famílias começa também nas comunidades de origem. Junto com o direito de emigrar, nesses locais também deve ser garantido o direito de não ser forçado a emigrar, ou seja, encontrar na pátria condições para uma vida digna.

Francisco assegurou aos migrantes que a Igreja sabe de suas angústias e deseja estar ao lado deles para construir o que for melhor para suas vidas. Também agradeceu a todos os que se colocam ao serviço dos migrantes e refugiados em todo o mundo, referindo-se particularmente ao trabalho da Caritas.

“Bem sabeis e tendes experiência de que, para o cristão, ‘não se trata apenas de migrantes’, mas é o próprio Cristo que bate à nossa porta. O Senhor, que durante a sua vida terrena viveu na própria carne a angústia do exílio, abençoe a cada um de vós, vos dê a força necessária para não desanimardes e para serdes uns para os outros ‘porto seguro’ de acolhimento”, concluiu.

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Campanha da Fraternidade: Mensagem do Papa Francisco ao povo brasileiro

"Os cristãos devem buscar uma participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça".

 

Como já é tradição, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente nesta quarta-feira de Cinzas, (06/03), a Campanha da Fraternidade (CF). Neste ano de 2019 o tema é “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).

Nesta Campanha, que se desenvolve mais intensamente no período da Quaresma, a Igreja Católica busca chamar a atenção dos cristãos para o tema das políticas públicas, ações e programas desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis. 

Igreja quer estimular a participação em políticas públicas

Nesta CF 2019, a Igreja no Brasil pretende estimular a participação dos cristãos em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade.  O texto-base da campanha descreve, entre outros tópicos, sobre o ciclo e etapas de uma política pública e faz a distinção entre as políticas de governo e as políticas de Estado, bem como apresenta os canais de participação social, como os conselhos previstos na Constituição Federal de 1988.

Todos os anos, a CNBB apresenta a CF como caminho de conversão quaresmal. É uma atividade ampla de evangelização que pretende ajudar os cristãos e pessoas de boa vontade a vivenciarem a fraternidade em compromissos concretos, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de temas específicos. Em 2019, a Conferência convida todos a percorrer o caminho da participação na formulação, avaliação e controle social das políticas públicas em todos os níveis como forma de melhorar a qualidade dos serviços prestados ao povo brasileiro.

Mensagem do Papa Francisco

O Papa Francisco também este ano enviou uma mensagem por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade. Eis a íntegra da mensagem do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Com o início da Quaresma, somos convidados a preparar-nos, através das práticas penitenciais do jejum, da esmola e da oração, para a celebração da vitória do Senhor Jesus sobre o pecado e a morte. Para inspirar, iluminar e integrar tais práticas como componentes de um caminho pessoal e comunitário em direção à Páscoa de Cristo, a Campanha da Fraternidade propõe aos cristãos brasileiros o horizonte das “políticas públicas”.

Muito embora aquilo que se entende por política pública seja primordialmente uma responsabilidade do Estado cuja finalidade é garantir o bem comum dos cidadãos, todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam «o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição» (Gaudium et spes, 74).

Cientes disso, os cristãos - inspirados pelo lema desta Campanha da Fraternidade «Serás libertado pelo direito e pela justiça» (Is 1,28) e seguindo o exemplo do divino Mestre que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28) - devem buscar uma participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça. De fato, como lembra o Documento de Aparecida, «são os leigos de nosso continente, conscientes de sua chamada à santidade em virtude de sua vocação batismal, os que têm de atuar à maneira de um fermento na massa para construir uma cidade temporal que esteja de acordo com o projeto de Deus» (n. 505).

De modo especial, àqueles que se dedicam formalmente à política - à que os Pontífices, a partir de Pio XII, se referiram como uma «nobre forma de caridade» (cf. Papa Francisco, Mensagem ao Congresso organizado pela CAL-CELAM, 1/XII/2017) – requer-se que vivam «com paixão o seu serviço aos povos, vibrando com as fibras íntimas do seu etos e da sua cultura, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e mediáticos, sendo competentes e pacientes face a problemas complexos, sendo abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático, conjugando a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação» (ibid.).

Refletindo e rezando as políticas públicas com a graça do Espírito Santo, faço votos, queridos irmãos e irmãs, que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, ajude todos os cristãos a terem os olhos e o coração abertos para que possam ver nos irmãos mais necessitados a “carne de Cristo” que espera «ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Bula Misericórdia vultus, 15). Assim a força renovadora e transformadora da Ressurreição poderá alcançar a todos fazendo do Brasil uma nação mais fraterna e justa. E para lhes confirmar nesses propósitos, confiados na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, de coração envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2019.

[Franciscus PP.]

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Papa: falar mal do outro semeia discórdia e inimizade

Em paróquia de Roma, Papa foi acolhido por um grupo de jovens que segurava uma faixa com a escrita: “Papa Francisco, a escola da paz quer bem a você”

O Papa Francisco visitou, na tarde deste domingo, 3, a paróquia de São Crispim de Viterbo, situada na zona norte de Roma. Ao chegar, o Pontífice foi acolhido por um grupo de jovens que segurava uma faixa com a escrita: “Papa Francisco, a escola da paz quer bem a você”.

“Ouvimos no Evangelho que Jesus explica às pessoas a sabedoria cristã, com parábolas”, disse Francisco em sua homilia, citando como exemplo algumas parábolas breves, conforme o Evangelho deste domingo: “Pode um cego guiar outro cego?”, depois “O discípulo não é maior que o mestre”, e ainda “Não existe árvore boa que dê frutos ruins”.

Jesus ensina com parábolas“

Jesus ensina as pessoas com essas parábolas”, disse o Papa, detendo-se numa somente: “Por que tu vês o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

“Com isso,  o Senhor quer nos ensinar a não ficar criticando os outros, olhando os defeitos dos outros. Primeiramente, devemos olhar os nossos defeitos. Todos nós temos defeitos, mas estamos acostumados, um pouco por inércia, um pouco pela força da gravidade do egoísmo, a olhar os defeitos dos outros. Somos especialistas nisso”, frisou o Pontífice.

“Encontramos logo os defeitos dos outros e falamos, pois falar mal parece uma coisa doce, prazerosa. É algo que, com o pecado original que temos, nos leva a condenar os outros: a condenar. Encontramos logo coisas feias nos outros, sem ver as nossas. Mas Jesus diz: “Você condena alguém por essa pequena coisa, mas faz coisas muito piores e não as vê”.

Falar mal do outro, passo rumo à destruição

O Papa recordou que Jesus diz: “Hipócrita”, que significa alguém que tem um duplo pensamento, um duplo julgamento. “Mostra-se como pessoa boa, perfeita e por trás condena. É por isso que Jesus foge dessa hipocrisia e nos aconselha: “É melhor olhar para os próprios defeitos e deixar os outros viverem em paz”.

“A fofoca não termina ali: semeia discórdia, inimizade, semeia o mal”, sublinhou Francisco.

O Papa disse ainda que “as guerras começam com a língua. Se você fala mal do outro, começa uma guerra. Um passo rumo à guerra, a destruição. A língua tem o poder de destruir como uma bomba atômica”.

Segundo o Pontífice, “com os insultos, com o falar mal dos outros começam muitas guerras: guerras domésticas, guerras no bairro, no local de trabalho, na escola e na paróquia”. “Antes de falar dos outros, olhe-se no espelho. Olhe os seus defeitos e sinta vergonha. A fofoca não resolve nada, só piora as coisas”, sublinhou.

Quaresma, tempo de conversão

Contra o falar mal do outro, o Papa indicou como solução primeiramente a oração, rezar pelo outro, e depois, morder a língua.

Por fim, o Papa recordou aos fiéis que está para iniciar a Quaresma. “Seria bom que cada um de nós pensasse: Como eu me comporto com as pessoas? Como é o meu coração diante das pessoas? Sou um hipócrita que dou um sorriso e depois por trás critico e destruo com a minha língua?”.

“Se no final da Quaresma formos capazes de corrigir um pouco isso, não ficar criticando sempre os outros por trás, garanto-lhes que a Ressurreição de Jesus será mais bela, maior entre nós.”

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Papa: falar mal do outro semeia discórdia e inimizade

Ao chegar, o Pontífice foi acolhido por um grupo de jovens que segurava uma faixa com a escrita: “Papa Francisco, a escola da paz quer bem a você”.

O Papa Francisco visitou, na tarde deste domingo (03/03), a paróquia de São Crispim de Viterbo, situada na zona norte de Roma.

Ao chegar, o Pontífice foi acolhido por um grupo de jovens que segurava uma faixa com a escrita: “Papa Francisco, a escola da paz quer bem a você”.

“Ouvimos no Evangelho que Jesus explica às pessoas a sabedoria cristã, com parábolas”, disse Francisco em sua homilia, citando como exemplo algumas parábolas breves, conforme o Evangelho deste domingo: “Pode um cego guiar outro cego?”, depois “O discípulo não é maior que o mestre”, e ainda “Não existe árvore boa que dê frutos ruins”.

Jesus ensina com parábolas

“Jesus ensina as pessoas com essas parábolas”, disse o Papa, detendo-se numa somente: “Por que tu vês o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

“Com isso o senhor quer nos ensinar a não ficar criticando os outros, olhando os defeitos dos outros. Primeiramente, devemos olhar os nossos defeitos. Todos nós temos defeitos, mas estamos acostumados, um pouco por inércia, um pouco pela força da gravidade do egoísmo, a olhar os defeitos dos outros. Somos especialistas nisso”, frisou o Pontífice.

Encontramos logo os defeitos dos outros e falamos, pois falar mal parece uma coisa doce, prazerosa. É algo que, com o pecado original que temos, nos leva a condenar os outros: a condenar. Encontramos logo coisas feias nos outros, sem ver as nossas. Mas Jesus diz: “Você condena alguém por essa pequena coisa, mas faz coisas muito piores e não as vê”.

Falar mal do outro, passo rumo à destruição

O Papa recordou que Jesus diz: “Hipócrita”, que significa alguém que tem um duplo pensamento, um duplo julgamento. “Mostra-se como pessoa boa, perfeita e por trás condena. É por isso que Jesus foge dessa hipocrisia e nos aconselha: “É melhor olhar para os próprios defeitos e deixar os outros viverem em paz”.

“A fofoca não termina ali: semeia discórdia, inimizade, semeia o mal”, sublinhou Francisco.

O Papa disse ainda que “as guerras começam com a língua. Se você fala mal do outro, começa uma guerra. Um passo rumo à guerra, a destruição. A língua tem o poder de destruir como uma bomba atômica”.

Segundo o Pontífice, “com os insultos, com o falar mal dos outros começam muitas guerras: guerras domésticas, guerras no bairro, no local de trabalho, na escola e na paróquia”. “Antes de falar dos outros, olhe-se no espelho. Olhe os seus defeitos e sinta vergonha. A fofoca não resolve nada, só piora as coisas”, sublinhou.

Quaresma, tempo de conversão

Contra o falar mal do outro, o Papa indicou como solução primeiramente a oração, rezar pelo outro, e depois, morder a língua.

Por fim, o Papa recordou aos fiéis que está para iniciar a Quaresma.

“Seria bom que cada um de nós pensasse: Como eu me comporto com as pessoas? Como é o meu coração diante das pessoas? Sou um hipócrita que dou um sorriso e depois por trás critico e destruo com a minha língua?”

“Se no final da Quaresma formos capazes de corrigir um pouco isso, não ficar criticando sempre os outros por trás, garanto-lhes que a Ressurreição de Jesus será mais bela, maior entre nós.”

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Secretaria do Sínodo da Amazônia organiza seminário de estudos e apresenta site

A Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos irá realizar um seminário de estudos prévio à Assembleia Especial sobre a "Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral", como informado em 20 de fevereiro.

A iniciativa será realizada de 25 a 27 de fevereiro, no Instituto Maria Bambina, ao lado da Praça de São Pedro, e o tema será: "Rumo ao Sínodo Especial para a Amazônia: dimensão regional e universal”.

No primeiro dia serão examinados alguns aspectos eclesiais e pastorais à luz da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium; o segundo dia abordará questões relacionadas com a promoção da ecologia integral no horizonte da Encíclica Laudato si'; no último dia será realizada uma síntese das perspectivas que surgiram e uma comunicação sobre o caminho de preparação para o Sínodo.

Entre os participantes deste seminário estão os presidentes das Conferências Episcopais da área da Amazônia, alguns outros prelados e especialistas.

O objetivo desta iniciativa é “destacar a relação entre a particular situação eclesial e ambiental da Amazônia e outros contextos territoriais semelhantes”.

Os organizadores da Assembleia Especial para a Região Pan-amazônica disponibilizaram o site oficial: www.sinodoamazonico.va

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A vida vale somente se doada no amor, diz Papa na homilia

“A vida tem valor somente na doação ao outros, no amor, na verdade, na vida cotidiana, na família”, destacou o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada nesta sexta-feira, 8, na Casa Santa Marta. O Santo Padre refletiu sobre o Evangelho do dia (cf. Mc 6,14-29) que fala do martírio de São João Batista, o “o maior homem nascido de mulher”, segundo Jesus.

Francisco convida a abrir o coração para que o Senhor fale a cada um. Na narrativa bíblica existem quatro personagens: o rei Herodes “corrupto e indeciso”, Herodíades, a mulher do irmão do rei, “que sabia somente odiar”, Salomé, “a bailarina vaidosa”, e “o profeta decapitado solitário na prisão”. Uma narração que Francisco descreve começando pelo fim, com os discípulos de João que pedem o corpo do profeta para sepultá-lo.

João mostra Jesus

“O maior terminou assim”, comentou o Papa. “Mas João sabia, ele sabia que deveria se aniquilar. Ele o havia dito desde o início, falando de Jesus: ‘Ele deve crescer, eu, ao invés, diminuir’. E ele diminuiu até a morte. Foi o precursor”, disse Francisco, o anunciador de Jesus, que disse “Não sou eu, este é o Messias”.

O Papa recordou que João mostrou Jesus aos primeiros discípulos e depois a sua luz se apagou aos poucos, até a escuridão daquela cela, na prisão, onde, solitário, foi decapitado.

Mas por que isso aconteceu?, perguntou Francisco. “A vida dos mártires não é fácil de contar. O martírio é um serviço, um mistério, é um dom da vida muito especial e muito grande”. E, no final, as coisas se concluem violentamente, por causa de “atitudes que levam a tirar a vida de um cristão, de uma pessoa honesta, e a fazê-lo mártir”.

Diferentes atitudes 

O Papa então analisou as atitudes dos três protagonistas do martírio. Antes de tudo, o rei, que acreditava que João fosse um profeta, o ouvia de bom grado, a um certo ponto o protegia, mas o mantinha na prisão. Estava indeciso, porque João “repreendia o seu pecado”, o adultério.

No profeta, explicou o Papa Francisco, Herodes “ouvia a voz de Deus, que lhe dizia: ‘Muda de vida’, mas não conseguia fazê-lo. O rei era corrupto, e onde há corrupção, é muito difícil sair”.

Um corrupto que “buscava equilíbrios diplomáticos” entre a própria vida, não só adúltera, mas também de “tantas injustiças que levava em frente”, e a sua consciência, “que sabia que aquele homem era santo”. E não conseguia desfazer o nó.

Herodíades,  a mulher do irmão do rei, morto por Herodes para ficar com ela. O Evangelho diz dela somente que “odiava” João, porque dizia as coisas claramente. “E sabemos que o ódio é capaz de tudo – comenta Francisco – é uma grande força. O ódio é o sopro de satanás. Pensemos que ele não sabe amar, não pode amar.  O seu  “amor” é o ódio. E essa mulher tinha o espírito satânico do ódio”, que destrói.

E por fim,  o terceiro personagem, a filha de Herodíades, Salomé, brava em dançar, “que agradou tanto aos convidados, como ao rei”. Herodes, naquele entusiasmo, promete à moça “Eu te darei tudo”. “Usa as mesmas palavras – recorda o Pontífice – que usou Satanás para tentar Jesus.” Se você me adorar eu lhe darei tudo, todo o reino. ” Mas Herodes não o podia saber:

Por detrás desses personagens está satanás, semeador de ódio na mulher, semeador de vaidade na moça, semeador de corrupção no rei. E o “maior homem nascido de uma mulher” acabou sozinho, em uma cela escura da prisão, por capricho de uma dançarina vaidosa, o ódio de uma mulher diabólica e a corrupção de um rei indeciso. É um mártir, que deixou sua vida diminuísse, diminuísse, diminuísse, para dar lugar ao Messias.

O testemunho de um grande santo

João morre ali, na cela, no anonimato, “como tantos dos nossos mártires”, comenta o Papa Francisco, amargamente. O Evangelho diz somente que “os discípulos foram pegar o cadáver para  sepultá-lo”. Pensemos todos, acrescenta o Papa, que este “é um grande testemunho, de um grande homem, de um grande santo”:

A vida só tem valor no doá-la, no doá-la no amor, na verdade, no doá-la aos outros, na vida cotidiana, na família. Sempre doá-la. Se alguém pega a vida para si mesmo, para guardá-la, como o rei em sua corrupção ou a senhora com o ódio, ou a menina, a jovem com sua própria vaidade – um pouco adolescente, inconsciente  – a vida morre , a vida acaba murchando, não serve.

João, conclui Francisco, deu a sua vida: “Eu, pelo contrário, devo diminuir para que Ele seja ouvido, seja visto, para que Ele se manifeste, o Senhor”:

Eu só aconselho a vocês a não pensarem muito sobre isso, mas de recordar a imagem, os quatro personagens: o rei corrupto, a senhora que só sabia odiar, a jovem vaidosa que não tem consciência de nada, e o profeta  decapitado, sozinho em uma cela. Olhar para isso, e cada um abra o coração para que o Senhor lhe  fale  sobre isso.

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Papa apela para combate e denúncia do tráfico de seres humanos

Após a Oração do Ângelus, Papa Francisco falou sobre o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas

Após a oração do Ângelus deste domingo, 10, o Papa Francisco recordou que há dois dias, na memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, realizou-se o quinto “Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas”, e fez um forte apelo aos governos para combaterem este mal. Muitas religiosas que trabalham com esta realidade estavam na Praça, entoando o lema em alta voz e aplaudindo o Pontífice.

“O lema deste ano é ‘Juntos contra o tráfico’ (aplausos na Praça). Mais uma vez! (fiéis repetem): ‘Juntos contra o tráfico’! Não esqueçam isto. Convida a unir forças para vencer este desafio. Agradeço a todos que lutam nesta frente, em particular tantas religiosas. Eu faço um apelo especialmente aos governos, para que sejam enfrentadas com decisão as causas deste flagelo e as vítimas sejam protegidas. Todos, porém, podemos e devemos colaborar denunciando os casos de exploração e escravização de homens, mulheres e crianças”.

Oração pedindo a intecessão de Santa Bakhita

O Santo Padre enfatizou que “a oração é a força que sustenta o nosso esforço comum”, motivo pelo qual convidou os presentes a rezarem juntos com ele a oração a Santa Josefina Bakhita, que foi distribuída na Praça São Pedro:

“Santa Josefina Bakhita, que quando criança foste vendida como escrava e tiveste que enfrentar dificuldades e sofrimentos indescritíveis. Uma vez libertada da escravidão física, encontraste a verdadeira redenção no encontro com Cristo e sua Igreja.

São Josefina Bakhita, ajuda todos aqueles que estão presos na escravidão.Em nome deles, intercede junto ao Deus da misericórdia, de modo que as cadeias de seu cativeiro possam ser quebradas.

Que Deus mesmo possa libertar todos aqueles que foram ameaçados, feridos ou maltratados pelo tráfico de seres humanos. Leva alívio àqueles que sobrevivem a esta escravidão e ensina a eles a ver Jesus como modelo de fé e esperança, de forma que possam curar suas feridas. Te suplicamos para rezar e interceder por todos nós: para que não caiamos na indiferença, para que abramos os olhos e possamos olhar as misérias e as feridas de tantos irmãos e irmãs privados de sua dignidade e de sua liberdade e ouvir o seu clamor de ajuda. Amém”.

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Papa em Marrocos: Vaticano apresenta programação da viagem

Encontro com migrantes será um dos compromissos do Papa no país, além da Missa na capital marroquina

A Sala de Imprensa da Santa Sé apresentou neste sábado, 9, a programação da viagem do Papa Francisco ao Marrocos, que será realizada nos dias 30 e 31 de março próximo.

Francisco parte de Roma para a capital marroquina Rabat no sábado, 30. O primeiro compromisso é a visita de cortesia ao Rei Mohammed VI no Palácio Real, seguida do encontro com o povo marroquino, as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático na Esplanada da Mesquita Hassan. Nesta ocasião, está previsto o primeiro discurso de Francisco.

Ainda no sábado, o Papa visitará o Mausoléu Mohammed V e o Instituto Mohammed VI dos Imames, Pregadores e Pregadoras, onde fará uma saudação. Também consta na agenda do Santo Padre um encontro com os migrantes na sede da Caritas diocesana.

Já no domingo, 31, Papa Francisco visitará o Centro Rural de Serviços Sociais de Témara e terá um encontro com os sacerdotes, religiosos, consagrados, e com o Conselho Ecumênico das Igrejas na Catedral de Rabat.

Após a oração mariana do Angelus e almoço com a comitiva papal, Francisco presidirá a Santa Missa, concluindo sua estadia no país.

A cerimônia de despedida será no aeroporto internacional de Rabat/Salé, de onde o Papa deve partir às 17h15 (hora local) de volta a Roma.

A visita ao Marrocos será a 28ª viagem internacional do pontificado de Francisco. Sua última viagem foi a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, nos últimos dias 3 a 5 de fevereiro. 

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Papa Francisco visitará Abu Dhabi

Conhecida por promover a tolerância religiosa, Abu Dhabi aguarda com expectativa a visita do Papa Francisco entre os dias 3 e 5 de fevereiro

Neste domingo, 3, o Papa Francisco inicia uma nova viagem apostólica, desta vez aos Emirados Árabes Unidos. O Santo Padre estará na capital Abu Dhabi até o dia 5 de fevereiro e participará de um encontro inter-religioso.

O país localizado no Golfo Pérsico tem uma população média de 9,5 milhões de habitantes, dos quais 1,2 milhão são cristãos, provenientes de muitos países.

O missionário scalabriniano, padre Olmes Milani, trabalhou recentemente nos Emirados Árabes, por quatro anos, e cuidou das paróquias Saint Mary e Saint Francys em Dubai. Ele conta que só em uma destas comunidades frequentavam católicos de 52 países, e celebravam-se Missas em até 15 idiomas quase todas as semanas. No total, há sete Igrejas Católicas nos Emirados Árabes.

Ele destaca que a visita do Santo Padre ao país é importante tanto para os católicos, quanto para os outros cristãos e é considerada muito importante pelos islâmicos. “Para eles, ter o Papa Francisco visitando Abu Dhabi é um evento extraordinário e o país dá notícias todos os dias nos jornais sobre esta visita, desde que aconteceu o anúncio oficial”.

Segundo padre Olmes, Francisco é considerado por eles o líder da paz mundial. “Eles têm uma confiança muito grande no Papa Francisco. Os líderes islâmicos e o povo em geral, quando se fala em Papa Francisco, sentem algo diferente do que se sentia em outras épocas. Nesse sentido, o Papa tem uma capacidade de quebrar círculos que ninguém quebrava antes, pela coragem de ir ao encontro de outras pessoas que são diferentes”.

Religiões no país

O sacerdote lembra que a realidade da igreja católica em Abu Dhabi e em quase todos os sete emirados que compõe o país, está baseada numa espécie de abertura dada pelo xeique, que fundou o país.

O Xeique quis levar ao sul da península riqueza, trabalho e a exploração de petróleo, então decidiu criar uma situação que os estrangeiros pudessem trabalhar no país e também praticar as suas religiões. Diante disso, ele e seu conselho decidiram criar locais onde as diferentes religiões pudessem construir suas igrejas e templos para praticar sua religião.

O missionário scalabriniano, padre Olmes Milani, trabalhou recentemente nos Emirados Árabes, por quatro anos, e cuidou das paróquias Saint Mary e Saint Francys em Dubai. Ele conta que só em uma destas comunidades frequentavam católicos de 52 países, e celebravam-se Missas em até 15 idiomas quase todas as semanas. No total, há sete Igrejas Católicas nos Emirados Árabes.

Ele destaca que a visita do Santo Padre ao país é importante tanto para os católicos, quanto para os outros cristãos e é considerada muito importante pelos islâmicos. “Para eles, ter o Papa Francisco visitando Abu Dhabi é um evento extraordinário e o país dá notícias todos os dias nos jornais sobre esta visita, desde que aconteceu o anúncio oficial”.

Segundo padre Olmes, Francisco é considerado por eles o líder da paz mundial. “Eles têm uma confiança muito grande no Papa Francisco. Os líderes islâmicos e o povo em geral, quando se fala em Papa Francisco, sentem algo diferente do que se sentia em outras épocas. Nesse sentido, o Papa tem uma capacidade de quebrar círculos que ninguém quebrava antes, pela coragem de ir ao encontro de outras pessoas que são diferentes”.

Religiões no país

O sacerdote lembra que a realidade da igreja católica em Abu Dhabi e em quase todos os sete emirados que compõe o país, está baseada numa espécie de abertura dada pelo xeique, que fundou o país.

O Xeique quis levar ao sul da península riqueza, trabalho e a exploração de petróleo, então decidiu criar uma situação que os estrangeiros pudessem trabalhar no país e também praticar as suas religiões. Diante disso, ele e seu conselho decidiram criar locais onde as diferentes religiões pudessem construir suas igrejas e templos para praticar sua religião.

Convivência entre as religiões

O sacerdote explica que as igrejas ficam todas uma ao lado da outra, num espaço de quatro ou cinco quateirões unidos. “Neste local existe tranquilidade, respeito e bom relacionamento, e com as novas leis também os islâmicos devem respeitar as outras religiões, já não podem mais chamar os cristãos de pagãos. Se fizerem isso vão para a justiça e podem ser condenados. Da mesma forma, os cristãos não podem chamar os islâmicos com qualquer nome que seja taxativo ou humilhante”, destaca.

Segundo ele, nos Emirados Árabes existe o respeito às religiões, não existe interferência entre uma e outra crença, e as autoridades locais protegem as igrejas de um eventual ataque terrorista, por exemplo.

Expectativa visita do Papa

Para ele, esta visita é extremamente importante, e não existiu nenhum outro convite de um país do Oriente Médio, exceto Israel, para que o chefe da Igreja Católica visitasse o país, tendo as duas características: pastor da Igreja e chefe de Estado.

Pode ser um bom começo e uma boa esperança de que as coisas se desenvolvam, para os cristãos que moram nos países do Oriente Médio, especialmente na península arábica, e também quem sabe, a gente sonha sempre com o melhor, que um dia possamos ter mais colaboração entre as religiões, mas especialmente o que precisamos mesmo é encontrar um jeito de convivermos bem e colaborarmos cristãos e islâmicos”, disse o sacerdote.

Na visão do padre scalabriniano é preciso muito mais do que apenas conviver com respeito lado a lado, tendo um muro que os separa, seria necessária uma maior interação, mais diálogo e presença.

“A gente espera que com a vinda do Papa os líderes das religiões possam ter uma interação mais séria e também encontrar caminhos bons para viver o maior dos mandamentos, que é nosso e deles também, porque no Alcorão se fala muito do amor e muitas vezes, muito próximo ao estilo cristão”, afirma padre Olmes.

Sobre o encontro inter-religioso

Segundo o missionário, esses encontros vêm acontecendo há alguns anos, especialmente promovidos pelas autoridades locais e têm evoluído bastante.

“No começo, eu lembro, quando cheguei no país os encontros inter-religiosos aconteciam em um grande centro, onde se faz comércio, e fizeram um encontro mundial de religiões. Era mais uma atitude deles darem a conhecer a nós a fé islâmica, sem possibilidade dos outros falarem sobre sua fé”, lembra.

Mas já no último encontro que ele participou, os representantes de outras religiões que estavam no evento puderam falar um pouco sobre si mesmos.

“Pudemos falar um pouco sobre a nossa expressão cristã no país, nosso sentido, o que pretendemos com fé cristã que tem Jesus Cristo como Salvador”, explicou padre Olmes, destacando que foi algo novo que desperta esperança.

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Troca de dons fortalece povo cristão no caminho da unidade, diz Papa

O Papa Francisco presidiu, na tarde desta sexta-feira, 18, a celebração das Vésperas da primeira semana do tempo comum, por ocasião do início da 52ª Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que tem o tema “Deves procurar a justiça, e só a justiça.” (Dt 16, 18-20).

Na celebração, que aconteceu na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, estavam presentes representantes de outras Igrejas cristãs e Comunidades eclesiais de Roma.

Francisco iniciou sua homilia cumprimentando os representantes das outras Igrejas e grupos ecumênicos, e disse que todos são convidados a implorar a Deus o dom da unidade:

“A unidade dos cristãos é fruto da graça de Deus, pelo que nos devemos predispor a recebê-la com coração pronto e generoso.”

O Papa falou sobre a imagem do povo de Israel no livro do Deuteronômio, que, acampado em Moab, estava prestes a entrar na Terra prometida. Lembrou que Moisés, como pai solícito e chefe designado pelo Senhor, repete a Lei ao Povo, instruindo-o e lembrando que deverá viver com fidelidade e justiça, quando se estabelecer na terra prometida:

“A passagem indica como celebrar as três festas principais do ano: Pesach (Páscoa), Shavuot (Pentecostes), Sukkot (Tabernáculos). Cada uma destas festas convida Israel à gratidão pelos bens recebidos de Deus. A celebração duma festa requer a participação de todos; ninguém pode ficar excluído. ‘Alegrar-te-ás na presença do Senhor, teu Deus, com os teus filhos, as tuas filhas, os teus servos e as tuas servas, o levita que viver dentro das portas da tua cidade, o estrangeiro, o órfão e a viúva, que estiverem junto de ti’(Dt 16, 11).”

O Papa lembrou que, a cada festa, é preciso realizar uma peregrinação ao santuário escolhido, e apresentar seus dons. Falou também que não deve surpreender o fato do texto bíblico passar da celebração das festas para a nomeação dos juízes:

“As próprias festas exortam o povo à justiça, lembrando a igualdade fundamental entre todos os membros, todos igualmente dependentes da misericórdia divina, e convidando cada um a partilhar com os outros os bens recebidos. O dar honra e glória ao Senhor nas festas do ano caminha de mãos dadas com o prestar honra e justiça ao seu vizinho, sobretudo se é vulnerável e necessitado.”

Francisco refletiu sobre o tema da Semana de Oração deste ano, e lembrou que os cristãos da Indonésia vivem a preocupação do crescimento econômico do seu país, da concorrência, da pobreza, que põe em perigo a harmonia de uma sociedade em que vivem lado a lado pessoas de diferentes etnias, línguas e religiões.

“Esta situação não se aplica somente à Indonésia; deparamo-nos com a mesma situação no resto do mundo. Quando a sociedade deixa de ter como fundamento o princípio da solidariedade e do bem comum, assistimos ao escândalo de pessoas que vivem em extrema pobreza ao lado de arranha-céus, hotéis imponentes e centros comerciais luxuosos, símbolos de incrível riqueza. Esquecemo-nos da sabedoria da lei mosaica, segundo a qual, se a riqueza não for partilhada, a sociedade divide-se.”

O Papa frisou a lógica da comunidade cristã, onde os fortes devem ocupar-se dos fracos: “A solidariedade e a responsabilidade comum devem ser as leis que regem a família cristã.”

Atualizando a mensagem cristã, Francisco reforçou que também hoje o povo cristão se encontra prestes a entrar no Reino prometido por Deus, mas por estar dividido, precisa recordar o apelo à justiça de Deus.

Francisco terminou seu discurso afirmando que o culto condizente com o Reino, como exige a justiça, é uma festa que engloba a todos, na qual se partilham os dons recebidos.

“Devemos, em primeiro lugar, reconhecer humildemente que as bênçãos recebidas não são nossas por direito, mas por dádiva, tendo-nos sido concedidas para as partilharmos com os outros. Em segundo lugar, devemos reconhecer o valor da graça concedida às outras comunidades cristãs. (…) Um povo cristão, renovado e enriquecido por esta troca de dons, será um povo capaz de caminhar, com passo firme e confiante, pelo caminho que leva à unidade.”

Ao final das Vésperas, o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, dirigiu sua saudação ao Santo Padre, agradecendo seu empenho.

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