Diocese de Votuporanga


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Comissão Vida e Família promove Semana da Vida em sintonia com CF 2020

Vida: dom e compromisso”. Assim como a proposta da Campanha da Fraternidade 2020, a Semana Nacional da Vida (SNV) deste ano quer dar destaque ao valor da vida humana, como dom de Deus, e à necessidade de promover o cuidado deste dom desde a concepção até o seu fim natural. De 1º a 7 de outubro, a Igreja no Brasil celebra a Semana Nacional da Vida, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8.

A SNV foi instituída, em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Dia do Nascituro é dedicado às crianças que são gestadas nos ventres de suas mães. A data celebra o direito à proteção da vida, à saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar a consciência do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

Neste ano, o tema da Semana Nacional da Vida retoma a Campanha da Fraternidade ‘Vida: dom e compromisso’. Somos convidados a viver, cada dia dessa semana, com disposição interior de levarmos o Evangelho da Vida aos corações que precisam de cuidado e atenção”, motiva o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers.

Contexto de crises

Para o bispo, a busca pela superação de uma crise sanitária e social, na atualidade, soma-se a uma crise moral: “O Papa São João Paulo II já apontava uma causa de toda essa crise moral: um ataque desenfreado contra a família, a célula da sociedade, o santuário da vida. A família ‘é o lugar onde a vida, dom de Deus, pode ser convenientemente acolhida e protegida contra os múltiplos ataques que está exposta e pode desenvolver-se segundo as exigências de um crescimento humano autêntico’ (São João Paulo II, Centesimus annus, 39). Com a crise da família, a sociedade toda entra em colapso”.

Mobilizações

A Semana Nacional da Vida é momento de oração, celebração, partilha e sensibilização das comunidades e da sociedade para os valores da vida e da família, destaca dom Ricardo. Em todo o país as dioceses, paróquias e comunidades são motivadas a promoverem atividades voltadas ao debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana.

“Seja criativo, organize na sua diocese iniciativas que ajudem as pessoas a se tornarem mais promotoras da vida com o compromisso de que a vida é dom de Deus e nós temos que cuidar desse grande dom que recebemos, desde a concepção até o seu fim natural”.

Dom Ricardo Hoepers

Neste contexto de pandemia, a proposta é que sejam utilizadas as ferramentas digitais para, por exemplo, videoconferências com legisladores ou outras autoridades sobre a temática da vida e a realização de lives com especialistas. Tais ações, “podem fazer com que muitas pessoas sejam atraídas para as proposições e demandas da Igreja”, de acordo com o assessor da Comissão para a Vida e a Família e secretário executivo da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), padre Crispim Guimarães.

Subsídio com encontros

A CNPF oferece a cada ano o subsídio Hora da Vida, com encontros celebrativos e de reflexão sobre a temática da vida. No material, oferecido gratuitamente neste ano, há roteiros para os encontros da Semana Nacional da Vida e propostas de celebração para o Dia do Nascituro e para o dia de São Lucas, padroeiro dos médicos, celebrado em 18 de outubro.

Programação Nacional

A CNPF também irá promover dois momentos de celebração nacional da Semana Nacional da Vida, os quais poderão ser acompanhados pelas redes sociais. No dia 1º de outubro, a partir das 18h, haverá a abertura nacional, com missa presidida por dom Ricardo Hoepers, direto da Catedral São Pedro, em Rio Grande. Na sequência, padre Crispim Guimarães conduz uma live aprofundando o tema da SNV 2020 com uma entrevista com a médica Mônica Guarnieri, missionária e voluntária com seis anos de experiência no mundo humanitário.

No dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, será realizada uma segunda live, encerrando a SNV 2020. Na ocasião, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, partilha sobre o Pacto pela Vida e pelo Brasil. Também serão apresentadas durante a live experiências concretas de cuidado com a vida em várias partes do Brasil.

 

fonte:

http://site.cnpf.org.br/noticias/vida/comissao-vida-e-familia-promove-semana-da-vida-em-sintonia-com-cf-2020/

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Presidente do Regional Sul 1 incentiva ações para o Grito dos Excluídos e faz um convite à reflexão sobre o “Pacto pela vida e pelo Brasil”

Em sintonia com 26ª edição do Grito dos Excluídos, que acontecerá no próximo dia 7 de setembro (segunda-feira), com o tema “Vida em Primeiro Lugar”, e lema “Basta de miséria, preconceito e repressão; queremos terra, trabalho, teto e participação”, o presidente do Regional Sul 1 da CNBB, Dom Pedro Luiz Stringhini, por meio de vídeo, convidou a todos a participar desse ato. Dom Pedro Luiz convidou também o povo a tomar conhecimento e divulgar o texto do “Pacto Pela Vida e Pelo Brasil”, iniciativa da CNBB, juntamente com outras organizações: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns de Direitos Humanos, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

 

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Mensagem do presidente da CNBB para o Dia da Pátria

Em um vídeo, que gravou especialmente como uma mensagem para o Dia da Pátria, celebrado no Brasil no 7 de Setembro, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, reforçou a importância da democracia e da participação cidadã como caminhos que permitem que as diferenças se articulem e se tornem riqueza na construção do presente e também do futuro do Brasil como resposta aos desafios colocados pelo contexto do novo Coronavírus.

 

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Dia do Catequista Diocese de Votuporanga - 30 de agosto de 2020

“Ser catequista! Não trabalhar como catequista: isso não adianta! Catequista é uma vocação. Ser catequista: é esta a vocação; não trabalhar como catequista. Atenção, que eu não disse fazer de catequista, mas sê-lo, porque compromete a vida”. (Papa Francisco)

Ambientação: Criar um ambiente gostoso em nossa casa, mante lo no dia a dia: a Bíblia, vela, cruz, flores.(Mande uma foto de seu ambiente para seus amigos catequistas e para seus catequizandos).

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

Vinde Espírito Santo...

(Inicie essa oração com um breve silêncio e agradeça a Deus pela vocação de catequista! Louve pelo chamado e pela resposta amorosa que você tem dado a esse ministério tão importante para a Igreja)

Vamos fazer essa oração de preparação para celebrarmos o dia Nacional do Catequista, trazer presente o desejo de estarmos juntos, de estarmos com nosso grupo de catequistas, o nosso grupo de catequizandos, crismandos e os grupos do tempo da evangelização, também seus familiares. E assim entrarmos em comunhão. A situação de isolamento nos desafia a encontramos novas maneiras de alimentarmos nossa fé, permanecendo unidos. O importante é insistir que devemos permanecer unidos na fé e na fraternidade, como faziam os primeiros cristãos quando por algum motivo, não podiam estar reunidos fisicamente. Jesus nos pede que sempre devemos cuidar uns dos outros no seu amor. Vamos nos fazer próximos daqueles que o Senhor nos confia, no anúncio de sua Palavra e no amor fraterno.

Canto: Eis me aqui Senhor

A tradição apostólica nos ensina que em tempos difíceis de estarmos reunidos para celebrar nossa fé, temos que encontrar meios para permanecermos juntos. Por isso, os apóstolos quando estavam impossibilitados de reunir com a comunidade enviavam cartas, mensagens e até pessoas quando era possível, para continuar anunciando o Evangelho e cuidar das comunidades: “Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação, na realeza e na perseverança, encontrava-me prisioneiro da ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e do Testemunho de Jesus. No dia do Senhor, fui arrebatado pelo Espírito Santo… o anjo do Senhor me disse: escreve às sete igrejas de Éfeso” (Ap 1, 9; 2,1). Em suas casas, determinavam lugares e dias para rezar e permanecer em em comunhão: “Tendo entrado na cidade, subiram à sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro, e João. Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu e Simão o Zelota; Judas e Tiago. Todos estes, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus” (At 112-14). O apóstolo Paulo, quando estava distante, escrevia cartas para orientar as comunidades cristãs que fundou. Era uma forma de se fazer próximo com os meios disponíveis na época: “Não precisamos vos escrever sobre o amor fraterno, pois aprendestes pessoalmente de Deus a amar-vos mutuamente, e é o que fazeis muito bem para com todos os irmãos em todos a Macedônia. Nós, porém, vos exortamos irmãos, a progredir cada vez mais” (1 Ts 4,10). Portanto, fiéis aos ensinamentos dos apóstolos, queremos encontrar meios para manter nossas pequenas comunidades catequéticas unidas em oração, na caridade e na escuta da Palavra de Deus nesse momento de isolamento... e assim nós, por causa da pandemia.

Aclamar o Evangelho cantando: É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa. Tua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal. Tenho medo de não responder, de fingir que não escutei. Tenho medo de ouvir teu chamado, Virar do outro lado e fingir que eu não sei.

Proclamação do Evangelho Mt 16,21-27

Reler o texto: Sugestão de reflexão: Trata-se do primeiro anúncio explícito da paixão feito por Jesus aos discípulos e da reação desses, marcada pela não aceitação de um messias sofredor. Esse trecho é a sequência imediata do Evangelho do domingo passado, Mateus 16,13-20, quando Jesus perguntou sobre a sua identidade, e Pedro, em nome do grupo, confessou a sua fé, afirmando com aparente convicção que Jesus era o Messias esperado, o Filho do Deus vivo. Com a confissão solene e objetiva da fé feita por Pedro (cf. Mt 16,13-20), Jesus imaginava que o grupo dos discípulos tivesse atingido um grau considerável de maturidade para compreender o seu destino de sofrimento, por isso começou a anunciar de modo explícito quais seriam as consequências da forma como estava vivendo e fazendo as suas opções. Esse destino não poderia ser outro senão a cruz, ou seja, a condenação total e humilhante de jesus por parte dos detentores do poder político e religioso, incomodados com a sua mensagem de libertação.

E eu como vejo essa leitura? Jesus me convida a ser seu seguidor (catequista hoje) Ele não promete só alegria, mas a vida eterna a quem O segue. E eu? (Partilhar pela mídia, com os catequistas de seu grupo, sua equipe...)

É um tempo difícil que estamos vivendo, por isso estarmos atentos nos fará mais felizes e próximos uns dos outros: Se tiver afinidade pergunte a algumas pessoas de seu grupo, sua equipe: O que posso fazer por você?Como você está? Tem alguém de seus familiares, que necessita de mais cuidados? Temos várias Paróquias com catequistas com Covid19, tem alguém aí? Façamos algumas preces, onde e para quem somente nossos corações e Deus chegarão, e saberão.


Compromisso: Nesse domingo estaríamos celebrando juntos, às 12h, a Santa Missa no dia Nacional do catequista. Então nos unamos numa só vos e assim peçamos ao Pai que nos direcione para o final da pandemia, e depois juntos no próximo ano celebraremos a graça do reencontro.


O Papa Francisco recordava-nos no discurso que fazia aos catequistas participantes no Congresso Internacional da Catequese durante o Ano da Fé (2013):
“Mas, por favor, não se compreende um catequista que não seja criativo. A criatividade é como que a coluna do ser catequista. Deus é criativo, não se fecha, e por isso nunca é rígido. Deus não é rígido! Acolhe-nos, vem ao nosso encontro, compreende-nos. Para sermos fiéis, para sermos criativos, é preciso saber mudar. Saber mudar. E porque devo mudar? É para me adequar às circunstâncias em que devo anunciar o Evangelho”. Não te esqueças de dedicar tempo a ti própria/o como catequista: para continuares a aprofundar a nossa vocação e identidade de catequistas; e, na formação, para cultivares a nossa espiritualidade por meio da oração e da meditação.

Oração do catequista
Senhor, chamaste-me a ser Catequista na Tua Igreja e na minha paróquia. Confiaste-me a missão de anunciar a Tua Palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar com a minha vida os valores do Evangelho. É grande a minha responsabilidade, mas confio na Tua graça. Faz-me Teu instrumento para que venha o Teu Reino de amor e de Paz, de Fraternidade e Justiça. Amém!


Rezemos: Pai Nosso...Rezemos à nossa Mãe Maria. Ave Maria...

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O fanatismo

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

 

Uma forma paranoica, com base religiosa ou política, como algumas pessoas agem, pode ser identificada como fanatismo. Há aí marcas psicológicas excessivas, irracionais e persistentes, como apaixonada adesão a uma causa, que pode chegar até ao delírio. Está muito claro que nessas atitudes extremas existe demonstração de desequilíbrios e situações preocupantes para a ordem social.

Na Igreja é celebrada a Festa de São Pedro e São Paulo. Pedro era um pescador, homem simples e trabalhador, mas Paulo era um religioso fanático, defensor da tradição dos antigos e, louco para assassinar os seguidores de Jesus Cristo. Para ele a doutrina cristã era uma afronta aos princípios do Império. Nele entendemos que o fanatismo provoca a morte e nunca ajuda na ordem pública.

O Brasil está passando por alguns fanatismos perigosos, deixando a população inconformada, cheia de interrogações e com o perigo de explosão incontrolável. Já basta a situação do Covid-19, o transtorno causado e a insegurança da grande maioria das pessoas. A perda de controle das instituições governamentais, dos poderes da República, está colocando em risco a democracia e todo o país.

O apóstolo Paulo, de uma postura totalmente fanática contra os cristãos, transformou-se em um dos grandes defensores da doutrina cristã. Ele passou por um processo exigente de conversão e conseguiu entender que a realidade da vida era outra. Esse processo não lhe foi fácil porque exigiu dele grandes renúncias para fazer uma aventura de amor e de seguimento de Jesus Cristo.

Infelizmente, ou felizmente, o mundo passa por uma grande reviravolta no seu itinerário. É quase impossível acreditar num futuro promissor com tanta degradação da natureza. O pior é saber que o tipo de desenvolvimento se torna ameaçador, porque não coloca como alvo principal a dignidade da pessoa humana. Há até quem usa da morte de pessoas para aumentar sua capacidade econômica.

Qualquer instituição humana, para ter estabilidade, depende de bases bem construídas e sólidas. Pedro e Paulo são referências fundantes da Igreja, e nela as pessoas podem e fazem a experiência profunda de Deus, seguindo as orientações que veem de sua Palavra. A Carta Constitucional brasileira é a base da democracia. Ela deve ser respeitada para dar condição de ordem e progresso proclamados.

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Coragem

Dom Paulo Antonio De Conto
Administrador Apostólico da Diocese de Nova Friburgo

 

Queridos irmãos e irmãs, temos vivido tempos difíceis. As incertezas parecem tomar conta de nossos dias, a angústia estremece nosso emocional. Até mesmo nossa fé sente-se abalar.

As palavras de Nosso Senhor dirigida aos seus discípulos tocam profundamente nossos corações: “Não se perturbe o vosso coração” (Jo 14, 1). Jesus nos convida por nossa confiança n’Ele e no Pai, na certeza de que somos ouvidos em nossas necessidades e fortalecidos em nossa esperança.

As palavras do Evangelho dirigidas aos discípulos, são sempre atuais e tornam-se força para enfrentarmos com coragem, força e confiança os desafios da vida, atentos às adversidades que nos esperam.

A história da salvação está permeada pelo exemplo de homens e mulheres que diante de tempos difíceis não só puseram sua confiança em Deus, mas tornaram-se grandes ícones desta confiança.

Amanhã, dia 24 de junho, a Igreja celebra São João Batista, um destes homens que, na intimidade com Deus, assume sua missão de preparar o caminho para o Salvador, entregar-se sem reservas e não se calar diante das ameaças.

João Batista, o maior homem nascido de mulher, é um grande testemunho de que a vida tem valor somente na doação aos outros, no amor, na verdade, na vida cotidiana e na família (cf. Papa Francisco, Homilia, 08 fev. 2019).

O Santo Padre, meditando o martírio do Precursor do Salvador, denuncia: “Se alguém pega a vida para si mesmo, para guardá-la, como o rei em sua corrupção ou a senhora com o ódio, ou a menina, a jovem com sua própria vaidade – um pouco adolescente, inconsciente  – a vida morre , a vida acaba murchando, não serve”, destacou o Santo Padre” (idem).

Sem dúvida alguma, este homem foi um instrumento de Deus de muita importância para a revelação divina. Mas hoje queremos olhar para seu testemunho de coragem e confiança. João nos ensina que por a confiança em Deus, não é esconder-se dos problemas ou esquivar-se dos sofrimentos da vida cotidiana. Ao contrário, é enfrentar as adversidades com a certeza de que não estamos sozinhos.

Aquele que assim procede não se desespera, fica tranquilo, pois sabe que sua vida está nas mãos do Criador. Assim, busca, inspirado pelo Espírito, uma maneira de superar as dificuldades, e se não for possível superá-la, encontra força em Deus para suportá-la.

A vida de João nos ensina que precisamos apenas de Tempo para compreender a realidade que vivemos, Inteligência para buscar o caminho certo e Coragem para seguir em frente!

Já ouvimos anunciar o início do “Novo Normal”. Este tempo exigirá de nós ainda mais confiança em Deus e compromisso com a sua Palavra. Retomar as atividades poderá ser um desafio. Será necessário vencer medos, incertezas e angústias, e isso só será possível na unidade com aquele que nos salvou.

Que São João Batista interceda por nós e nos inspire a uma prática cristã sadia e comprometida na construção de um mundo novo.

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Evangelizar na comunhão

Dom Adelar Baruffi
Bispo de Cruz Alta

 

            A Solenidade de São Pedro e São Paulo, que celebramos no último domingo de junho, nos coloca a vida destas duas “colunas” da Igreja Católica e o seu modo permanente de ser. Os dois representam a dinâmica de ser da Igreja, para sempre. Com isto, estamos afirmando a necessária entrega evangelizadora dos cristãos, com o modelo de São Paulo, sempre ele. E, também, a comunhão que formamos, com o testemunho de São Pedro, hoje presente no nosso Santo Padre Francisco. Missionários ardorosos e, sempre, com amor à Igreja.

            A primeira face da Igreja nos é dada por São Paulo. A história do cristianismo teve muitos evangelizadores. As épocas históricas foram várias, com suas configurações diferentes. Quantos deram e ainda dão sua vida pelo anúncio do Evangelho, assumindo para si o mandato de Cristo Ressuscitado, como Paulo: “Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado a ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus […]” (Rm 1,1). A grande missão de Paulo era levar a todos a graça de Deus, seu amor infinito, gratuito, que um dia alcançou Paulo e lhe deu o perdão dos pecados, habilitando-o para que, numa atitude de fé e gratidão, agisse na caridade. O grande anúncio é o infinito amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, o Filho, nosso Salvador, e o Espírito Santo que acompanha nosso caminhar, vivido numa comunidade eclesial.

            Paulo dedica-se totalmente na obra evangelizadora. Ele “corre”, pois “eu mesmo fui alcançado por Cristo Jesus” (Fl 3,12). Na esteira dos grandes evangelizadores, o Papa Francisco nos convida, hoje, a anunciar o evangelho com alegria (EG 1). O próprio evangelho de Jesus Cristo é fonte de vida humana, de felicidade e paz à humanidade. Quem segue a Cristo, torna-se mais humano. Não precisa que tenhamos feito cursos de mestrado e doutorado para falar sobre os valores fundamentais do evangelho de Cristo e realizar a caridade. A vida é um testemunho. Mais hoje, quando não podemos dar por suposto o anúncio cristão, na veracidade do evangelho e na comunhão eclesial.

 Tantos evangelizadores, como Paulo, hoje afirmam: “ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 9,16). As pessoas, hoje, estão sedentas do evangelho, que projeta luz sobre nossa vida. Paulo define-se a si mesmo como um missionário, um apóstolo, “escolhido desde o seio para anunciar a Cristo entre os gentios” (Gl 1,15-16). O Evangelho, para Paulo, não é uma narração de uma teoria, mas uma pessoa, a pessoa de Jesus Cristo: “Pois não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, como o Senhor” (2Cor 4,5).

Porém, um grande desafio, neste tempo onde não existe o reconhecimento da “verdade”, mas “a minha verdade”, “eu acho”, “eu penso assim”, é reconhecer a comunhão como matéria integrante do evangelho. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti” (Jo 17,21). Não posso ser católico e estar separado do Papa. O Papa Francisco, sucessor de Pedro, tem esta missão da unidade: “apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17). Nosso Papa tem dado uma nova “primavera” na Igreja, em continuidade com os anteriores. Sua perspectiva é a sinodalidade, escutar a todos. Nossa prece é de súplica para que todos os católicos estejam na comunhão com ele, para vivermos nossa missão no mundo.

Parabéns ao nosso Papa Francisco, pelo seu dia! Deus o conserve com saúde e tanto dinamismo evangelizador.

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Irmã Mônica de Barros destaca quatro eixos da existência humana que devem ser cuidados

“Se nós estamos mal cuidados, mal humorados, mal vividos, adoecidos, como é que nós vamos enfrentar uma pandemia?” O questionamento é da irmã Mônica de Barros, religiosa da Congregação das Filhas de Jesus, convidada da live “É tempo de cuidar” de terça-feira, 23 de junho. Com atuação na terapia natural, irmã Mônica apresentou quatro eixos da existência humana que devem ser cuidados na perspectiva da saúde integrativa.

“Nós temos que estar em bom estado para cuidar do estado dos outros”, afirma a religiosa que, em seu trabalho no interior mineiro tem “tentando despertar as pessoas para os cuidados com a vida e a vida com mais qualidade”.

Quatro eixos

Conhecida por irmã Mônica, a religiosa Porcina Amônica de Barros explica que a saúde integrativa, que consiste no cuidado do ser integralmente, envolve quatro eixos de nossa existência, “que infelizmente nesse mundo do capitalismo é tudo esquecido, só tem a questão do produzir”. São eixos ou ângulos que devem ser cuidados a saúde emocional, a energia, a espiritualidade e o corpo.

Saúde emocional

Cuidar da saúde emocional, segundo irmã Mônica, consiste em cultivar, apreciar “uma boa música, uma boa amizade, uma boa conversa, uma espiritualidade, uma amizade com Deus mais profunda, o saber perceber os presentes de Deus na vida para sermos pessoas alegres, o verde da natureza, o cantar dos pássaros, o romper de uma cachoeira”. É preciso dedicar tempo para tudo isso.

Também é necessário ter afeto: “não temos carinho com as coisas, agora diz que não pode abraçar, não pode beijar, mas isso já fazia, há tempo que não acontecia, um corre-corre e não dá tempo de nada. Os pais não estavam vendo os filhos crescerem. Isso no ângulo das nossas emoções”.

Energia

Aqui não se trata de corrente elétrica, “mas é a força vital do organismo, do nosso ser, essa energia nós vamos abastecê-la com alimentação saudável, sem muitos fármacos, com exercícios físicos, saber mastigar os alimentos, saber apreciar as boas coisas, saber passear no ar livre, curtir as sombras, curtir aquilo que nos satisfaz alegremente, nos refaz – o banho não é só para tirar o suor do dia, é esse contato com a nossa irmã água que faz a gente lembrar do carinho de Deus, da ternura”. Sem essas atitudes, observa a religiosa, “estamos perdendo a energia, a força vital em tudo isso e tudo tem que ser remediado com fármacos”.

Espiritualidade

Irmã Mônica destaca que espiritualidade não é espiritualismo, “não é aquela reza constante, mas é uma união perene com nosso criador e soberano Senhor”. A religiosa lembra que os santos viviam essa presença de Deus em todas as coisas, sempre dentro do projeto de Deus, e chama atenção para certa incoerência: “às vezes você pode rezar mil Pai-Nossos, mas não é irmão, então está recitando alguma coisa que aprendeu, mas não tem ressonância interna. Às vezes a gente pensa espiritualidade lendo não sei quantos livros, mas como Paulo diz, a natureza é um livro aberto e nós não lemos nada dela, não sabemos, perdemos o costume de contemplar, saborear os presentes de Deus que caem em nossas mãos todos os dias e todas as horas”.

Uma proposta é fazer a “corrente contemplativa” de um pouco de arroz no prato: “se você fizer a corrente contemplativa deste arroz, por quantas mãos ele passou até chegar no seu prato? Isso é carinho de Deus, isso é cuidado de Deus, isso é espiritualidade”, garante.

Também faz parte da espiritualidade ser uma pessoa grata, saber gozar de um sorriso de uma criança, saber apreciar o perfume de uma flor, a beleza de uma flor, segundo irmã Mônica, “é o que nos mantém em ligação com o nosso soberano Senhor, a Trindade Santa que nos criou, nos conserva e mora conosco”.

A espiritualidade é um remédio muito eficaz para tudo. E como nós perdemos nosso  cordão umbilical da espiritualidade, nós vamos ficando pessoas vazias, nós tombamos com uma calúnia, nós tombamos com um olhar de lado, com um pensamento esquisito, porque não temos uma espiritualidade sólida, então estamos também no campo das espiritualidade enfermos”.

Corpo

O quarto ângulo destacado pela irmã Mônica é “a nossa massa física, que deveria de ser o espelho de Deus, o nosso corpo”. A pergunta é “Como que o nosso corpo é tratado?”.

A terapeuta natural chamou atenção que muitas pessoas se confessam, mas não levam ao sacerdote os pecados contra o corpo: “Eu peguei mais peso que eu devia, estou com a coluna toda torta de tanto peso, eu tomei muito álcool, envenenei meu corpo, eu estou vestindo uma roupa muito apertada de lycra, que eu não consigo respirar, estou aqui imprensada, portanto, estou num nervosismo que ninguém chega perto de mim, porque não estou aguentando, mas eu tenho que obedecer à vaidade, eu tenho que obedecer à moda”.

Também as cores têm uma influência importante na saúde. Para irmã Mônica, as roupas alegres “nos levam também a um humor mais alto, a uma pessoa mais harmoniosa”.

Da mesma forma, uma tarefa essencial é entender a diferença entre comida e alimento: “tem muita comida, mas não tem alimento”, reflete sobre o que se encontra nos supermercados. “A gente tem que ter cuidado com aquilo que estamos ingerindo. Será que a gente faz a diferença entre comer e alimentar? Comer você enche, mas não nutre. O alimento nos nutre, renova nossas energias, repõe as nossas forças”, explicou.

Também participou da live de ontem o bispo de Campos (RJ) e referência da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferrería Paz.

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Resgatar a Igreja doméstica na Semana Santa, pede Dom Jaime

Primeiro vice-presidente da CNBB gravou um vídeo convocando os fiéis a resgatarem um pouco daquilo que tanto marcou a história do cristianismo: a Igreja doméstica

De quinta-feira, 9 de abril, até o próximo domingo, 12, a Igreja Católica dá início às celebrações do tríduo pascal, que marca os últimos dias vividos por Cristo antes de sua paixão, morte e ressurreição. A data da Páscoa não pode ser transferida e um decreto publicado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos do Vaticano determina que as celebrações sejam realizadas nas catedrais ou Igrejas matrizes, porém, sem a presença dos fiéis. 

O documento orienta que as celebrações sejam transmitidas ao vivo pelos meios tradicionais de comunicação ou pelas redes sociais para que os fiéis, em suas casas, possam se unir em oração para celebrar a grande festa. O arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) gravou um vídeo convocando os fiéis a resgatarem um pouco daquilo que tanto marcou a história do cristianismo, a Igreja doméstica, em casa.

“Ali uma pequena comunidade seguindo uma celebração através das mídias sociais, juntos formando uma grande corrente, celebramos os grandes mistérios ou o grande mistério da redenção humana. Meu irmão, minha irmã, vamos buscar viver juntos de forma intensa cada uma dessas celebrações belíssimas da nossa fé, que marcam a nossa fé cristã e católica”, destaca.

De acordo com dom Jaime, a orientação da CNBB é que cada comunidade cristã desse Brasil celebre esses dias da Semana Santa de acordo com as características de sua região. “Nosso Brasil é muito diferente. São indicações que devem ser adaptadas a cada contexto no nosso país”, ressalta.

Clique no link abaixo e assista a mensa de Dom Jaime:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=nze-dRroTcs&feature=emb_logo

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A espiritualidade da Semana Santa

Padre Gilmar escreve mensagem sobre este santo período que estamos vivendo

                              A liturgia da Semana Santa ajuda-nos a permitir que Jesus entre em nossas vidas. Ele mesmo diz: “Estou à porta e bato. Se alguém me abrir a porta, entrarei e permanecerei com ele e cearemos juntos” (Ap 3,20). Ao abrir os braços na Cruz, o Irmão Primogênito se fez Mestre do amor, como ele mesmo dissera, pouco antes, aos discípulos: “Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Na Semana Santa, acompanhamos o Mestre no amor-sofrimento e aprendemos dele a confiar em Deus, que transforma a morte em ressurreição.

                        A Semana Santa não é considerada pela liturgia como dias de luto e de pranto, mas dia de amorosa contemplação do sacrifício de Jesus, fonte de nossa salvação. A Igreja não faz funeral, mas celebra a morte vitoriosa do Senhor. É a vitória sobre a violência, sobre a maldade humana, sobre o egoísmo e sobre tudo o que impede o ser humano de aceitar livremente o amor de Deus e sua vontade. Por isso, fala de “bem-aventurada” e “gloriosa” paixão. Esta liturgia concorre para adentrarmos na história de abandono do Filho de Deus, que por sua obediência e fidelidade nos releva o amor: aquele amor que tem origem entre o Pai e o Filho e sua realização histórico-eclesial na unidade dos fiéis.

                        A morte de Jesus é a compaixão amorosa de Deus por nós e sua decisão de levantar-nos da miséria e da escravidão do pecado. É a perfeita misericórdia de Deus pelo ser humano. Ele morreu no abandono, no desprezo e na dor mais terrível, para que jamais ninguém se sinta abandonado por Deus, nem na vida e nem na morte.        Mediante qualquer sofrimento que possamos apresentar, sempre ouviremos sua resposta: “Estou com você. Sei o que você está sentindo, porque experimentei até o fundo a dor e a morte”.

                        A Igreja, em sua pedagogia evangelizadora, nos encaminha para a cruz de Cristo, onde encontramos as cruzes de nossos irmãos. Não devemos cultivar a tristeza como se fosse uma virtude dos heróis, mas precisamos reconhecer o sofrimento dos irmãos para descobrir a necessidade de nossa solidariedade. Devemos ir até as bases de nossas dores, para destruir suas raízes mais profundas. Se não tocarmos as razões secretas da maldade, não conquistamos a vitória da bondade. A espiritualidade da Semana Santa nos leva às trevas das dores, pedagogicamente, para conquistarmos a grandeza da alegria pascal.

                        Esta semana abre-nos o caminho do discipulado. A pedra é retirada, somos libertos do túmulo do pecado e entramos com Cristo na liberdade da ressurreição. O próprio Cristo leva-nos a ouvir sua voz que ressoa nos Evangelhos, dirigida a seus discípulos e discípulas de todos os tempos: “Chamo-vos amigos porque vos comuniquei tudo o que recebi do Pai” (Jo 15,15). Hoje, o Senhor conta com nosso corpo, com nossa vida, com nossa voz, com nosso amor e com nossa compaixão, para continuar comunicando o Evangelho a toda a criatura.

 

Pe. Gilmar Antonio Fernandes Margotto

Catedral Nossa Senhora Aparecida de Votuporanga SP

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O Direito humano: Direito à vida

Dom Antonio Carlos Altieri
Arcebispo Emérito de Passo Fundo (RS)

 

Cuidar com gestos e procedimentos que geram amparo e alívio ao doente.

A vida é um dom de Deus, e a ele cabe o poder de dá-la e tirá-la. Ao que se chama erroneamente de morte doce (eutanásia), nada mais é do que uma ideia irracional e eticamente reprovável. O verdadeiro direito humano é o direito da vida, e essa vida humana, como nos diz o Papa Francisco é “sagrada, válida e inviolável, e como tal, deve ser amada, defendida e cuidada”.

O momento da enfermidade é sempre um período de fragilidade e, muitas vezes, de solidão, em que a pessoa faz a dolorosa experiência da sua incapacidade, dos seus limites e também da finitude da vida. Embora seja sofrimento, o ensinamento cristão diz que, especialmente o sofrimento dos últimos momentos da vida, tem um lugar especial nos planos salvíficos de Deus; é de fato participar da Paixão de Cristo e a união com o sacrifício redentor que Ele ofereceu em obediência a vontade do Pai. Ou seja, aos enfermos, aceitar voluntariamente ao menos uma parte do sofrimento próprio de uma maneira consciente, e associá-lo ao sofrimento de Cristo crucificado (cf. Mt 27, 34).

A expressão morrer com dignidade (eutanásia) na verdade é bem resumida na Encíclica Evangelium Vitae como uma ação/omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte objetivando a eliminação do sofrimento. Do ponto de vista moral, a eutanásia é totalmente condenável, pois possui o fato de desviar a morte de seu curso natural antecipando a morte. E, levando em conta o que diz o Código de Ética Médica de 1931: “…um dos propósitos mais sublimes da Medicina é sempre conservar e prolongar a vida”. O enfermo tem o direito de prosseguir e aguardar o curso natural da vida. Por isso, não cabe a médicos, enfermos, nem a quem por direito são responsáveis deles, decidir quando e como se deve morrer.

Em cada visita realizada aos enfermos, é levada a misericórdia, mas ela não se realiza com palavras bonitas ou frases de efeito, ela é concreta e precisa ser exercitada. Nenhum equipamento eletrônico substitui um sorriso que devolve a alegria, um abraço que conforta, uma palavra que tranquiliza, uma oração que aumenta a fé, um olhar que dá esperança, um ouvido que escuta as dores e os medos. É o conforto e a assistência espiritual que devemos levar aos nossos irmãos, apoiando a cada um em seu momento de fragilidade. No leito de dor encontraremos o próprio Cristo sofredor: “Estive doente e me visitastes” (cf. Mt 25, 36). As pessoas

doentes devem ser amparadas para que possam levar uma vida tão normal quanto possível.

Por fim, como diz o Papa Francisco, a grande tentação hoje é de “brincar com a vida”, é um pecado contra Deus, o criador de todas as coisas. A morte não deve ser vista erroneamente, ela é um dom de Deus, e a morte é inevitável, e nem sempre representa o fracasso de um médico, fracasso é a morte desumanizada. Legítimo não é antecipar a morte, legítimo é morrer dignamente. A morte é o fim da nossa existência na terra, mas a passagem para vida imortal, e todos devem estar preparados para esse evento à luz dos valores humanos e à luz da fé. E para os que trabalham com a saúde, devem usar de todos os esforços defendendo a vida.

“Todas as vezes que fizestes isso a um dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”. (Mt 25, 40). Comprometida com os valores cristãos da solidariedade e humanização, a Pró Saúde realiza um conjunto de ações para valorizar o dom da vida em cada um dos seus mais de um milhão de atendimentos mensais. Entre elas, está a implantação da Pastoral da Saúde em todas as unidades gerenciadas nos 12 Estados brasileiros nos quais está presente. A Pró-Saúde, que tem em sua origem de fundação a Igreja Católica, preza por manter esse conceito de fé e amor ao próximo, que norteia nosso trabalho desde sempre.

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Sal e luz

Cardeal João Orani Tempesta
Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

Uma vez concluída a etapa do ciclo do Natal, os nossos olhos se voltam para o ciclo pascal que se inicia com a Quaresma. Enquanto isso o tempo comum continua nos alimentar com a liturgia de cada dia e já chegamos ao 5º domingo desse tempo. A Liturgia tem nos apresentado frequentemente nos últimos domingos o tema da Luz, a Luz que é Jesus Cristo e que deve brilhar nos corações e nas vidas de todos os homens. Também neste Domingo, o quinto do Tempo Comum, quando vamos continuar a leitura do Sermão da Montanha, a partir do relato de São Mateus (no domingo anterior não lemos o início devido à festa da Apresentação do Senhor), a presença do simbolismo da luz vai se fazer notar. Na semana passada, quando tivemos uma celebração especial, com a Festa da Apresentação do Senhor, este foi apresentado como Luz para todas as nações, segundo a oração de Simeão. Neste domingo, o sermão da montanha prossegue apresentando sua proposta, mostrando quem é esse homem novo, este que acolhe Jesus Cristo, que vive caminhando com Ele e como este é chamado a viver neste mundo.

Somos convidados a ver este Novo Homem, que é chamado a seguir o Verbo que se fez carne e que é Luz para iluminar as nações. O Evangelho (Mt 5,13-16), contempla dois temas para nossa reflexão e para aprofundar nossa vivência do seguimento de Jesus: Vós sois o sal da terra e vós sois a Luz do Mundo. A Palavra de Deus vem nos apresentar uma nova perspectiva em relação à Luz do Mundo, que é Cristo: temos o chamado não só de sermos iluminados por Cristo, mas também de iluminar a vida das pessoas que encontrarmos e dos caminhos que trilharmos, não por nossa própria capacidade, mas deixando que a nossa configuração com Cristo produza isso em nós. Podemos utilizar a analogia da Lua: a lua não tem luz própria. Ela reflete a luz do sol. Assim nós Cristãos: seremos Sal da Terra e Luz do mundo a partir daquilo que a Graça de Deus realizar em nós. Só poderemos comunicar essa Luz se estivermos próximos dessa Luz e deixarmos que essa Graça transforme nossas vidas. Só assim daremos sentido à vida da sociedade: iluminando-a com a Luz de Cristo.

Quando olhamos para a outra imagem apresentada pelo Evangelho a imagem do sal: Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens (Mt 5, 13).

Isso nos recorda de que o sal serve para conservar e para dar sabor aos alimentos. Se a Igreja não assume continuamente sua missão de dar sentido e sabor à vida dos homens a partir da Herança de Cristo, não existe mais sentido em sua existência, vira uma mera instituição humana, uma ONG.

Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus (Mt 5, 14-16).

O Senhor nos dá uma grande missão que humanamente falando, não seríamos capazes de realizá-la. Mas, pela Graça de Deus e pela ação do Espírito, poderemos levar adiante a obra que o Senhor espera de nós e nos confia. Deus faz com que as coisas aconteçam em nossa vida, para que os homens de hoje e sempre percebam que a vida vale a pena ser vivida, quando ela tem sabor e é iluminada. Nossa missão evangelizadora está exatamente aí: não permanecermos escondidos, mas que sejamos comunicadores da boa-nova da salvação. A Igreja enquanto continuadora da Encarnação, vai espalhando as maravilhas de Deus em meio aos homens.

A palavra de Deus também nos fala, por meio da leitura do livro do profeta Isaías (Is 58, 7-10), que nossa vida precisa de gestos concretos, para que possa se tornar salda terra e luz do mundo:

Assim diz o Senhor: Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: ‘Eis-me aqui’. Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.

São apresentados gestos concretos de amor ao próximo, que manifestam a identidade dos bem-aventurados, daqueles que configuram suas vidas a Cristo. O que fizermos ao menos de nossos irmãos, estamos fazendo ao próprio Cristo. O Brilho da Luz de Cristo em nós vem como consequência de irmos ao Seu encontro na pessoa do pobre e do necessitado, é a consequência do Evangelho.

No refrão do salmo de resposta, salmo 11, assim proclamamos:

Uma luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez. E o salmo continua dizendo: Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente.

A Palavra de Deus é muito clara para nós: somos chamados a seguir Jesus Cristo, viver uma vida de conversão e de fraternidade. É nossa missão sermos portadores do bem, já que são tantos os que conhecemos e que testemunhamos como semeadores do mal. É curioso observar que desde o início a Igreja teve uma tenção especial com os pobres e necessitados, sendo esta atitude consequência da ação da Graça em nós, consequência do amor de Deus para conosco.

A Carta de S. Paulo aos Coríntios (1Cor 2,1-5), segunda leitura deste domingo nos ilumina:

Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens.

O poder de Deus se manifesta e aparece na simplicidade de vida e na simplicidade das palavras. Que pela simplicidade de vida sejamos sal da terra e luz do mundo e que a Palavra de Deus permeie toda a nossa vida.

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Os tesouros da Igreja

Francisco: “o grito dos pobres se torna mais forte a cada dia. E a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos que são sempre menos e sempre mais ricos”.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Celebra-se neste domingo, 17 de novembro (XXXIII do Tempo Comum) o terceiro Dia Mundial dos Pobres, que o Papa Francisco dedicou ao tema "A esperança dos pobres jamais se frustrará".

O Santo Padre a partir da Oração do Salmo 9, mostra-nos em uma mensagem o caminho do nosso compromisso como sinal concreto na realização da Esperança Cristã. Os instrumentos da Esperança são colocados principalmente na consolação que exprime a proximidade de toda a pessoa a quem se encontra em situação de pobreza.

A Mensagem, difundida no dia 13 de junho passado, desenvolve-se em duas coordenadas principais: a descrição das novas formas de pobreza que estão diante dos nossos olhos todos os dias, e a ação concreta daqueles que podem oferecer esperança através do seu testemunho.

O Dia Mundial dos Pobres, instituído por Francisco, é fruto do Jubileu Extraordinário da Misericórdia e se realiza no domingo anterior ao da Solenidade de Cristo Rei. Em sua mensagem para a edição deste ano, Francisco faz uma comparação entre a situação do pobre no tempo do salmista e a situação atual e constata que pouco mudou. “Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus”.

Francisco cita as “muitas formas de novas escravidões”, como famílias obrigadas a deixar a sua terra; órfãos que perderam os pais; jovens em busca duma realização profissional; vítimas de tantas formas de violência, da prostituição à droga; sem esquecer os milhões de migrantes instrumentalizados para uso político.

O Papa fala também das periferias de nossas cidades, repletas de pessoas que vagueiam pelas ruas, em busca de alimento. “Tendo-se tornado eles próprios parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo.”

Não obstante a descrição de injustiça e sofrimento no salmo, há uma definição do pobre: é aquele que «confia no Senhor» (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado.

“Na Escritura, o pobre é o homem da confiança!”, escreve o Pontífice.

“É precisamente esta confiança no Senhor, esta certeza de não ser abandonado, que convida o pobre à esperança. Sabe que Deus não o pode abandonar.”

Por ocasião deste Dia Mundial, Francisco não pede somente iniciativas de assistência, mas faz votos de que aumente em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade.

Em sua mensagem, o Pontífice não deixa de enaltecer ainda o trabalho de inúmeros voluntários pelo mundo, mas recorda que os pobres não precisam somente de uma “sopa quente ou de um sanduíche”. Precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. “Precisam simplesmente de amor...”

Numa mensagem enviada nesta sexta-feira aos peregrinos da associação "Fratello" reunidos no Santuário de Lourdes, na França, por ocasião do Terceiro Dia Mundial dos Pobres, Francisco diz que precisa deles, de cada um de deles. “Vocês que estão aos pés da cruz, talvez sozinhos, isolados, abandonados, sem abrigo, forçados a abandonar a sua família ou o seu país, vítimas do álcool, da prostituição, da doença. Estejam cientes de que Deus ama vocês. Deus escuta em particular a oração de vocês. O mundo sofre e sua oração comove o Senhor.

Numa ação concreta nesta semana de preparação para o Dia Mundial do Pobre, como já ocorreu no ano passado, voltou à Praça São Pedro o Posto de Saúde para atender os pobres e necessitados. Foram disponibilizadas consultas médicas com especialistas, cuidados especiais, análises clínicas e outros exames específicos. Tudo completamente gratuito e oferecido a pessoas que normalmente tem dificuldade de acesso a este tipo de serviço. O Posto fica aberto até este domingo 17, quando o Papa celebra a Santa Missa na Basílica vaticana.

Na homilia da Santa Missa do ano passado, Francisco lembrou que “o grito dos pobres se torna mais forte a cada dia. E a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos que são sempre menos e sempre mais ricos”.

Vocês que são pequenos, pobres, frágeis, - disse ainda Francisco na sua mensagem aos peregrinos reunidos em Lourdes - são o tesouro da Igreja. Vocês estão no coração do Papa, no coração de Maria, no coração de Deus. O amor salva o mundo e Deus quer passar através de nós para salvar o mundo. Digam ao mundo qual é o tesouro de vocês: "Jesus". “O Papa ama vocês e confia em vocês”.

https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2019-11/os-tesouros-da-igreja.html

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Conheça o significado das celebrações da Semana Santa

A Semana Santa é uma tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Ela se inicia no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e termina com a ressurreição de Jesus, que ocorre no domingo de Páscoa.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre, por excelência, a Semana Santa, pois celebra a entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, a Morte e a Ressurreição.
Este domingo é chamado assim, porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão por onde o Senhor passaria montado num jumento. Com isso, Ele despertou, nos sacerdotes da época e mestres da Lei, inveja, desconfiança e medo de perder o poder. Começa, então, uma trama para condená-Lo à morte. 
A liturgia dos ramos não é uma repetição apenas da cena evangélica, mas um sacramento da nossa fé, na vitória do Cristo na história, marcada por tantos conflitos e desigualdades.

Quinta-Feira Santa ou Quinta-Feira da Ceia do Senhor

Neste dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição do mandamento novo, e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é presointerrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Também cobrem-se todas as imagens existentes no templo.

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. A cruz, erguida sobre o mundo, segue de pé como sinal de salvação e esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade. É celebrada a Solene Ação LitúrgicaPaixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão.

Sábado Santo ou Sábado de Aleluia

O Sábado Santo não é um dia vazio, em que "nada acontece". Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa.

Durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. Todos os elementos especiais da vigília querem ressaltar o conteúdo fundamental da noite: a Páscoa do Senhor, Sua passagem da morte para a vida. 
A celebração acontece no sábado à noite. É uma vigília em honra ao Senhor, de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (cf. Lc 12,35-36), tenham acesas as lâmpadas, como os que aguardam seu senhor chegar, para que, os encontre em vigília e os convide a sentar à sua mesa. 
A Solene Vigília Pascal, é a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 8 passagens da Bíblia (4 leituras e 4 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

Domingo de Páscoa

É o dia santo mais importante da religião cristã. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado, ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Do hebreu "Peseach", Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. 
A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Quando dizemos "Cristo vive" não estamos usando um modo de falar, como pensam alguns, para dizer que vive somente em nossa lembrança. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.

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Conheça as curiosidades da Quaresma

Por que a cor roxa? 

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitência e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

 Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário.

Qual o significado destes 40 dias?

 Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. 

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

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Destaques 2018: A alegria de ser Igreja marcou o Ano Nacional do Laicato no Brasil

O Ano Nacional do Laicato marcou 2018. De ponta a ponta desse país leigos e leigas estiveram protagonistas em momentos importantes na evangelização da Igreja no Brasil. Todo o conteúdo estudado veio do Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade: Sal da Terra e Luz do Mundo”.

“Esse documento, ele despertou dentro dos cristãos uma grande alegria de ser igreja e também cidadãos. E por isso também caracterizou um ano específico de estudos, de seminários, de programações, momentos de confraternização, para que o ser cristão seja assumido, assimilado em todos os batizados”, explica o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, ao documentário “Igreja em Saída”, produzido pela assessoria de imprensa da CNBB para o fim de ano.

O documentário está sendo exibido nas principais emissoras de inspiração católica do país até o Ano Novo – as datas e horários de exibição estão no Facebook: CNBB – Conferência dos Bispos. O protagonismo dos leigos e leigas pôde ser visto na semana missionária quando os grupos se mobilizaram para evangelizar fora das suas igrejas particulares, seus ambientes eclesiais e foram para as ruas, em seus ambientes de trabalhos, universidades, presídios e tantos outros lugares levando a mensagem de Cristo.

Dom Severino diz que a palavra de Deus foi muito bem acolhida nos diversos ambientes. “O ano nacional do laicato não trouxe apenas benefícios para nós aqui no Brasil. Mas desde as pequenas comunidades, lá na família, este ano também chegou até os ouvidos do Papa Francisco que ele também ouviu relatório sobre a beleza deste ano em nossa igreja, ” diz.

Mesmo tendo tido sua culminância dia 25 de novembro, na Solenidade de Cristo Rei, o Ano Nacional dos Laicato foi uma experiência rica para quem dedicou parte do tempo a este estudo, mas sobretudo, a aqueles que evangelizaram fora do mundo Igreja.

Mas o que será que os leigos e leigas querem daqui para a frente? Para dom Severino é unir mais os cristãos, ter mais consciência na vida da sociedade e maior pertença eclesial.

“É preciso ter maior comprometimento com o evangelho para que assim a justiça seja instaurada e que possamos ter um Brasil cristão verdadeiramente. Por isso, o ano nacional do laicato nos deixou essa grande herança, o compromisso com o evangelho, uma nação de paz, de alegria, de esperança”, ressaltou o prelado.

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"A pena de morte é sempre inadmissível", afirma Papa

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira, 17, no Vaticano, uma delegação da Comissão Internacional contra a Pena de Morte. Francisco agradeceu aos membros do organismo pelo trabalho que realizam em prol da abolição universal da morte como castigo. O Papa recordou o seu discurso proferido no Congresso dos Estados Unidos, em setembro de 2015, no qual reiterou o compromisso da Igreja com a causa da abolição da pena de morte.

“A certeza de que a vida de cada pessoa é sagrada e que a dignidade humana deve ser protegida sem exceções, levou-me desde o início de meu ministério a trabalhar em diferentes níveis pela abolição universal da pena de morte”, frisou o Pontífice. O Santo Padre recordou que compartilhou algumas ideias sobre o tema na carta à Associação Internacional de Direito Penal e à Associação Latino-Americana de Direito Penal e Criminologia, em 30 de maio de 2014.

“Nos séculos passados, quando não tínhamos os instrumentos de que dispomos hoje para a tutela da sociedade e ainda não se tinha alcançado o nível atual de desenvolvimento dos direitos humanos, o recurso à pena de morte se apresentava em algumas ocasiões como uma consequência lógica e justa. Inclusive o Estado Pontifício recorreu a essa forma desumana de castigo, ignorando a primazia da misericórdia sobre a justiça”, afirmou.

Francisco lembrou a nova redação do Catecismo da Igreja Católica: “Ele [Catecismo da Igreja Católica] assume a nossa responsabilidade sobre o passado e reconhece que a aceitação dessa forma de punição foi consequência de uma mentalidade da época, mais legalista que cristã, que sacralizou o valor das leis carentes de humanidade e misericórdia. A Igreja não podia permanecer numa posição neutra diante das exigências atuais de reafirmação da dignidade da pessoa. A reforma do texto do Catecismo no ponto relativo à pena de morte não conota nenhuma contradição com o ensinamento do passado, porque a Igreja sempre defendeu a dignidade da vida humana”, sublinhou.

O Pontífice continuou: “Contudo, o desenvolvimento harmonioso da doutrina impõe a necessidade de refletir no Catecismo que, apesar da gravidade do delito cometido, a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é sempre inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa. Da mesma forma, o Magistério da Igreja entende que as penas perpétuas, que retiram a possibilidade de uma redenção moral e existencial, em favor dos condenados e da comunidade, são uma forma de pena de morte disfarçada. Deus é Pai que sempre espera o retorno do filho que, sabendo que errou, pede perdão e inicia uma nova vida. Ninguém pode ser privado de sua vida ou da esperança de sua redenção e reconciliação com a comunidade”, disse ainda.

Francisco sublinhou que como aconteceu no coração da Igreja, é necessário que um compromisso semelhante seja assumido pelas nações. “O direito soberano de todos os países de definir seu sistema jurídico não pode ser exercido em contradição com suas obrigações perante o direito internacional, nem pode representar um obstáculo ao reconhecimento universal da dignidade humana. As resoluções da Organização das Nações Unidas sobre a moratória do uso da pena de morte, que visam suspender a aplicação da pena de morte nos países membros, são um caminho que deve ser percorrido”, disse ele.

O Papa convidou todos os Estados que não aboliram a pena de morte a não aplicá-la. Aos Estados que continuam aplicando a pena de morte, pediu-lhes para que adotem uma moratória tendo em vista a abolição dessa forma cruel de punição. “Entendo que para alcançar a abolição, que é o objetivo dessa causa, em certos contextos pode ser necessário passar por processos políticos complexos. A suspensão de execuções e a redução de delitos puníveis com a pena de morte, bem como a proibição dessa forma de castigo para menores, mulheres grávidas ou pessoas com deficiências mentais ou intelectuais, são objetivos mínimos aos quais os líderes de todo o mundo devem se comprometer”, frisou.

Como fez em ocasiões anteriores, o Papa chamou a atenção para as execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, que são um fenômeno recorrente em países com ou sem pena de morte. “São homicídios deliberados cometidos por agentes do Estado, que muitas vezes passam como resultado de confrontos com supostos criminosos ou são apresentados como consequências não intencionais do uso razoável, necessário e proporcional da força para proteger os cidadãos”.

Legítima defesa e a busca por uma  justiça verdadeiramente humana

“O amor-próprio é um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legítimo fazer valer o direito à própria vida, mesmo quando for necessário infligir um golpe mortal no agressor. A legítima defesa não é um direito, mas um dever para aquele que é responsável pela vida de outro. A defesa do bem comum exige colocar o agressor na situação de não causar dano. Por essa razão, aqueles que têm autoridade legítima devem rejeitar toda agressão, mesmo com o uso de armas, sempre que isso seja necessário para a preservação da própria vida ou das pessoas sob seus cuidados. Como consequência, todo uso de força letal que não seja estritamente necessário a esse propósito só pode ser considerado como uma execução ilegal, um crime de estado”, pontuou o Santo Padre.

“Qualquer ação defensiva, para ser legítima, deve ser necessária e medida. Como São Tomás de Aquino ensinava, tal ato, em relação à preservação da própria vida, não tem nada ilícito, já que é natural que todos os seres preservem sua existência tanto quanto possível. Entretanto, um ato que vem da boa intenção pode se tornar ilícito se não for proporcional ao fim. Portanto, se alguém, para defender a própria vida, usa mais violência do que a necessária, esse ato será ilícito. Mas, se rejeitar moderadamente a agressão, a defesa será lícita, já que, segundo o direito, é lícito repelir a força com força, moderando a defesa de acordo com as necessidades da segurança ameaçada”, concluiu o Pontífice.

Por fim, Francisco agradeceu aos membros da comissão pelo trabalho que realizam em prol de uma justiça verdadeiramente humana, e garantiu que continuará trabalhando com eles pela abolição da pena de morte. O Papa manifestou o desejo de que a Santa Sé colabore com a Comissão Internacional contra a Pena de Morte na construção dos consensos necessários para a erradicação da pena de morte e toda forma de castigo cruel.

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O Ano Litúrgico inicia-se com o Advento

Começamos novo Ano Litúrgico e um novo ciclo da liturgia com o Advento, tempo de preparação para o nascimento de Jesus Cristo no Natal. É hora de renovação das esperanças, com a advertência do próprio Cristo, quando diz: “Vigiai!”, para não sermos surpreendidos.

Realização e confirmação da Aliança de Deus

A chegada do Natal, preparado pelo ciclo do Advento, é a realização e confirmação da Aliança anunciada no passado pelos profetas. É a Aliança do amor realizada plenamente em Jesus Cristo e na vida de todos aqueles que praticam a justiça e confiam na Palavra de Deus.

Estamos em tempo de educação de nossa fé, quando Deus se apresenta como oleiro, que trabalha o barro, dando a ele formas diversas. Nós somos como argila, que deve ser transformada conforme a vontade do oleiro. É a ação de Deus em nossa vida, transformando-a de Seu jeito.

Neste caminho de mudanças, Deus nos deu diversos dons conforme as possibilidades de cada um. E somos conduzidos pelas exigências da Palavra de Deus. É uma trajetória que passa pela fidelidade ao Todo-poderoso e ao próximo, porque ninguém ama a Deus não amando também o seu irmão.

Convocação para vigilância

O Advento é convocação para a vigilância. A vida pode ser cheia de surpresas e a morte chegar quando não esperamos. Por isso é muito importante estar diuturnamente acordado e preparado, conseguindo distanciar-se das propostas de um mundo totalmente afastado de Deus.

Outro fato é não desanimar diante dos tipos de dificuldades e de motivações que aparecem diante nós. Estamos numa cultura de disputa por poder, de ocupar os primeiros lugares sem ser vigilantes na prestação de serviço. Quem serve, disse Jesus, é “servo vigilante”.

Confiar significa ter a sensação de não estar abandonado por Deus. Com isso, no Advento vamos sendo moldados para acolher Jesus no Natal como verdadeiro Deus. Aquele que nos convoca a abandonar o egoísmo e seguir Jesus Cristo.

Preparar-se para o Natal já é ter a sensação das festas de fim de ano. Não sejamos enganados pelas propostas atraentes do consumismo. O foco principal é Jesus Cristo como ação divina em todo o mundo.

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Crise, de quem a culpa?

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

O apóstolo Paulo afirma que em Adão “todos pecaram” (Rm 5,12). Seria o mesmo quando citamos a profunda crise que o Brasil vem enfrentando? De certa forma, todos nós temos um pouco de culpa, porque os que mais contribuem para essa situação são aqueles que elegemos nas eleições. No centro de tudo está o “deus dinheiro”, mas também a irresponsabilidade na administração pública.

A paralização dos caminhoneiros tem uma dimensão e um alcance muito grande, porque reflete a indignação de quase todos os brasileiros. Não pecamos tanto para merecer pagar tantos tributos, tantos impostos, sem poder contar com os benefícios que deveriam vir daí! É o fruto do pecado causado pelas injustiças instituídas do Estado brasileiro, causando injustiça social e sofrimento do povo.

A presença soberana de Cristo na história do povo hebreu trouxe esperança para muitos. Ele evidenciou a possibilidade de superação do mal, do pecado, daquilo que fragiliza a identidade das pessoas. Não conseguimos visualizar um construtor de esperança para o Brasil. Estamos “perdidos” em relação às próximas eleições. Está diante de nós um grande desafio, o escolher quem salvar o país.

Se a culpa pela má administração está em todos nós, cabe-nos agora ter postura de responsabilidade. Em outubro vamos votar novamente. Estamos na hora de eliminar do cenário político nacional e estadual todos os envolvidos com a corrupção. Vão estar aí os mesmos do passado e não vão ser diferentes numa nova gestão. Escolhamos pessoas novas e isentas de corporativismo.

Lamentavelmente muitas pessoas se sucumbem diante das fragilidades e tribulações. Mas esse não deve ser o caso das pessoas de fé, de esperança e centradas nos ensinamentos de Jesus Cristo. A atual crise econômica, a dissonância entre os políticos e o povo e o aumento dos combustíveis veem causando indignação, mas também exigem compromissos mais sérios da parte de todos os brasileiros.

No âmago da questão, não podemos confundir o bem com o mal. A paralização é um bem, mas não foi assumida por todos e, por isso, não consegue mudar o Brasil para melhor, porque continuam os enriquecimentos ilícitos à custa da desonestidade e da injustiça. O bem verdadeiro acaba sendo sufragado pela mercantilização do mal e a esperança de um mundo melhor fica fragilizada.

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Reze a oração ao Sagrado Coração de Jesus

Meu Sagrado Coração de Jesus, em vós deposito toda confiança e esperança. Vós que sabeis tudo, Pai, o Senhor do Universo, Sois o Rei dos Reis, Vós que fizeste o cego ver, paralítico andar, o morto voltar a viver, o leproso sarar.
 

Vós que vedes as minhas aflições, as minhas angústias, bem sabeis, Divino Coração, como preciso alcançar esta graça: (pede-se a graça com fé); a minha conversa convosco me dá ânimo e alegria para viver, só de Vós espero com fé e confiança; (pede-se novamente a graça).
 

Fazei, Sagrado coração de Jesus, que antes de terminar esta conversa, dentro de nove dias, alcance esta tão grande Graça; e para Vós agradecer, divulgarei esta Graça para que os homens, aprendam a ter fé e confiança em Vós; iluminai os meus passos, Sagrado Coração de Jesus, assim como esta luz esta nos iluminando e testemunhando a nossa conversa. Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em Vós, Sagrado Coração de Jesus, aumente ainda mais a minha fé.Amém.