Diocese de Votuporanga


Igreja no Mundo
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Papa reza pelos inocentes que sofrem sentenças injustas

Na Missa desta terça-feira, 7, Francisco recordou a perseguição que Jesus sofreu e rezou pelas pessoas que sofrem sentenças injustas

O Papa Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta terça-feira, 7, da Semana Santa. A Antífona de entrada da celebração do dia, que o Pontífice lê no início da celebração, é extraída do Salmo 26: “Não me deixeis, Senhor à mercê de meus adversários, pois contra mim se levantaram testemunhas falsas, mas volta-se contra eles a sua iniquidade” (Sl 26,12).

Na introdução, o Santo Padre dirigiu seu pensamento aos inocentes perseguidos: “Nestes dias de Quaresma, vimos a perseguição que Jesus sofreu e como os doutores da Lei se acirraram contra Ele: foi julgado sob acirramento, com acirramento, sendo inocente. Gostaria de rezar, hoje, por todas as pessoas que sofrem uma sentença injusta por acirramento”.

Na homilia, o Papa comentou as leituras do dia, extraídas do Livro do profeta Isaías (Is 49,1-6), o segundo canto do Servo do Senhor, e o Evangelho de João (Jo 13,21-33.36-38) que fala da traição de Judas e da renegação de Pedro. “Peçamos a graça de perseverar no serviço, apesar das nossas quedas”, rogou.

Íntegra da homilia

“A profecia de Isaías que ouvimos é uma profecia sobre o Messias, sobre o Redentor, mas também uma profecia sobre o povo de Israel, sobre o povo de Deus: podemos dizer que pode ser uma profecia sobre cada um de nós. Substancialmente, a profecia ressalta que o Senhor elegeu o seu servo desde o seio materno: diz isso duas vezes. Desde o início o seu servo foi eleito, desde o nascimento ou antes do nascimento. O povo de Deus foi eleito antes do nascimento: também cada um de nós. Nenhum de nós caiu no mundo por casualidade, por acaso. Cada um de nós tem um destino, tem um destino livre, o destino da eleição de Deus. Eu nasço com o destino de ser filho de Deus, de ser servo de Deus, com a missão de servir, de construir, de edificar. E isso, desde o seio materno.

O servo de Javé, Jesus, serviu até à morte: parecia uma derrota, mas era o modo de servir. E isso ressalta o modo de servir que nós devemos assumir em nossa vida. Servir é dar-se, dar-se aos outros. Para cada um de nós, servir é não pretender nenhum benefício que não seja o servir. É a glória, servir; e a glória de Cristo é servir até aniquilar-se a si mesmo, até à morte, morte de Cruz. Jesus é o servo de Israel. O povo de Deus é servo, e quando o povo de Deus se distancia desta atitude de servir é um povo apóstata: distancia-se da vocação que Deus lhe deu. E quando cada um de nós se distancia desta vocação de servir, se distancia do amor de Deus. E edifica a sua vida sobre outros amores, muitas vezes idolátricos.

O Senhor nos elegeu desde o seio materno. Há quedas, na vida: cada um de nós é pecador e pode cair e caiu. Somente Nossa Senhora e Jesus: todos os outros caímos, somos pecadores. Mas o que importa é a atitude diante de Deus que me elegeu, que me ungiu como servo; é a atitude de um pecador que é capaz de pedir perdão, como Pedro, que jura que “não, jamais te renegarei, Senhor, jamais, jamais, jamais!”, depois quando o galo canta, chora. Arrepende-se. Este é o caminho do servo: quando escorrega, quando cai, pedir perdão.

Ao invés, quando o servo não é capaz de entender que caiu, quando a paixão o arrebata de tal modo que o leva à idolatria, abre o coração a satanás, entra na noite: foi o que aconteceu com Judas.

Pensemos hoje em Jesus, o servo, fiel no serviço. Sua vocação é servir, até à morte e morte de Cruz. Pensemos em cada um de nós, parte do povo de Deus: somos servos, nossa vocação é para servir, não para se aproveitar do nosso lugar na Igreja. Servir. Sempre em serviço. Peçamos a graça de perseverar no serviço. Por vezes com escorregões, quedas, mas ao menos a graça de chorar como Pedro chorou”.

Adoração e Bênção Eucarística

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando os fiéis a fazerem a Comunhão espiritual. A oração recitada pelo Papa:

“Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!”.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”): “Ave, Rainha do céu; ave, dos anjos Senhora; ave, raiz, ave, porta; da luz do mundo és aurora. Exulta, ó Virgem gloriosa, as outras seguem-te após; nós te saudamos: adeus! E pede a Cristo por nós!”.

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Em documento, Vaticano manifesta preocupação com os idosos

Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, em mensagem intitulada “Idosos: na solidão, o coronavírus mata mais”, pede solidariedade

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida divulgou uma mensagem para os idosos, nesta terça-feira, 7, intitulada “Idosos: na solidão, o coronavírus mata mais”. A mensagem alerta para o tempo difícil vivido pelos idosos frente à pandemia e convida todos à solidariedade. 

“No coração dessa tempestade inesperada e furiosa, percebemos – como o Papa Francisco nos lembrou – que estamos no mesmo barco. Dentro do barco estão também os idosos. Como todos, eles se encontram frágeis e desorientados. A eles se dirige, hoje, nosso pensamento preocupado e agradecido, para retribuir, pelo menos, um pouco daquela ternura com a qual cada um de nós foi acompanhado na sua vida, e para que o carinho materno da Igreja chegue a cada um deles”, ressalta a mensagem.

De acordo com o dicastério, a geração dos nossos idosos está pagando o preço mais alto da pandemia de Covid-19. As estatísticas dizem que, na Itália, mais de 80% das pessoas que perderam a vida tinham mais de 70 anos.

O Papa Francisco afirma que a solidão pode ser uma doença, mas com caridade, proximidade e conforto espiritual podemos curá-la. “Essas palavras ajudam a entender que, se é verdade que o coronavírus é mais letal quando encontra um corpo debilitado, em muitos casos a patologia anterior é a solidão”, lembra a mensagem.

O dicastério destaca que estamos testemunhando a morte, em proporções e modalidades terríveis, de muitas pessoas que vivem longe de suas famílias, em condições de solidão verdadeiramente debilitantes e desanimadoras. Por esse motivo, é importante que se faça todo o possível para remediar essa condição de abandono. Isso, nas circunstâncias atuais, pode significar salvar vidas.

“Atualmente, existem muitas iniciativas nesse sentido que a Igreja está adotando em favor dos idosos”, recorda o organismo vaticano. “A incapacidade de continuar fazendo visitas domiciliares levou a encontrar formas novas e criativas de presença. Ligações, mensagens de vídeo ou de voz ou, mais tradicionalmente, cartas endereçadas a quem está sozinho. Muitas paróquias estão se empenhando na entrega de alimentos e remédios a quem é forçado a não sair de casa. Em quase todos os lugares, os padres continuam visitando as casas para distribuir os sacramentos. Muitos voluntários, especialmente jovens, estão trabalhando generosamente para não interromper – ou para começar a tecer – redes fundamentais de solidariedade”.

Dedicar-se aos idosos

O documento destaca que a gravidade do momento exige que se intensifique as obras de auxílio aos idosos, quer individuais, quer como Igrejas locais. Diante do cenário de uma geração atingida tão severamente, temos uma responsabilidade comum – enfatiza a mensagem – que decorre da consciência do valor inestimável de toda vida humana e da gratidão a nossos pais e avós.

“Devemos dedicar novas energias para defendê-los desta tempestade, assim como cada um de nós foi protegido e cuidado nas pequenas e grandes tempestades de nossas vidas. Não deixemos os idosos sozinhos, porque, na solidão, o coronavírus mata mais.”

Segundo o dicastério, aqueles que vivem em estruturas residenciais merecem uma atenção especial. A concentração no mesmo local de tantas pessoas frágeis e a dificuldade de encontrar os dispositivos de proteção criaram situações muito difíceis de administrar, apesar da abnegação e, em alguns casos, o sacrifício da equipe dedicada à assistência”, ressalta o organismo vaticano.

O documento, porém, lembra que a crise atual é resultado de um abandono assistencial e terapêutico que vem de longe.“Apesar da complexidade da situação em que vivemos, é necessário esclarecer que salvar a vida de idosos que vivem em estruturas residenciais ou que estão sozinhos ou doentes é uma prioridade tanto quanto salvar qualquer outra pessoa.”

Nos países onde a pandemia ainda tem dimensões limitadas, ainda é possível tomar medidas preventivas para protegê-los; naqueles em que a situação é mais dramática, é necessário mobilizar-se para encontrar soluções de emergência. Tudo isso afeta o futuro de nossas comunidades eclesiais e de nossas sociedades, porque, como o Papa Francisco disse recentemente, “os idosos são o presente e o amanhã da Igreja”.

Rezar pelos avós e idosos do mundo

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida recorda que, “no sofrimento desses dias, somos chamados a entrever o futuro. No amor de tantos filhos e netos, e no cuidado dos assistentes e voluntários, revive-se a compaixão das mulheres que vão ao túmulo para cuidar do corpo de Jesus. Como elas, temos medo e, como elas, sabemos que não podemos fazer outra coisa que – mantendo a distância – viver a compaixão que Ele nos ensinou. Como elas, logo entenderemos que era necessário permanecermos próximos, mesmo quando parecia perigoso ou inútil, certos das palavras do anjo, que nos convida a não ter medo”.

“Unamo-nos, então, em oração, pelos avós e idosos de todo o mundo. Reunamo-nos ao seu redor, com o pensamento e o coração e, ali onde for possível, com a ação, para que não se sintam sozinhos”, conclui a mensagem do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

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No Domingo de Páscoa, Brasil será consagrado a Nossa Senhora

Ato será realizado também por países da América Latina e Caribe, a pedido do Conselho Episcopal Latino-Americano; momento será de oração e pedido pelo fim da pandemia

No Domingo de Páscoa, 12 , às 14 horas, festa maior da Igreja Católica, o Brasil irá unir-se aos demais países da América Latina e Caribe, conforme solicitação do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), e será consagrado a Nossa Senhora. O momento será de oração e pedido pela intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria diante da pandemia causada pelo coronavírus. O pedido é para que este tempo difícil seja superado. A Consagração a Nossa Senhora será transmitida, ao vivo, por todas as TVs de inspiração católica, por rádios e pelas redes sociais da CNBB.

Na última quarta-feira, 1, o Celam anunciou que fará o Ato de consagração da América Latina e do Caribe a Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América, “para pedir-lhe a saúde e o fim da pandemia, colocando-nos sob seu olhar amoroso nestes momentos difíceis, em que Ela pode nos abrir as portas da esperança”.

Em comunicado, a presidência do CELAM, com o apoio dos bispos do México, convidou todos os países da América-Latina e do Caribe a participarem deste evento por meio das plataformas digitais e de outros meios de comunicação. A nota explica que, como sinal de união continental, as catedrais e templos de cada país, dioceses e paróquias tocarão 12 badaladas no começo do Terço Missionário oferecido pela saúde das pessoas dos cinco continentes.

“Ao contemplar a Mãe do verdadeiro Deus, por quem se vive, fortalecemos nossa fé, animamos nossa esperança e nos comprometemos com amor solidário, especialmente com aqueles que, hoje, experimentam enfermidade, dor, pobreza, solidão, temor e inquietude”, destaca a presidência.

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Papa reza pelos presos e pensa nos pobres: neles, Jesus se identifica

Na Missa desta segunda-feira, 6, Francisco voltou a dirigir seu pensamento aos presos e ao grave problema da superlotação dos cárceres, rezando a fim de que os responsáveis encontrem soluções

Papa Francisco presidiu a Missa na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta segunda-feira, 6, da Semana Santa. Ao introduzir a celebração, rezou pelo problema da superlotação nos cárceres: “Penso num grave problema que existe em várias partes do mundo. Gostaria que, hoje, rezássemos pelo problema da superlotação nos cárceres. Onde há uma superlotação – muita gente ali – há o perigo, nesta pandemia, de que se acabe numa grave calamidade. Rezemos pelos responsáveis, por aqueles que devem tomar as decisões nisso, a fim de que encontrem um caminho justo e criativo para resolver o problema”.

Na homilia, Francisco comentou a passagem do Evangelho de João (Jo 12,1-11) em que Maria, irmã de Lázaro, ungiu os pés de Jesus com um perfume precioso, provocando as críticas de Judas: este perfume – diz aquele que estava prestes a trair o Senhor – podia ser vendido e o rendimento dado aos pobres. O evangelista observa que disse isso não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era um ladrão, e ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela, contou Francisco. Jesus lhe responde: “Deixe-a; ela fez isso em vista do dia de minha sepultura. Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”, complementou o Pontífice.

O Papa falou dos pobres: “Há muitos, em grande parte estão escondidos e não os vemos, porque somos indiferentes. Muitos pobres são vítimas das políticas financeiras e da injustiça estrutural da economia mundial. Muitos pobres se envergonham por não terem meios e vão às escondidas à Caritas. Os pobres, os encontraremos nos juízo final: Jesus se identifica com eles. Seremos julgados sobre nossa relação com os pobres”. 

Íntegra da homilia

“Esta passagem se conclui com uma observação: ‘Os sumo sacerdotes decidiram matar também Lázaro, porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus’. Dias atrás, vimos os passos da tentação: a sedução inicial, a ilusão, depois cresce – segundo passo – e terceiro, cresce e se contagia e se justifica. Mas há outro passo: segue adiante, não se detém. Para eles, não era suficiente matar Jesus, mas agora também Lázaro, porque era uma testemunha de vida.

Hoje, gostaria de deter-me sobre uma palavra de Jesus. Seis dias antes da Páscoa – estamos propriamente muito perto da Paixão –, Maria faz este gesto de contemplação: Marta servia – como a outra passagem – e Maria abre a porta à contemplação. E Judas pensa no dinheiro e pensa nos pobres, mas não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão, e ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. Essa história do administrador infiel é sempre atual, esses sempre existem, mas também em outro nível: pensemos em algumas organizações de beneficência ou humanitárias que têm muitos funcionários, muitos, que têm uma estrutura muito rica e acaba chegando aos pobres quarenta por cento, porque sessenta por cento é para pagar o salário dessas pessoas. É um modo de apropriar-se do dinheiro dos pobres. Mas a resposta é Jesus. E aqui gostaria de deter-me: “De fato, os pobres, sempre os tereis convosco”. Esta é uma verdade: “De fato, os pobres, sempre os tereis convosco”. Os pobres existem. São muitos: há o pobre que nós vemos, mas esta é a mínima parte; a grande quantidade dos pobres é aquela que não vemos: os pobres escondidos. E nós não os vemos, porque entramos nessa cultura da indiferença, que é negacionista, e negamos: “Não, não, não são muitos deles, não se veem; sim, aquele caso…”, diminuindo sempre a realidade dos pobres. Mas há muitos deles, muitos.

Ou mesmo, se não entramos nesta cultura da indiferença, há um costume de ver os pobres como decorações de uma cidade: sim, existem, como as estátuas; sim, existem, se veem; sim, aquela velhinha que pede esmola, aquele outro… Mas como (se fosse) uma coisa normal. Ter pobres é parte da decoração da cidade. Mas a grande maioria é de pobres vítimas das políticas econômicas, das política financeiras. Algumas estatísticas recentes fazem um resumo assim: há muito dinheiro nas mãos de poucos e tanta pobreza em muitos, em muitos. E essa pobreza é a pobreza de muita gente vítima da injustiça estrutural da economia mundial. E (há) muitos pobres que sentem vergonha de mostrar que não conseguem chegar ao final do mês: muitos pobres da classe média, que vão às escondidas à Caritas e de modo escondido pedem e se envergonham. Os pobres são muitos mais do que os ricos; muito, muito… E aquilo que Jesus disse é verdade: “De fato, os pobres sempre os tereis convosco”. Mas eu os vejo? Eu me dou conta desta realidade? Sobretudo da realidade escondida, aqueles que sentem vergonha de dizer que não conseguem chegar ao final do mês.

Lembro-me que, em Buenos Aires, me tinham dito que o prédio de uma fábrica abandonada, há anos vazia, estava sendo habitada por umas quinze famílias que tinham chegado naqueles últimos meses. Fui lá. Eram famílias com crianças, e cada uma tinha ocupado uma parte da fábrica abandonada para viver. E, olhando, vi que cada família tinha móveis bons, móveis da classe média, tinham a televisão, mas acabaram ali, porque não podiam pagar o aluguel. Os novos pobres que devem deixar a casa, porque não podem pagá-la, vão para lá. É aquela injustiça da organização econômica ou financeira que os leva a isso. E são muitos deles, muitos, a tal ponto que os encontraremos no juízo. A primeira pergunta que Jesus nos fará é: “Como vais com os pobres? Deste de comer? Quando estava no cárcere, o visitaste? No hospital, o visitaste? Assististe a viúva, o órfão? Porque ali era Eu quem estava”. E sobre isso seremos julgados. Não seremos julgados pelo luxo ou as viagens que fazemos ou pela ‘importância social que teremos. Seremos julgados pela nossa relação com os pobres. Mas se eu, hoje, ignoro os pobres, deixo-os de lado, creio que (eles) não existem, o Senhor me ignorará no dia do juízo. Quando Jesus diz: “Os pobres, sempre os tereis convosco”, significa: “Eu estarei sempre convosco nos pobres. Ali estarei presente”. E isso não é ser comunista, esse é o centro do Evangelho: nós seremos julgados sobre isso”.

Antífona Mariana

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”): “Ave, Rainha do céu; ave, dos anjos Senhora; ave, raiz, ave, porta; da luz do mundo és aurora. Exulta, ó Virgem gloriosa, as outras seguem-te após; nós te saudamos: adeus! E pede a Cristo por nós!”.

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As armas contra a pandemia: trabalho, fé e solidariedade

Valle Seriana é uma das regiões, nos arredores de Bérgamo, mais atingidas pelo Covid-19 na Itália. O testemunho de uma jovem universitária que da sua casa observa sua cidade em quarentena

Amedeo Lomonaco – Cidade do Vaticano

Já passou mais de um mês do início da emergência ligada ao coronavírus. Na Itália a região da Lombardia continua sendo a mais atingida. Em Valle Seriana, centro do foco nos arredores de Bérgamo a situação ainda é muito grave. Mas a população, mesmo marcada por esta dura prova, reage com as armas do trabalho incessante e, principalmente com a solidariedade. Característica que distingue esta comunidade que neste momento de grande sofrimento não se sente só, graças também ao afeto demonstrado pela Itália e por muitos outros países. Este é o testemunho de Chiara Colotti, residente na Valle Seriana, província de Bérgamo.

Chiara Colotti: A província de Bérgamo, em particular Valle Seriana, é uma das regiões mais atingidas pela emergência do Covid-19. O nosso Valle está chorando e está sofrendo. As ambulâncias tornaram-se um som que acompanha o nosso dia a dia. Estamos perdendo uma geração inteira. É a geração dos nossos avós. Uma geração rica de história, de experiências, de ensinamentos fundamentais para nós jovens, mas também para o futuro da humanidade. Os médicos, os enfermeiros e todos os profissionais da saúde estão no extremo de suas forças. Apesar disso, a nossa população neste momento de dor e sofrimento pela perda dos nossos familiares também temendo pelos doentes e em geral pelo futuro, não se deixa abater. Se tivesse que descrever os bergamascos com poucas palavras diria que são pessoas que falam pouco, mas trabalham muito. São o exemplo concreto do que disse o Papa Francisco. Com as obras de caridade, demonstramos a nossa fé e a caridade maior que é a que se faz para com os que não podem retribuir. Os bergamascos estão exprimindo sua fé através do compromisso com os outros, através das obras de generosidade e de solidariedade, também através do trabalho. Este período de obstáculos e de medo certamente não está nos detendo. Estamos indo adiante, apesar de tudo, e cada um se dedica como pode para ajudar.

Este é um período marcado por muitas sombras e se recolhem muitas lágrimas. Mas nesta dramática situação não faltam sinais de esperança. Em Bérgamo logo será inaugurado o hospital de campanha…

Chiara Colotti: Sim logo o hospital de campanha de Bérgamo ficará pronto. Deveria ser apenas um hospital de campanha, mas na realidade serão realizadas as logísticas necessárias, farmácia, análises clínicas e terapia intensiva. Toda a comunidade, artesãos, jovens voluntários, e a torcida do time local, o Atalanta estão com a mão na massa para que fique pronto o quanto antes. É um exemplo de solidariedade.  

A solidariedade é garantida a todos

Chiara Colotti: Bérgamo é a imagem de uma comunidade que não para e não quer parar. É um território habitado por pessoas que podem parecer fechadas, mas são pessoas com um grande coração. E não pensam duas vezes em ajudar o próximo. Estamos vivendo na própria pele uma experiência dramática. Na dramaticidade a nossa comunidade está se regenerando e redescobrindo suas próprias raízes. Raízes feitas de generosidade, de solidariedade e de ajuda ao próximo. Sempre trabalhamos com a cabeça baixa, sem desistir com os obstáculos. E agora, mais do que nunca estamos demonstrando isso.

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Francisco: na provação, não estamos sozinhos, confiemo-nos a Cristo

Em suas saudações na Audiência Geral, o Papa Francisco recorda que Jesus é um amigo fiel, que nos acompanha e nunca decepciona, e que em sua cruz encontramos “apoio e consolo no meio das tribulações da vida”. Portanto, nos convida a confiar na intercessão de São João Paulo II nas vésperas do 15º aniversário de sua morte.

Alessandro Di Bussolo/Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

Jesus é o amigo fiel “que enche a nossa vida de felicidade, mesmo em tempos difíceis”, que “nos acompanha e nunca decepciona”. Nele e com ele não estamos sozinhos e na sua cruz, os nossos corações encontram “apoio e conforto no meio das tribulações da vida”. Assim, o Papa Francisco saúda os fiéis em várias línguas, conectados através dos meios de comunicação com a Biblioteca Apostólica Vaticana, no final da catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (01/04).

Ouça a reportagem

Saudação em língua portuguesa

Eis a íntegra da saudação em língua portuguesa.

Amados ouvintes de língua portuguesa, a todos saúdo e convido a viver com a Igreja inteira, em pensamento e de coração, a próxima Semana Santa, que coloca diante dos nossos olhos a Cruz onde Jesus assumiu e suportou toda a tragédia da humanidade. Não podemos esquecer as tragédias dos nossos dias, porque a Paixão do Senhor continua no sofrimento dos homens. Que os vossos corações encontrem, na Cruz de Cristo, apoio e conforto no meio das tribulações da vida; abraçando a Cruz como Ele, com humildade, confiança e abandono filial à vontade de Deus, tereis parte na glória da Ressurreição.

O homem, com medo, confia-se à Misericórdia Divina

Aos poloneses, o Papa recorda que o homem de hoje vê “os sinais da morte” presentes na civilização e “vive cada vez mais com medo, ameaçado no núcleo de sua existência”. Nestes dias difíceis, “os seus pensamentos corram para Cristo: saibam que vocês não estão sozinhos. Ele os acompanha e nunca decepciona”. Confiem na Sua “Misericórdia Divina e na intercessão de São João Paulo II nas vésperas do 15º aniversário de sua morte”, que recordaremos nesta quinta-feira, 2 de abril.

Nos eventos da vida, descubra a Providência do Senhor

Aos alemães, o Papa Francisco recorda que, ao contemplar “a face do Senhor crucificado e morto por nós”, neste período de provação, podemos reconhecer “em sua cruz a fonte da verdadeira esperança e alegria, através da qual Ele venceu todo o mal”.

Aos ouvintes de língua espanhola, sua língua nativa, o Papa pede para descobrir a Providência do Senhor “nos acontecimentos da vida cotidiana”. E nos convida a lembrar, nesses momentos de provação e escuridão, “todos os nossos irmãos e irmãs que sofrem, e aqueles que os ajudam e acompanham com amor e generosidade”.

Obrigado, jovens milaneses, não percam a esperança em Jesus

Por fim, entre os fiéis de língua italiana, Francisco saúda em particular “os grupos que tinham feito reservas para estarem presentes hoje” na Audiência Geral, dentre eles “os jovens da profissão de fé da Diocese de Milão”. “Queridos jovens, mesmo que sua peregrinação a Roma seja apenas virtual, quase sinto a sua presença alegre e barulhenta, concretizada também nas muitas mensagens que vocês me enviaram”. O Papa agradece e encoraja os jovens milaneses a “viverem sempre a fé com entusiasmo e a não perder a esperança em Jesus, amigo fiel que enche a nossa vida de felicidade, mesmo nos momentos difíceis”. Que esses últimos dias da Quaresma possam favorecer “uma preparação adequada da celebração da Páscoa, levando cada pessoa a uma proximidade maior a Cristo”.

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Papa Francisco no Angelus: “ser escravo das paixões leva à guerra. A Lei de Deus é liberdade”

“Jesus hoje nos pede para progredir no caminho do amor que Ele nos indicou e que parte do coração. Este é o caminho a seguir para viver como cristãos”, afirmou o Pontífice ao rezar o Angelus dominical. Sob um sol quase primaveril, o Papa Francisco rezou o Angelus com milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro. Em sua alocução, comentou o Evangelho deste VI Domingo do Tempo Comum (Mt 5,17-37), extraído do “sermão da montanha” e que toca o argumento da aplicação da Lei.

Francisco explicou que a intenção de Jesus é ajudar os seus ouvintes a ter uma abordagem justa com as prescrições dos mandamentos dados a Moisés. Trata-se de viver a Lei como um instrumento de liberdade, que nos ajuda a não sermos escravos das paixões e do pecado.

“Pensemos nas guerras, em suas consequências, pensemos naquela menina que morreu de frio na Síria outro dia. Tantas calamidades, tantas. Isso é fruto das paixões e as pessoas que fazem a guerra não sabem dominar as próprias paixões. Falta obedecer à Lei.”

Quando se cede às tentações e às paixões, acrescentou, não se é senhor e protagonista da própria vida, mas se torna incapaz de administrá-la com vontade e responsabilidade.

Obediência formal e obediência substancial

O sermão de Jesus, prosseguiu o Papa, é estruturado em quatro antíteses, expressas com a fórmula «Ouvistes o que foi dito… porém vos digo». Essas antíteses fazem referência a situações da vida cotidiana: o homicídio, o adultério, o divórcio, os juramentos.

Jesus não abole as prescrições que dizem respeito a essas problemáticas, mas explica o seu significado mais profundo e indica o espírito com o qual observá-las. Ele encoraja a passar de uma obediência formal da Lei a uma obediência substancial, acolher a Lei no coração, que é o centro das intenções, das decisões, das palavras e dos gestos de cada um de nós. “Do coração partem as ações boas e aquelas más”, recordou Francisco.

A língua mata

Acolhendo a Lei de Deus no coração, se compreende que, quando não se ama o próximo, se mata de algum modo a si mesmo e aos outros, porque o ódio, a rivalidade e a divisão matam a caridade fraterna, que está na base das relações interpessoais. “Vale o que disse antes sobre as guerras e também das fofocas, porque a língua mata.”

Acolhendo a Lei de Deus no coração, se compreende que os desejos devem ser guiados, porque nem tudo o que se deseja é possível obter, e não é bom ceder a sentimentos egoístas e possessivos.

Progredir no caminho do amor

Todavia, acrescentou o Papa, Jesus está consciente de que não é fácil viver os mandamentos deste modo assim tão profundo. Por isso, nos oferece o socorro do seu amor: Ele veio ao mundo não só para realizar a Lei, mas também para nos doar a sua Graça, de modo que possamos fazer a vontade de Deus, amando Ele e os irmãos.

“Podemos fazer tudo com a Graça de Deus. A santidade nada mais é que custodiar esta gratuidade que Deus nos deu, esta Graça.” Trata-se de se entregar e confiar Nele, acolhendo a mão que Ele nos estende constantemente.

Jesus hoje nos pede para progredir no caminho do amor que Ele nos indicou e que parte do coração. Este é o caminho a seguir para viver como cristãos. “Que a Virgem Maria nos ajude a seguir o caminho traçado pelo seu Filho, para alcançar a verdadeira alegria e difundir em todo o mundo a justiça e a paz.”

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Igreja na China ajuda na atenção aos afetados por coronavírus

Os hospitais dependentes da Igreja Católica, organizações caritativas, empresas e comunidades católicas na China e no mundo estão fortalecendo os afetados pelo coronavírus com apoio material e espiritual.

A agência vaticana Fides informou que hospitais dependentes da Igreja Católica na China estão acolhendo e cuidando das pessoas contaminadas pelo coronavírus. Um desses hospitais é o administrado pela Congregação da Santa Esperança, da Diocese de Xian Xian, província de He Bei, no qual profissionais da saúde arriscam suas vidas para apoiar os doentes.

A diretora do hospital disse que “os suprimentos médicos e remédios estão acabando gradualmente e que os médicos, enfermeiras, religiosas e leigos estão expostos ao perigo de se infectar com o vírus”.

“Estou muito triste e preocupada, mas... confio em nosso Senhor Jesus Cristo e na proteção materna da Virgem Maria”, disse. Do mesmo modo, expressou que se sentem fortalecidos pelo apoio do Papa Francisco e da comunidade católica universal. “Estão rezando por nós e estão conosco: isso nos dá muita força”, assegurou.

As “organizações caritativas católicas, dioceses, paróquias, movimentos eclesiais, sacerdotes, religiosas e fiéis leigos individuais” também uniram forças para responder às necessidades da população chinesa, assinalou Fides.

Pe. Wang Wei, pároco de Shao Lin Kou da Diocese de Tian Jin, disse que “é impossível contar a imensa mobilização”, pois todas as comunidades católicas na China continental “estão fazendo sua parte, tanto em orações, novenas, terços, como com compromissos concretos”.

“Somos católicos, nosso coração e nossa mensagem de amor é universal. Onde for necessário, estamos prontos para fazer sentir nossa proximidade e caridade com a humanidade que sofre, sem distinções de religião, etnia ou nacionalidade”, expressou Pe. Wang Wei.

Jinde Charities, a maior organização caritativa católica ativa na China, solicitou uma arrecadação de fundos na qual participam Cáritas Internacional, países de todo o mundo e, em especial, muitos hospitais católicos administrados por ordens religiosas.

No dia 5 de fevereiro, Jinde Charities recebeu uma doação de seis milhões de yuanes, equivalente a 800 mil euros, que foram destinados à compra dos primeiros materiais de emergência, indicou Fides. Do mesmo modo, informou que de 3 a 5 de fevereiro, a organização proporcionou mais de 10 trajes de isolamento, 100 máquinas para o sistema respiratório e 30 toneladas de desinfetantes.

Fides indicou que não só os hospitais católicos, mas também empresas e fábricas de propriedade dos fiéis se colocaram a disposição das autoridades civis para receber os infectados ou para produzir os materiais médicos necessários.

vida de fé na China também se adaptou à emergência através do uso de redes sociais, informou Fides. Indicou que, diante da impossibilidade de se reunir, os fiéis estão usando ferramentas tecnológicas como “WeChat”, o aplicativo de mensagem instantânea mais popular usado na China.

Neste aplicativo, compartilham as leituras do dia, as mensagens dos bispos e as homilias. “As pessoas veem os batizados em ação, prontos para dar e compartilhar a esperança do Evangelho”, afirmou a Agência Fides.

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Papa: espero um futuro de paz e amor, livre do ódio, do extremismo e do terrorismo

Nesta terça-feira (4), ao celebrar o primeiro aniversário do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, o Papa Francisco divulgou uma mensagem em vídeo. Ao encorajar todos que ajudam o próximo necessitado, o Pontífice disse que espera “um futuro melhor para a humanidade”, “livre do ódio, do rancor, do extremismo e do terrorismo, em que prevaleçam os valores da paz, do amor e da fraternidade.”

O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo nesta terça-feira (4) aos participantes da Conferência sobre o Documento de Abu Dhabi, realizada nos Emirados Árabes Unidos. Há exatamente um ano, o Pontífice e o Grão Imame de Al-Azhar assinaram o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum.  

A mensagem do Papa também foi direcionada, em especial, a todas as pessoas “que na humanidade ajudam os seus irmãos pobres, doentes, perseguidos e frágeis sem olhar a religião, a cor, a raça a que pertencem”.

“Hoje celebramos o primeiro aniversário deste grande evento humanitário, esperando um futuro melhor para a humanidade, um futuro livre do ódio, do rancor, do extremismo e do terrorismo, em que prevaleçam os valores da paz, do amor e da fraternidade.”

As iniciativas em prol da fraternidade

Na celebração do aniversário de um ano do documento, o Papa também expressou o seu apreço pelo apoio oferecido pelos Emirados Árabes Unidos ao trabalho do Comitê Superior para implementar o histórico documento. O Pontífice, assim, agradeceu a iniciativa da casa inter-religiosa “Abrahamic Family House”, um projeto que irá acolher, em Abu Dhabi, uma mesquita, uma sinagoga e uma igreja dedicada a São Francisco de Assis.

Ao finalizar a mensagem em vídeo, o Papa também agradeceu por poder participar do anúncio do Prêmio “Fraternidade Humana”:

“Estou feliz, então, de poder participar deste momento de apresentação ao mundo do Prêmio Internacional da Fraternidade Humana, para que sejam encorajados todos os modelos virtuosos de homens e mulheres que, neste mundo, encarnam o amor através de ações e sacrifícios realizados para o bem dos outros, não importa o quanto sejam diversos por religiões ou per pertença étnica e cultural, e peço a Deus Onipotente de abençoar todo esforço que favoreça o bem da humanidade e nos ajude a seguir adiante na fraternidade.”

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-02/papa-francisco-documento-fraternidade-humana-mensagem-video.html 

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Chuvas e enchentes em MG e ES: dom Vicente lamenta por sofrimento socioambiental

As consequências das chuvas e enchentes na região Sudeste do Brasil, em particular nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, já atingiram mais de 67 mil pessoas, em mais de 200 municípios. Até o momento, de acordo com a Defesa Civil, 58 pessoas morreram em Minas Gerais e nove no Espírito Santo. Em entrevista ao Portal da CNBB, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e membro da Comissão Especial sobre Mineração e Ecologia Integral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dom Vicente de Paula Ferreira falou sobre a necessidade de assumir a proposta de ecologia integral presente na encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco.

 

Minas Gerais Espírito Santo
45.390 desalojados 12.735 desalojados
9.267 desabrigados 2.030 desabrigados
58 mortos 9 mortos
67 feridos 10 feridos
196 municípios em situação de emergência 30 municípios afetados
TOTAL:
54.782 atingidos
TOTAL:
14785 atingidos
Fontes: Defesa Civil de MG e ES

 

Prefeitura de Belo Horizonte faz limpeza nas ruas da cidade por causas das fortes chuvas na capital mineira | Foto: Secom/Prefeitura BH

Para dom Vicente, o acompanhamento às consequências das chuvas “é mais um sofrimento socioambiental que a gente tem vivido”. O bispo vê como paradoxal a espera pelas chuvas, “mas a falta de cuidado com a casa comum”, que “acaba trazendo problemas sérios, inúmeros desabrigados, um número muito alto de mortes”, problemas recorrentes na região no período de chuvas.  Dom Vicente ainda chama atenção para o agravamento do cenário com a lama que desce com as enchentes carregada de produtos tóxicos.

Recordando a celebração dos cinco anos da encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, no próximo mês de maio, “que constata que vivemos uma aguda crise socioambiental na humanidade”, dom Vicente sublinha que as nossas cidades são construídas em cima de rios e ninguém esperou pela reação da natureza: “A gente costuma dizer no meio da psicologia: ‘ninguém consegue recalcar a natureza, abafar a natureza, ela tem uma força própria’. Se a gente não a considera, ela vai voltar-se contra a gente”.

O bispo reforça a importância de “levar a sério o projeto da Laudato Si’ e, ao mesmo tempo, pedir às autoridades, criar uma consciência coletiva dentro e fora da Igreja que nós estamos nos organizando enquanto sociedade muitas vezes em cima de futuros problemas”, como revelam os projetos e intervenções em muitas cidades Brasil afora que desconsideram medidas de segurança ao erguer suas estruturas, como já foi alertado em estudos da CNBB e em oportunidades de reflexão sobre a cidade como o 14º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Relação fé e vida

Dom Vicente Ferreira | Foto: CNBB/Caio Lima

Dom Vicente concorda que há certa rejeição em olhar para a realidade social por parte dos católicos no Brasil. “Eu considero um dos problemas mais graves, isso já foi constatado pela nossa Teologia Católica, a esquizofrenia e a separação entre a fé e a doutrina e a inserção na vida”. O bispo chama atenção que o Evangelho de Jesus tem um chamado para que os fiéis sejam sal da terra e luz do mundo, “para iluminar a cultura, iluminar a sociedade, para transformar em nome de um Deus da vida, que é o Deus de Jesus Cristo. Resumidamente, a gente fala em construir o Reino de Deus, que é reino de justiça, de paz, dignidade para todos”. Numa “sociedade que causa morte na forma de a gente lidar com a natureza” é preciso uma intervenção missionária, segundo dom Vicente.

Esta interligação tem que entrar em nosso processo de evangelização. O católico, infelizmente, e até com alguns grupos, que tendem muito mais à alienação, consideram que fé é se restringir ao interior de um dogma, de uma crença para dentro de uma Igreja e não consegue olhar para a globalidade de a vida humana e do planeta. E a Teologia, Eclesiologia, a nossa fé cristã nos ensina a ser cristãos no mundo”.

Prefeitura de Belo Horizonte (MG) faz limpeza nas ruas da capital mineira | Foto: Rodrigo Clemente/Fotos Públicas

A missão, um dos quatro pilares da proposta da CNBB para as comunidades eclesiais missionárias, é uma ação de interferência no modo que se conduz a vida, sugere dom Vicente.  “E onde há morte, onde a gente está produzindo uma cultura de morte, nós temos que evangelizar para que a gente transforme em vida. Por isso, temos que tomar cuidado com esse perigo de uma fé muito revestida de um certo fanatismo, inclusive, que não nos abre para o diálogo conosco, com os outros, com o mundo e, talvez, muito menos com Deus, porque o nosso Deus é o Deus da vida, o Deus da criação que é comunhão”.

Se a gente não cuida dessa comunhão entre nós e com o mundo em que nós vivemos, como daremos testemunho de nossa fé e de que fé estaremos dando testemunho?

Auxiliar e envolver-se

Dom Vicente Ferreira, demonstra-se feliz com as ações de caridade que a Igreja tem protagonizado nesses momentos de tragédias. No caso específico das chuvas em Minas Gerais e Espírito Santo, paróquias e comunidades têm se mobilizado para acolher e ajudar os afetados. “A Igreja é doutora em caridade”, afirma.

Entretanto, é necessário algo mais: “não basta essa caridade imediata, a gente também tem que perguntar pelas causas disso tudo”. Segundo dom Vicente, se a pessoa tem “uma forma de vida que mata”, quando ajuda imediatamente com a caridade, na hora do luto, tem uma ação confortável. “Mas quando a gente começa a perguntar ‘quem matou?’, ‘porque?’. Aí já começa a complicar a nossa vida, inclusive as perseguições, as indagações, porque o profetismo é o amparo imediato, mas também é a denúncia para que a gente possa transformar a nossa realidade”, exorta.

Não basta só ajudar imediatamente, o que é fundamental, mas é preciso procurar o que está trazendo esses danos para que a gente possa buscar medidas de mudança e de transformação da nossa sociedade à luz, é claro do Evangelho de Jesus”.

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O Papa: devemos combater o desperdício, ninguém está excluído

"Contra o desperdício e pela mudança do estilo de vida", são as recomendações do Papa Francisco na sua mensagem ao Programa Alimentar Mundial por ocasião da 2ª sessão ordinária do Comitê Executivo

Cidade do Vaticano

Na manhã desta segunda-feira, (18) o Papa Francisco enviou uma mensagem ao senhor David Beasley, diretor do Programa Alimentar Mundial por ocasião da abertura da segunda sessão ordinária do Comitê Executivo do órgão.

Na Mensagem, o Papa recordou que nos projetos do Programa estão sendo formuladas iniciativas concretas para tornar mais eficaz a luta contra a fome no mundo.

Contra o desperdício alimentar

“Seus projetos”, afirma o Papa, “compreendem a promoção de medidas determinantes para eliminar o desperdício alimentar, um fenômeno que grava cada vez mais na nossa consciência”.

Em seguida o Papa recorda a desigualdade entre os irmãos: lugares onde não se alimentam suficientemente e outros onde os alimentos são desperdiçados e jogados fora.

“É o que o meu predecessor São João Paulo II definiu de “paradoxo da abundância” que continua a ser um obstáculo à solução do problema da desnutrição da humanidade” afirma o Papa e continua: “O paradoxo implica mecanismos de superficialidade, negligência e egoísmo que estão na base da cultura do desperdício”.

Cumprir compromissos das agendas

Ao falar sobre os compromissos assumidos nas organizações internacionais como Agenda 2030 e Acordo de Paris, o Papa reitera:

“Alcançar estes objetivos é responsabilidade não apenas das organizações internacionais e dos governos, mas de cada um de nós” ou seja: “Famílias, escolas e meios de comunicação têm uma importante tarefa em educar para a sensibilização” e conclui: “Ninguém pode ser excluído da necessidade de combater esta cultura que oprime tantas pessoas, especialmente os pobres e vulneráveis na sociedade”.

"Stop the Waste"

Francisco elogia a campanha global do PAM “Stop the Waste” que evidencia “o quanto o desperdício danifica a vida das pessoas e o progresso dos povos”. A campanha sustenta também que o único modo de agir é mudando o estilo de vida e rejeitando todo e qualquer desperdício.

Sobre este ponto o Papa afirma: “Este novo estilo de vida consiste em valorizar adequadamente o que a Terra mãe nos dá e terá uma repercussão para toda a humanidade”.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/papa-francisco-mensagem-pam.html

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Papa Francisco almoça com os pobres

As comemorações do 3º Dia Mundial dos Pobres iniciou neste domingo (17) com a Santa Missa na Basílica Vaticana presidida pelo Santo Padre que contava com a presença de muitos deles.

Na homilia, o Papa recordou que os pobres facilitam o nosso acesso ao Céu”, e que devemos estar ao lado deles para aprender pois “são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu”.

Depois da Missa o Papa rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, em um domingo com muita chuva, e depois do Angelus o Papa Francisco recordou:

“ Hoje celebramos o Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema as palavras do salmo ‘A esperança dos pobres jamais se frustrará’ (Sal 9, 19) ”

Em seguida fez os agradecimentos:

A minha gratidão vai para todos aqueles que, nas dioceses e paróquias de todo o mundo, promoveram iniciativas de solidariedade para dar esperança concreta às pessoas mais desfavorecidas. Agradeço aos médicos e enfermeiros que prestaram serviço nestes dias no Posto de Saúde aqui na Praça São Pedro.

No final, o Papa pede orações pela sua próxima viagem à Tailândia e Japão que inicia na próxima terça-feira, dia 19 até o dia 26 de novembro. 

O Papa almoçou na Sala Paulo VI com cerca de 1.500 pessoas necessitadas, para testemunhar também a "atenção que nunca deve faltar a estes nossos irmãos e irmãs”.

 Ao chegar na Sala Paulo VI o Papa saudou os presentes:

"Minhas boas-vindas a todos. Desejo que hoje o Senhor abençoe a todos nós: que Deus nos abençoe nesta reunião de amigos, neste almoço e também bênçãos às suas famílias. Que o Senhor abençoe a todos. Obrigado e bom almoço"

O almoço para os pobres foi servido por 50 voluntários e colaboradores de associações de voluntariado. O menu oferecido pelo Papa era composto por: lasanha, picadinho de frango com creme de cogumelos, batata assada, sobremesa, frutas e café. 

fonte https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/depois-angelus-dia-dos-pobres-almoco.html

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Papa Francisco manifestou, dia 25/08, preocupação com as queimadas na Amazônia

A preocupação de Francisco em relação aos incêndios que têm ferido a Amazônia foi manifestada depois da oração mariana do Angelus neste domingo (25). A voz do Papa se une àquela dos bispos da América Latina que também demonstraram tristeza e, através de apelos públicos, pediram medidas urgentes em defesa da Amazônia.

“ Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Oremos para que, com o empenho de todos, sejam controlados o quanto antes. Aquele pulmão de florestas é vital para o nosso planeta. ”

O apelo do Papa Francisco veio neste domingo (25), depois da oração mariana do Angelus na Praça São Pedro. Depois de chefes de Estado da América e da Europa, e dos bispos das Conferências Episcopais da América Latina se manifestarem a respeito dos incêndios que vêm devastando a região amazônica, o Pontífice também demonstrou a sua preocupação com aquele que é “o pulmão de florestas vital para o planeta”.

https://www.vaticannews.va

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Igreja no Brasil trabalha para o desenvolvimento e promoção de uma cultura vocacional

A experiência eclesial cristã resgatada pelo Concílio Vaticano II suscitou na Igreja, a partir da Europa e depois na América Latina, uma grande preocupação com a questão vocacional. Esse contexto contribuiu para que, na Igreja do Brasil, passos significativos fossem dados com o objetivo de incrementar uma consciência vocacional em todo o povo de Deus, resgatando a comunidade eclesial como lugar da efetiva participação de todos os batizados na missão da Igreja.

Atualmente refletir a dinâmica vocacional a partir de uma eclesiologia de comunhão e participação é segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque tarefa de todos: “Toda a ação pastoral deve ser orientada para o discernimento vocacional, tendo como objetivo ajudar cada cristão a descobrir o caminho concreto para realizar o projeto de vida ao qual Deus o chama”.

Diante dos desafios que a pós-modernidade impõe, o bispo afirma que a questão vocacional se torna urgente e necessária, sobretudo, para se compreender e enfrentar as problemáticas oriundas de um acentuado individualismo. Para ele, a oração constitui o primeiro e insubstituível serviço que podemos oferecer à causa das vocações. “A comunidade que reza pelas vocações, que medita a partir da Palavra de Deus, que celebra a Liturgia com fervor e alegria, que oferece direção espiritual aos jovens, colabora incansavelmente para criar uma cultura vocacional”, salienta.

Na caminhada vocacional, alguns eventos foram determinantes para a construção da identidade que, hoje, caracteriza o serviço de animação vocacional na Igreja do Brasil. O mês vocacional é um desses exemplos. Assumido em âmbito nacional, em 1981, por dioceses e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), seu intuito é ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios.

Hoje cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. “O Mês Vocacional, consagrado há mais de três décadas em nosso país, se tornou uma grande convocação eclesial, tempo privilegiado para celebrar as diversas vocações e para intensificar a oração pelas vocações nas famílias, nos ambientes estudantis, em todos os grupos e comunidades eclesiais e para realizar ações concretas e tantas outras iniciativas, de forma envolvente e criativa ao longo deste abençoado mês”, diz dom José.

Congressos vocacionais – Outra iniciativa que também tem como preocupação o itinerário vocacional são os Congressos Vocacionais do Brasil. Organizados pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, eles trazem ao longo dos anos temas e lemas profundamente enraizados na Sagrada Escritura e inseridos na realidade contemporânea. Este ano com o tema “Vocação e Discernimento” e o lema “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25,4), o IV Congresso Vocacional do Brasil será realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP).

Segundo a equipe organizadora, a iniciativa deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais. “Um dos grandes objetivos do 4º. Congresso Vocacional é a promoção da Cultura Vocacional nas comunidades, para que o tema vocacional seja abraçado como prioridade essencial de nossa Igreja, assim como de fato o é: uma comunidade de chamados que assumem o papel de também chamar outros operários, nas mais diversas missões e carismas”, afirma o padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional.

O sacerdote reitera que o evento possibilitará a criação de um trabalho vocacional em redes, especialmente porque é adaptado à concretude das circunstâncias específicas de cada região do país. Neste contexto, ele explica que como parte da execução do 4º Congresso estão os pré-congressos que acontecem nos regionais de todo o Brasil e também da vida religiosa. “Estamos em um período bonito da promoção vocacional do Brasil. A cada novo encontro que acontece pelo Brasil vai se solidificando a necessidade e urgência de promover a Cultura Vocacional, e de uma maneira muito específica de possibilitar um discernimento vocacional que oriente as pessoas ao verdadeiro seguimento de Cristo, ouvindo a voz amorosa e exigente do Pai”, alega.

 

Neima Pereira dos Santos, de 49 anos, é membro da Pastoral Vocacional da diocese de Formosa (GO). Para ela, refletir sobre a vocação é trilhar um caminho de descobertas da própria identidade. “Vivemos num mundo cada vez mais fragmentado e veloz, há uma perda da identidade, falta um autêntico sentido de vida, principalmente em relação aos nossos jovens”, diz. Consagrada Secular do Instituto Secular Servas de Jesus Sacerdote, Neima vai participar ativamente do IV Congresso Vocacional.

Ela aponta a importância de um evento como esses em âmbito nacional. “Com a realização do 4º Congresso Vocacional teremos a oportunidade de refletir sobre os novos questionamentos e desafios vocacionais que nos são apresentados no contexto atual. Conheceremos as diferentes realidades e diversidades vocacionais e obstáculos a serem superados”, considera. Pensar em conjunto, amadurecer e aprofundar concretamente a questão vocacional é um dos desafios da Igreja no Brasil para os próximos anos. “O 4º Congresso Vocacional dará ânimo e vigor a todos os participantes e aos agentes da Pastoral Vocacional trazendo também novas luzes e pistas para a animação vocacional no Brasil”, finaliza.

Matéria Revista Bote Fé nº 28 – Edições CNBB

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Agosto mês vocacional

Dom Manoel João Francisco
Bispo de Cornélio Procópio

 

No Brasil já virou tradição rezar pelas vocações no mês de agosto. Vocação, como sabemos, é uma palavra derivada do verbo latino vocare que significa chamar. Vocação, portanto, é a resposta humana a um chamado divino.
Costuma-se distinguir cinco grandes tipos de vocação. Um não exclui o outro. Pelo contrário, se supõem e se completam.

O primeiro deles é a vocação à vida. Todos nós vivemos porque fomos chamados à existência. Ninguém vive porque decidiu viver. Alguém nos chamou para a vida.

Toda vocação corresponde a uma missão. A vocação à vida exige de nós o compromisso de defendê-la e de promovê-la em toda a sua amplitude: saúde, educação, oportunidade de trabalho, enfim, tudo o que permite a uma pessoa viver de modo digno. Neste sentido o Papa Francisco na Audiência Geral do dia 11 de junho deste ano voltou a afirmar que a vida é dom de Deus. Foi esta a sua exortação: “Somos chamados à defesa e ao serviço da vida desde a concepção no ventre materno até a idade avançada, quando ela é marcada pela enfermidade e pelo sofrimento. Não é lícito destruir a vida, torná-la objeto de experimentações ou falsas concepções. Peço-lhes que rezem para que a vida humana seja sempre respeitada, testemunhando assim os valores do Evangelho, especialmente no âmbito da família”.

O segundo tipo é a vocação à santidade. São Paulo diz que a vontade de Deus é a nossa santificação (1Ts 4,3). A vocação à santidade sempre foi necessária. Nos dias de hoje, porém, ela se faz mais urgente. São João Paulo II, ao iniciar o atual milênio, propôs, como primeira tarefa dos cristãos, a busca de santidade. Para ser santo não é necessário que se faça algo extraordinário. Basta viver com amor e fé as ocupações ordinárias de cada dia.

O terceiro é a vocação que nos leva a assumir um “estado de vida”. Esta vocação é de importância capital. Tão importante que, no linguajar comum, é nela que pensamos quando falamos em vocação. Quando alguém opta pelo matrimônio deve estar consciente que será esposo ou esposa vinte quatro horas por dia, pelo resto da vida. A mesma coisa acontece para os que escolhem a vida consagrada ou sacerdotal. Daí o cuidado que se deve ter na hora de decidir por este ou por aquele estado de vida.

O quarto tipo chama-se vocação profissional. O trabalho é uma das características do ser humano. A Palavra de Deus diz-nos que fomos criados à sua imagem e semelhança. Pelo trabalho, criamos novas realidades, refletimos a ação do Criador. No entanto, após o pecado, o trabalho tornou-se ambíguo. Em vez de contribuir no aperfeiçoamento da criação, pode tornar-se instrumento de dominação e destruição. Daí a importância de olharmos o trabalho como vocação e de escolhermos uma profissão que realmente nos realize. Não seria nada interessante passar oito ou mais horas por dia, durante dois terços de nossa vida realizando uma tarefa desagradável. Não teria graça viver. A santidade com muita probabilidade não seria alcançada. As pessoas com quem iríamos conviver, certamente teriam ao seu lado, uma pessoa mal-humorada e estressada.

A quinta possibilidade vocacional é a que acontece dentro da comunidade eclesial. Assumir serviços na Igreja é também uma vocação. Falando aos Apóstolos, Cristo fez questão de dizer que não tinham sido eles que o haviam escolhido, mas ele foi quem os escolhera. Numa outra oportunidade exorta-nos a pedir ao Senhor da messe para que mande operários para a sua messe. Hoje em nossa Igreja temos diversos ministérios. O exercício deles supõe o chamado divino e exige disponibilidade de quem se sente chamado. Se é graça o chamado, é graça também a resposta. Por isso, só se entende vocação num clima de fé e oração.

Neste ano, o mês vocacional está motivado com o lema: “Mostra-me Senhor os teus caminhos”. Vamos mobilizar nossas paróquias, nossas pastorais, nossos movimentos e nossos serviços. É preciso que neste mês de agosto, todas as nossas atividades e celebrações tenham alguma referência vocacional. Vamos rezar por nós mesmos para que o nosso entusiasmo pelo Reino se renove e ganhe mais vigor, vamos também pedir para que muitos irmãos e irmãs se despertem e venham somar conosco nesta linda tarefa de levar Cristo e semear paz nos corações de muitos irmãos e irmãs.

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Papa Francisco nomeia novo bispo para diocese Catanduva (SP)

O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 10 de julho, o novo bispo para a vacante diocese de Catanduva (SP). O escolhido foi o dom Valdir Mamede, atualmente bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF).

A diocese de Catanduva estava vacante desde outubro de 2018 e contou com a administração apostólica de dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, arcebispo emérito de Sorocaba (SP).

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem de congratulação a dom Valdir por ocasião de sua transferência.

Leia abaixo o texto na íntegra.

Saudação da CNBB a Dom Valdir Mamede

Brasília-DF, 10 de julho de 2019

Prezado Irmão, Dom Valdir Mamede,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) congratula-se com o senhor pela nomeação como bispo Catanduva (SP), anunciada, hoje, quarta-feira, 10 de julho, papa Francisco.

Agradecemos o seu trabalho realizado como bispo auxiliar em Brasília (DF), nestes últimos seis anos. Desejamos que esse novo tempo de pastoreio seja fecundo e cheio de alegrias para o senhor, para o clero e as comunidades de sua nova Igreja Particular.

Saudamos sua nomeação trazendo palavras inspiradoras do papa Francisco na Oração Mariana do Angelus, neste domingo (7), sobre o Evangelho de São Lucas (Lc 10,1-12.17-20), que apresenta Jesus enviando seus 72 discípulos, além dos 12 apóstolos, para pregar a Boa Nova. “Esse pedido de Jesus é sempre válido. Sempre devemos rezar ao ‘dono da messe’, isto é, Deus Pai, para que mande operários para trabalhar no seu campo que é o mundo. E, cada um de nós, deve fazê-lo com o coração aberto, com uma atitude missionária; a nossa oração não deve se limitar somente ao que precisamos, às nossas necessidades: uma oração é realmente cristã se também tiver uma dimensão universal”.

Em Cristo,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

FONTE: CNBB

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De Maria Rita a Irmã Dulce

Os primeiros passos

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914, em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. O bebê veio ao mundo na Rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo. A menina Maria Rita foi uma criança cheia de alegria, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol - era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time formado pela classe trabalhadora e os excluídos sociais.

Aos sete anos, em 1921, perde sua mãe Dulce, que tinha apenas 26 anos. No ano seguinte, junto com seus irmãos Augusto e Dulce (a querida Dulcinha), faz a primeira comunhão na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

A vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha. Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, traços marcantes revelados quando ainda era muito novinha, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. Também é nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Em 08 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entra então para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado mesmo para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe. Nessa mesma época, começa a atender também os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações – o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugura o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

O amor e o serviço aos pobres e doentes

Em 1939, Irmã Dulce invade cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrina durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Por fim, em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro. Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.

O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros de diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouvia do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Irmã Dulce e o Papa João Paulo II voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom do Brasil.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor de milhares de pessoas simples e anônimas. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, uma verdadeira obra de amor aos pobres e doentes.

Fonte: www.irmadulce.org.br

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Canonização de Irmã Dulce e mais quatro beatos será no dia 13 de outubro

O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira (1º/07), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.

Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro próximo.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Fonte: Vatican News

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Prorrogado prazo de inscrição do concurso para a letra do hino da CF 2020

Nesta segunda-feira, 25 de junho, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia prorrogou até o dia 22 de julho o prazo para a inscrição do concurso para a letra do hino da Campanha da Fraternidade 2020.

Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (cf. Lc 10,33-34), a Campanha da Fraternidade 2020 tem como objetivo despertar para o sentido da vida como dom e compromisso, recriando relações fecundas na família, na comunidade e na sociedade, à luz da palavra de Deus.

Neste sentido, o edital para a letra do hino da CF 2020 traz algumas características que devem ser observadas pelos compositores. A letra do hino deverá traduzir em linguagem poética os conteúdos do tema, lema, objetivos evitando explicitações desnecessárias, moralismos ou chavões. Além disso, deve buscar inspiração na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja.

A força do texto deverá reavivar a esperança, a criatividade, o compromisso cristão. O compositor deve observar também o uso do emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.

Em relação aos critérios para a análise da qualidade literária do texto, tratando-se de forma poética, serão observados em especial, o emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.  As qualidades do estilo, em especial quanto aos princípios a correção, da originalidade e da harmonia também serão levados em consideração.

Inscrição

As composições deverão ser enviadas à CNBB, VIA SEDEX, trazendo apenas o pseudônimo (nome de fantasia) do (a) autor (a), no remetente. Dentro da correspondência, em um envelope fechado, deve ter o nome verdadeiro do (a) compositor (a), junto com o termo de Cessão de Direitos Autorais (Cf. ANEXO I), preenchido e assinado, no endereço mencionado no edital.

Confira o edital completo em www.cnbb.org.br

Fonte: CNBB

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Conheça a história da Festa de Corpus Christi

Todas as quintas-feiras, depois da oitava de Pentecostes, a Igreja celebra a festa de Corpus Christi, mas nem sempre foi assim. Vejamos, então, como essa festa tomou a proporção que ela tem hoje.

História

Uma primeira coisa a saber é que não existe registo do culto ao Santíssimo Sacramento fora da Missa no primeiro milênio. Nesse período, a Eucaristia ministrada fora da Missa era somente para os doentes.

A partir do segundo milênio, no entanto, por meio de um movimento eucarístico, cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124, pelo Bispo Albero em Liége, na Bélgica, podemos constatar costumes eucarísticos: exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e, consequentemente, a festa do Corpus Christi.

A Solenidade em honra ao Corpo do Senhor – “Corpus Chisti” –, que hoje celebramos na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, mais precisamente depois da festa da Santíssima Trindade, é oficializada somente em 1264 pelo Papa Urbano IV.

Como bem sabemos, Deus costuma se revelar aos humildes e pequenos, e Ele se utilizou de uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi.  Segundo os registros da Igreja, Santa Juliana de Cornillon, em 1258, numa revelação particular, teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini.

Santa Juliana nasceu, em 1191, nos arredores de Liège, na Bélgica. Essa localidade é importante, e, naquele tempo, era conhecida como “cenáculo eucarístico”. Nessa cidade, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa.

Tendo ficado órfã aos cinco anos de idade, Juliana, com a sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont Cornillon. Mais tarde, ela também uma monja agostiniana, era dotada de um profundo sentido da presença de Cristo, que experimentava vivendo, de modo particular, o Sacramento da Eucaristia.

Com a idade de 16 anos, teve a primeira visão. Via a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Durante cerca de 20 anos, Juliana, que entretanto se tinha tornado priora do convento, conservou no segredo essa revelação. Depois, confiou o segredo a outras duas fervorosas adoradoras da Eucaristia: Eva e Isabel. Juliana comunicou essa imagem também a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége. Mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Quiseram envolver também um sacerdote muito estimado, João de Lausanne, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre aquilo que elas estimavam.

Foi precisamente o Bispo de Liége, Dom Roberto de Thourotte, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana e das suas companheiras, e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi na sua diocese, precisamente na paróquia de Sainte Martin. Mais tarde, também outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais. Depois, tornou-se festa nacional da Bélgica.

A festa ficou conhecida

Dessa forma, a festa foi crescendo cada vez mais, e outros bispos faziam a mesma coisa em sua diocese. Tomou tal proporção, que veio a tornar-se não só uma festa do território da Bélgica, mas sim de todo o mundo. Sendo que, a festa mundial de Corpus Christi foi decretada oficialmente somente, em 1264, seis anos após a morte de irmã Juliana, em 1258, com 66 anos.

Na cela onde jazia, foi exposto o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana faleceu contemplando, com um ímpeto de amor, a Jesus Eucaristia, por ela sempre amado, honrado e adorado.

Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada, em 1599, pelo Papa Clemente VIII.  Como vimos, ela morreu sem ver a procissão de forma mundial.

Depois da morte do Papa Alexandre IV, foi eleito o novo Papa, o cardeal Jacques Panteleón. Naquela época, a corte papal era em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde, em 1264, aconteceu o famoso Milagre de Bolsena.

Em que consiste esse milagre? Um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a verdade da transubstanciação, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia da cidade de Praga a Roma, ao celebrar a Santa Missa na tumba de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, Itália, no momento da consagração, viu escorrer sangue da Hóstia Consagrada, banhando o corporal, os linhos litúrgicos e também a pedra do altar, que ficaram banhados de sangue.

O sacerdote, impressionado com o que viu, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que mandou a Bolsena o Bispo Giacomo, para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o linho ensanguentado. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. O Pontífice foi ao encontro do Bispo até a ponte do Rio Claro, hoje atual Ponte do Sol. O Papa pegou as relíquias e mostrou à população da cidade.

O Santo Padre, movido pelo pelas visões de Santa Juliana, pelo prodígio e também a petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula Transiturus de hoc mundo, em 11 de agosto de 1264. Esses fatos foram marcantes para se estabelecer a festa de Corpus Christi.

A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena, em 1311, ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, foi promulgada uma recompilação das leis por João XXII e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Foi assim que a festa de Corpus Chisti aconteceu, tendo como testemunho estes dois fatos: as visões de Santa Juliana e o milagre eucarístico de Bolsena.

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