Diocese de Votuporanga


Igreja no Mundo
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Papa Francisco manifestou, dia 25/08, preocupação com as queimadas na Amazônia

A preocupação de Francisco em relação aos incêndios que têm ferido a Amazônia foi manifestada depois da oração mariana do Angelus neste domingo (25). A voz do Papa se une àquela dos bispos da América Latina que também demonstraram tristeza e, através de apelos públicos, pediram medidas urgentes em defesa da Amazônia.

“ Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Oremos para que, com o empenho de todos, sejam controlados o quanto antes. Aquele pulmão de florestas é vital para o nosso planeta. ”

O apelo do Papa Francisco veio neste domingo (25), depois da oração mariana do Angelus na Praça São Pedro. Depois de chefes de Estado da América e da Europa, e dos bispos das Conferências Episcopais da América Latina se manifestarem a respeito dos incêndios que vêm devastando a região amazônica, o Pontífice também demonstrou a sua preocupação com aquele que é “o pulmão de florestas vital para o planeta”.

https://www.vaticannews.va

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Igreja no Brasil trabalha para o desenvolvimento e promoção de uma cultura vocacional

A experiência eclesial cristã resgatada pelo Concílio Vaticano II suscitou na Igreja, a partir da Europa e depois na América Latina, uma grande preocupação com a questão vocacional. Esse contexto contribuiu para que, na Igreja do Brasil, passos significativos fossem dados com o objetivo de incrementar uma consciência vocacional em todo o povo de Deus, resgatando a comunidade eclesial como lugar da efetiva participação de todos os batizados na missão da Igreja.

Atualmente refletir a dinâmica vocacional a partir de uma eclesiologia de comunhão e participação é segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque tarefa de todos: “Toda a ação pastoral deve ser orientada para o discernimento vocacional, tendo como objetivo ajudar cada cristão a descobrir o caminho concreto para realizar o projeto de vida ao qual Deus o chama”.

Diante dos desafios que a pós-modernidade impõe, o bispo afirma que a questão vocacional se torna urgente e necessária, sobretudo, para se compreender e enfrentar as problemáticas oriundas de um acentuado individualismo. Para ele, a oração constitui o primeiro e insubstituível serviço que podemos oferecer à causa das vocações. “A comunidade que reza pelas vocações, que medita a partir da Palavra de Deus, que celebra a Liturgia com fervor e alegria, que oferece direção espiritual aos jovens, colabora incansavelmente para criar uma cultura vocacional”, salienta.

Na caminhada vocacional, alguns eventos foram determinantes para a construção da identidade que, hoje, caracteriza o serviço de animação vocacional na Igreja do Brasil. O mês vocacional é um desses exemplos. Assumido em âmbito nacional, em 1981, por dioceses e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), seu intuito é ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios.

Hoje cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. “O Mês Vocacional, consagrado há mais de três décadas em nosso país, se tornou uma grande convocação eclesial, tempo privilegiado para celebrar as diversas vocações e para intensificar a oração pelas vocações nas famílias, nos ambientes estudantis, em todos os grupos e comunidades eclesiais e para realizar ações concretas e tantas outras iniciativas, de forma envolvente e criativa ao longo deste abençoado mês”, diz dom José.

Congressos vocacionais – Outra iniciativa que também tem como preocupação o itinerário vocacional são os Congressos Vocacionais do Brasil. Organizados pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, eles trazem ao longo dos anos temas e lemas profundamente enraizados na Sagrada Escritura e inseridos na realidade contemporânea. Este ano com o tema “Vocação e Discernimento” e o lema “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25,4), o IV Congresso Vocacional do Brasil será realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP).

Segundo a equipe organizadora, a iniciativa deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais. “Um dos grandes objetivos do 4º. Congresso Vocacional é a promoção da Cultura Vocacional nas comunidades, para que o tema vocacional seja abraçado como prioridade essencial de nossa Igreja, assim como de fato o é: uma comunidade de chamados que assumem o papel de também chamar outros operários, nas mais diversas missões e carismas”, afirma o padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional.

O sacerdote reitera que o evento possibilitará a criação de um trabalho vocacional em redes, especialmente porque é adaptado à concretude das circunstâncias específicas de cada região do país. Neste contexto, ele explica que como parte da execução do 4º Congresso estão os pré-congressos que acontecem nos regionais de todo o Brasil e também da vida religiosa. “Estamos em um período bonito da promoção vocacional do Brasil. A cada novo encontro que acontece pelo Brasil vai se solidificando a necessidade e urgência de promover a Cultura Vocacional, e de uma maneira muito específica de possibilitar um discernimento vocacional que oriente as pessoas ao verdadeiro seguimento de Cristo, ouvindo a voz amorosa e exigente do Pai”, alega.

 

Neima Pereira dos Santos, de 49 anos, é membro da Pastoral Vocacional da diocese de Formosa (GO). Para ela, refletir sobre a vocação é trilhar um caminho de descobertas da própria identidade. “Vivemos num mundo cada vez mais fragmentado e veloz, há uma perda da identidade, falta um autêntico sentido de vida, principalmente em relação aos nossos jovens”, diz. Consagrada Secular do Instituto Secular Servas de Jesus Sacerdote, Neima vai participar ativamente do IV Congresso Vocacional.

Ela aponta a importância de um evento como esses em âmbito nacional. “Com a realização do 4º Congresso Vocacional teremos a oportunidade de refletir sobre os novos questionamentos e desafios vocacionais que nos são apresentados no contexto atual. Conheceremos as diferentes realidades e diversidades vocacionais e obstáculos a serem superados”, considera. Pensar em conjunto, amadurecer e aprofundar concretamente a questão vocacional é um dos desafios da Igreja no Brasil para os próximos anos. “O 4º Congresso Vocacional dará ânimo e vigor a todos os participantes e aos agentes da Pastoral Vocacional trazendo também novas luzes e pistas para a animação vocacional no Brasil”, finaliza.

Matéria Revista Bote Fé nº 28 – Edições CNBB

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Agosto mês vocacional

Dom Manoel João Francisco
Bispo de Cornélio Procópio

 

No Brasil já virou tradição rezar pelas vocações no mês de agosto. Vocação, como sabemos, é uma palavra derivada do verbo latino vocare que significa chamar. Vocação, portanto, é a resposta humana a um chamado divino.
Costuma-se distinguir cinco grandes tipos de vocação. Um não exclui o outro. Pelo contrário, se supõem e se completam.

O primeiro deles é a vocação à vida. Todos nós vivemos porque fomos chamados à existência. Ninguém vive porque decidiu viver. Alguém nos chamou para a vida.

Toda vocação corresponde a uma missão. A vocação à vida exige de nós o compromisso de defendê-la e de promovê-la em toda a sua amplitude: saúde, educação, oportunidade de trabalho, enfim, tudo o que permite a uma pessoa viver de modo digno. Neste sentido o Papa Francisco na Audiência Geral do dia 11 de junho deste ano voltou a afirmar que a vida é dom de Deus. Foi esta a sua exortação: “Somos chamados à defesa e ao serviço da vida desde a concepção no ventre materno até a idade avançada, quando ela é marcada pela enfermidade e pelo sofrimento. Não é lícito destruir a vida, torná-la objeto de experimentações ou falsas concepções. Peço-lhes que rezem para que a vida humana seja sempre respeitada, testemunhando assim os valores do Evangelho, especialmente no âmbito da família”.

O segundo tipo é a vocação à santidade. São Paulo diz que a vontade de Deus é a nossa santificação (1Ts 4,3). A vocação à santidade sempre foi necessária. Nos dias de hoje, porém, ela se faz mais urgente. São João Paulo II, ao iniciar o atual milênio, propôs, como primeira tarefa dos cristãos, a busca de santidade. Para ser santo não é necessário que se faça algo extraordinário. Basta viver com amor e fé as ocupações ordinárias de cada dia.

O terceiro é a vocação que nos leva a assumir um “estado de vida”. Esta vocação é de importância capital. Tão importante que, no linguajar comum, é nela que pensamos quando falamos em vocação. Quando alguém opta pelo matrimônio deve estar consciente que será esposo ou esposa vinte quatro horas por dia, pelo resto da vida. A mesma coisa acontece para os que escolhem a vida consagrada ou sacerdotal. Daí o cuidado que se deve ter na hora de decidir por este ou por aquele estado de vida.

O quarto tipo chama-se vocação profissional. O trabalho é uma das características do ser humano. A Palavra de Deus diz-nos que fomos criados à sua imagem e semelhança. Pelo trabalho, criamos novas realidades, refletimos a ação do Criador. No entanto, após o pecado, o trabalho tornou-se ambíguo. Em vez de contribuir no aperfeiçoamento da criação, pode tornar-se instrumento de dominação e destruição. Daí a importância de olharmos o trabalho como vocação e de escolhermos uma profissão que realmente nos realize. Não seria nada interessante passar oito ou mais horas por dia, durante dois terços de nossa vida realizando uma tarefa desagradável. Não teria graça viver. A santidade com muita probabilidade não seria alcançada. As pessoas com quem iríamos conviver, certamente teriam ao seu lado, uma pessoa mal-humorada e estressada.

A quinta possibilidade vocacional é a que acontece dentro da comunidade eclesial. Assumir serviços na Igreja é também uma vocação. Falando aos Apóstolos, Cristo fez questão de dizer que não tinham sido eles que o haviam escolhido, mas ele foi quem os escolhera. Numa outra oportunidade exorta-nos a pedir ao Senhor da messe para que mande operários para a sua messe. Hoje em nossa Igreja temos diversos ministérios. O exercício deles supõe o chamado divino e exige disponibilidade de quem se sente chamado. Se é graça o chamado, é graça também a resposta. Por isso, só se entende vocação num clima de fé e oração.

Neste ano, o mês vocacional está motivado com o lema: “Mostra-me Senhor os teus caminhos”. Vamos mobilizar nossas paróquias, nossas pastorais, nossos movimentos e nossos serviços. É preciso que neste mês de agosto, todas as nossas atividades e celebrações tenham alguma referência vocacional. Vamos rezar por nós mesmos para que o nosso entusiasmo pelo Reino se renove e ganhe mais vigor, vamos também pedir para que muitos irmãos e irmãs se despertem e venham somar conosco nesta linda tarefa de levar Cristo e semear paz nos corações de muitos irmãos e irmãs.

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Papa Francisco nomeia novo bispo para diocese Catanduva (SP)

O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 10 de julho, o novo bispo para a vacante diocese de Catanduva (SP). O escolhido foi o dom Valdir Mamede, atualmente bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF).

A diocese de Catanduva estava vacante desde outubro de 2018 e contou com a administração apostólica de dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, arcebispo emérito de Sorocaba (SP).

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem de congratulação a dom Valdir por ocasião de sua transferência.

Leia abaixo o texto na íntegra.

Saudação da CNBB a Dom Valdir Mamede

Brasília-DF, 10 de julho de 2019

Prezado Irmão, Dom Valdir Mamede,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) congratula-se com o senhor pela nomeação como bispo Catanduva (SP), anunciada, hoje, quarta-feira, 10 de julho, papa Francisco.

Agradecemos o seu trabalho realizado como bispo auxiliar em Brasília (DF), nestes últimos seis anos. Desejamos que esse novo tempo de pastoreio seja fecundo e cheio de alegrias para o senhor, para o clero e as comunidades de sua nova Igreja Particular.

Saudamos sua nomeação trazendo palavras inspiradoras do papa Francisco na Oração Mariana do Angelus, neste domingo (7), sobre o Evangelho de São Lucas (Lc 10,1-12.17-20), que apresenta Jesus enviando seus 72 discípulos, além dos 12 apóstolos, para pregar a Boa Nova. “Esse pedido de Jesus é sempre válido. Sempre devemos rezar ao ‘dono da messe’, isto é, Deus Pai, para que mande operários para trabalhar no seu campo que é o mundo. E, cada um de nós, deve fazê-lo com o coração aberto, com uma atitude missionária; a nossa oração não deve se limitar somente ao que precisamos, às nossas necessidades: uma oração é realmente cristã se também tiver uma dimensão universal”.

Em Cristo,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

FONTE: CNBB

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De Maria Rita a Irmã Dulce

Os primeiros passos

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914, em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. O bebê veio ao mundo na Rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo. A menina Maria Rita foi uma criança cheia de alegria, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol - era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time formado pela classe trabalhadora e os excluídos sociais.

Aos sete anos, em 1921, perde sua mãe Dulce, que tinha apenas 26 anos. No ano seguinte, junto com seus irmãos Augusto e Dulce (a querida Dulcinha), faz a primeira comunhão na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

A vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha. Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, traços marcantes revelados quando ainda era muito novinha, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. Também é nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Em 08 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entra então para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado mesmo para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe. Nessa mesma época, começa a atender também os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações – o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugura o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

O amor e o serviço aos pobres e doentes

Em 1939, Irmã Dulce invade cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrina durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Por fim, em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro. Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.

O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros de diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouvia do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Irmã Dulce e o Papa João Paulo II voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom do Brasil.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor de milhares de pessoas simples e anônimas. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, uma verdadeira obra de amor aos pobres e doentes.

Fonte: www.irmadulce.org.br

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Canonização de Irmã Dulce e mais quatro beatos será no dia 13 de outubro

O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira (1º/07), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.

Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro próximo.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Fonte: Vatican News

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Prorrogado prazo de inscrição do concurso para a letra do hino da CF 2020

Nesta segunda-feira, 25 de junho, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia prorrogou até o dia 22 de julho o prazo para a inscrição do concurso para a letra do hino da Campanha da Fraternidade 2020.

Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (cf. Lc 10,33-34), a Campanha da Fraternidade 2020 tem como objetivo despertar para o sentido da vida como dom e compromisso, recriando relações fecundas na família, na comunidade e na sociedade, à luz da palavra de Deus.

Neste sentido, o edital para a letra do hino da CF 2020 traz algumas características que devem ser observadas pelos compositores. A letra do hino deverá traduzir em linguagem poética os conteúdos do tema, lema, objetivos evitando explicitações desnecessárias, moralismos ou chavões. Além disso, deve buscar inspiração na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja.

A força do texto deverá reavivar a esperança, a criatividade, o compromisso cristão. O compositor deve observar também o uso do emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.

Em relação aos critérios para a análise da qualidade literária do texto, tratando-se de forma poética, serão observados em especial, o emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.  As qualidades do estilo, em especial quanto aos princípios a correção, da originalidade e da harmonia também serão levados em consideração.

Inscrição

As composições deverão ser enviadas à CNBB, VIA SEDEX, trazendo apenas o pseudônimo (nome de fantasia) do (a) autor (a), no remetente. Dentro da correspondência, em um envelope fechado, deve ter o nome verdadeiro do (a) compositor (a), junto com o termo de Cessão de Direitos Autorais (Cf. ANEXO I), preenchido e assinado, no endereço mencionado no edital.

Confira o edital completo em www.cnbb.org.br

Fonte: CNBB

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Conheça a história da Festa de Corpus Christi

Todas as quintas-feiras, depois da oitava de Pentecostes, a Igreja celebra a festa de Corpus Christi, mas nem sempre foi assim. Vejamos, então, como essa festa tomou a proporção que ela tem hoje.

História

Uma primeira coisa a saber é que não existe registo do culto ao Santíssimo Sacramento fora da Missa no primeiro milênio. Nesse período, a Eucaristia ministrada fora da Missa era somente para os doentes.

A partir do segundo milênio, no entanto, por meio de um movimento eucarístico, cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124, pelo Bispo Albero em Liége, na Bélgica, podemos constatar costumes eucarísticos: exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e, consequentemente, a festa do Corpus Christi.

A Solenidade em honra ao Corpo do Senhor – “Corpus Chisti” –, que hoje celebramos na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, mais precisamente depois da festa da Santíssima Trindade, é oficializada somente em 1264 pelo Papa Urbano IV.

Como bem sabemos, Deus costuma se revelar aos humildes e pequenos, e Ele se utilizou de uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi.  Segundo os registros da Igreja, Santa Juliana de Cornillon, em 1258, numa revelação particular, teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini.

Santa Juliana nasceu, em 1191, nos arredores de Liège, na Bélgica. Essa localidade é importante, e, naquele tempo, era conhecida como “cenáculo eucarístico”. Nessa cidade, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa.

Tendo ficado órfã aos cinco anos de idade, Juliana, com a sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont Cornillon. Mais tarde, ela também uma monja agostiniana, era dotada de um profundo sentido da presença de Cristo, que experimentava vivendo, de modo particular, o Sacramento da Eucaristia.

Com a idade de 16 anos, teve a primeira visão. Via a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Durante cerca de 20 anos, Juliana, que entretanto se tinha tornado priora do convento, conservou no segredo essa revelação. Depois, confiou o segredo a outras duas fervorosas adoradoras da Eucaristia: Eva e Isabel. Juliana comunicou essa imagem também a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége. Mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Quiseram envolver também um sacerdote muito estimado, João de Lausanne, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre aquilo que elas estimavam.

Foi precisamente o Bispo de Liége, Dom Roberto de Thourotte, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana e das suas companheiras, e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi na sua diocese, precisamente na paróquia de Sainte Martin. Mais tarde, também outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais. Depois, tornou-se festa nacional da Bélgica.

A festa ficou conhecida

Dessa forma, a festa foi crescendo cada vez mais, e outros bispos faziam a mesma coisa em sua diocese. Tomou tal proporção, que veio a tornar-se não só uma festa do território da Bélgica, mas sim de todo o mundo. Sendo que, a festa mundial de Corpus Christi foi decretada oficialmente somente, em 1264, seis anos após a morte de irmã Juliana, em 1258, com 66 anos.

Na cela onde jazia, foi exposto o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana faleceu contemplando, com um ímpeto de amor, a Jesus Eucaristia, por ela sempre amado, honrado e adorado.

Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada, em 1599, pelo Papa Clemente VIII.  Como vimos, ela morreu sem ver a procissão de forma mundial.

Depois da morte do Papa Alexandre IV, foi eleito o novo Papa, o cardeal Jacques Panteleón. Naquela época, a corte papal era em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde, em 1264, aconteceu o famoso Milagre de Bolsena.

Em que consiste esse milagre? Um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a verdade da transubstanciação, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia da cidade de Praga a Roma, ao celebrar a Santa Missa na tumba de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, Itália, no momento da consagração, viu escorrer sangue da Hóstia Consagrada, banhando o corporal, os linhos litúrgicos e também a pedra do altar, que ficaram banhados de sangue.

O sacerdote, impressionado com o que viu, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que mandou a Bolsena o Bispo Giacomo, para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o linho ensanguentado. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. O Pontífice foi ao encontro do Bispo até a ponte do Rio Claro, hoje atual Ponte do Sol. O Papa pegou as relíquias e mostrou à população da cidade.

O Santo Padre, movido pelo pelas visões de Santa Juliana, pelo prodígio e também a petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula Transiturus de hoc mundo, em 11 de agosto de 1264. Esses fatos foram marcantes para se estabelecer a festa de Corpus Christi.

A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena, em 1311, ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, foi promulgada uma recompilação das leis por João XXII e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Foi assim que a festa de Corpus Chisti aconteceu, tendo como testemunho estes dois fatos: as visões de Santa Juliana e o milagre eucarístico de Bolsena.

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Falece jovem com câncer terminal ordenado sacerdote em cama de hospital

Faleceu nesta segunda-feira, 17 de junho, Pe. Michal Los, o jovem com câncer terminal que foi ordenado sacerdote no mês passado em uma cama de hospital, após receber a autorização do Papa Francisco.

Em um comunicado em sua página no Facebook, a Congregação dos Filhos da Divina Providência (Orionitas) da Polônia expressou seu pesar pelo falecimento e Pe. Michal Los. “Acreditamos que mele se encontrou com Cristo ressuscitado, a quem desejava servir como sacerdote”, manifestaram, ao agradecer também pelas “orações e apoio”.

Por sua vez, os Orionitas no Brasil informaram por meio de sua página no Facebook que o sacerdote polonês “celebrou sua Páscoa às 11h53 e agora está para sempre nos braços do Bom Pai”.

“Vamos orar e rezar, agradecendo ao Senhor por tê-lo dado a nós como testemunha de grande Fé e amor. Não foi a morte que tirou a sua vida, mas sim quem a deu por amor a Cristo e aos pobres”, assinalam.

Família Orionita comunica com pesar o falecimento do religioso polonês, Padre Michael, que celebrou sua Páscoa às 11h53 e agora está para sempre nos braços do Bom Pai. 
Vamos orar e rezar, agradecendo ao Senhor por tê-lo dado a nós como testemunha de grande Fé e amor. Não foi a morte que tirou a sua vida, mas sim quem a deu por amor a Cristo e aos pobres.

Deus o abençoe.

Dai-lhe, Senhor o descanso eterno.

Pe. Michal foi ordenado diácono e sacerdote da Igreja Católica em 24 de maio de 2019, na cama do hospital militar de Varsóvia (Polônia), graças a uma permissão e à dispensa concedida pelo Papa Francisco.

A cerimônia foi celebrada pelo Bispo Auxiliar de Varsóvia-Praga, Dom Marek Solarczyk, em companhia de outros sacerdotes da congregação e familiares.

O novo sacerdote pôde celebrar sua primeira Missa no dia 26 de maio. A imagem de sua primeira celebração foi compartilhada nas redes sociais e se tornou viral em todo o mundo.

No último dia 7 de junho, quando celebrava seu aniversário, Pe. Michal Los recebeu no hospital a visita do presidente da Polônia, Andrzej Duda, ao qual abençoou.

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Assembleia do Regional estuda novas Diretrizes, celebra jubileu missionário e elege presidência

Nos últimos três dias em Indaiatuba (SP), o episcopado paulista definiu o futuro dos trabalhos pastorais e comemorou os 25 anos de presença missionária na Amazônia

Os 51 bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que estão em Itaici, Indaiatuba (SP), desde a última terça-feira, dia 11, até a manhã desta quinta-feira, dia 13, para a realização de sua 82ª Assembleia, estabeleceram o futuro das atividades pastorais.

Durante os três dias de trabalhos, o episcopado, juntamente com os padres coordenadores diocesanos de pastoral e representantes dos Organismos ligados ao Regional, dividiu o tempo entre momentos de oração, estudos, votação e debates pastorais.

O texto das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019-2023) foi o tema central da Assembleia refletido pelo bispo diocesano de Jales (SP), Dom José Reginaldo Andrietta.

ELEIÇÃO
Na oportunidade, o episcopado paulista elegeu sua nova presidência: Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), foi reeleito presidente; continuou como vice-presidente, o bispo diocesano de Guarulhos (SP), Dom Edmilson Amador Caetano, e Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, foi escolhido como secretário-geral. “Prossigamos com comunhão e fraternidade no trabalho pastoral em nossas dioceses, Organismos e em todo o Regional”, ressaltou o Dom Pedro Luiz durante a celebração da missa.

Para as sub-regiões de Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto 1 e 2, Sorocaba e de São Paulo 1 e 2, foram escolhidos, respectivamente, como representantes: Dom José Carlos Chacorowski, Dom Benedito Gonçalves dos Santos, Dom Eduardo Malaspina, Dom Moacir Silva, Dom Milton Kenan Junior, Dom Julio Endi Akamine, SAC, Cardeal Odilo Pedro Scherer e Dom João Bosco Barbosa de Sousa, OFM.

JUBILEU
Para comemorar o Jubileu de Prata da presença missionária do Regional Sul 1 no Regional Norte 1 da CNBB, no decorrer da Assembleia, foi lançada a Edição “25 anos da Missão Amazônia”. A publicação conta com memórias e testemunhos ao longo das duas décadas e meia de comunhão e solidariedade entre os regionais.

Com colaboração do Pe. Tiago Barbosa; Fotos: Eduardo Tarcia | pela Comissão de Comunicação do Regional

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Bispos paulistas elegem nova presidência do Regional Sul 1

Dom Pedro Luiz Stringhini foi reeleito como presidente para o próximo quadriênio. Dom Edmilson Amador Caetano, também reeleito, e Dom Luiz Carlos Dias, serão, respectivamente, vice-presidente e secretário-geral.

Na tarde desta quarta-feira, dia 12, em Itaici, Indaiatuba (SP), os bispos do Estado de São Paulo elegeram a nova presidência para o quadriênio 2019-2023. Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), foi reeleito presidente do Regional Sul 1 e, como vice-presidente, o bispo diocesano de Guarulhos (SP), Dom Edmilson Amador Caetano.

Para a função de secretário, o episcopado paulista elegeu Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Até o mês de agosto, a nova presidência deve escolher os bispos e assessores para as oito Comissões Episcopais Pastorais.

DESAFIO –A vigência do trabalho da nova equipe coincide com a aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em maio deste ano.

Texto e foto do Pe. Tiago Barbosa | pela Comissão de Comunicação do Regional

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Trabalho missionário é destaque na 82ª Assembleia dos Bispos

Encontro contou com a presença de representantes do Regional Norte 1 que, há 25 anos, recebe ministros ordenados e leigos paulistas. Membros da Infância e Adolescência Missionária (IAM) de todo o Estado destinaram cerca de $150 mil reais para a aquisição de poços artesianos na Diocese africana de Pemba

Na manhã desta terça-feira, dia 12, a dimensão missionária foi o centro da reflexão da 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A missa, celebrada nas primeiras horas do dia, recordou os 25 anos do projeto de comunhão e solidariedade entre os regionais Sul 1 e Norte 1. “A missão é para todos”, ressaltou o Cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), durante a homilia, ao explicar que as atividades missionárias buscam fazer a transição de uma pastoral de visita para um trabalho de permanência nas comunidades de periferia, como pede o Papa Francisco.

O momento de ação de graças ainda contou com a presença de representantes da Infância e Adolescência Missionária (IAM). A participação concluiu o Projeto “Dá-me de beber” que, no último ano, arrecadou nas dioceses paulistas um montante de aproximadamente $150 mil reais, destinados à construção de poços artesianos em Moçambique.

Durante a sessão conjunta, a Assembleia proporcionou a explicação do Sínodo Pan-Amazônico e das atividades missionárias do Regional paulista no Estado do Amazonas e em Moçambique, na Diocese de Pemba.

As atividades contaram com a presença de representantes do Regional Norte 1 que, na oportunidade, agradeceram à parceria firmada: “Trago, com alegria e gratidão, a presença fraterna dos missionários paulistas na Igreja da Amazônia. Abrimos nossos braços e dilatamos nossos corações para a continuidade do projeto”, disse Dom Mário Antônio da Silva, bispo diocesano de Roraima (RR) e 2º vice-presidente da CNBB.

PUBLICAÇÕES

O Regional Sul 1 lançou a Edição Especial “25 anos da Missão Amazônia”. A publicação conta com testemunhos e memórias sobre as duas décadas e meia de atividades missionárias entre os regionais. “O caminho percorrido até aqui estimula o Regional a ser cada vez mais uma Igreja em estado permanente de missão”, afirmou o presidente Dom Pedro Luiz Stringhini.

Também o bispo auxiliar de São Carlos (SP), Dom Eduardo Malaspina, presenteou os participantes com o livro “Eu vos escolhi – A missão em cinco passos”, de sua autoria: “Trata-se de um texto de espiritualidade e de indicações pastorais sobre a missão”, explicou.

Com colaboração do Pe. Tiago Barbosa; Fotos: Eduardo Tarcia | pela Comissão de Comunicação do Regional 

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Santo Antônio: a devoção brasileira ao santo português que dedicou a vida a caridade

“Quem segue verdadeiramente a Cristo deseja que todos o sigam e, por isso, volta-se para o próximo com solicitude de ânimo, devota oração e pregação da Palavra” (Santo Antônio)

Nesta quinta-feira, 13 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de Santo Antônio de Pádua, também chamado Santo Antônio de Lisboa, cidade onde nasceu. O santo português, que ganhou fama de ser casamenteiro, pois em certa ocasião intercedeu por uma jovem que teria conseguido fazer um ótimo casamento, é muito popular também por ser o santo das coisas perdidas.

Frade franciscano, Santo Antônio tem particular ligação com a Igreja no Brasil, onde 5 arquidioceses e 10 dioceses o tomam por padroeiro ou titular. Também são 24 as catedrais dedicadas ao santo e 13 municípios brasileiros que o têm como padroeiro.

O município e a diocese de Nova Iguaçu (RJ) estão nesta lista. A festa de Santo Antônio é a maior e mais popular da cidade e consegue mobilizar vários setores da vida religiosa, social e cultural, descasa o bispo de Nova Iguaçu, dom Gilson Andrade da Silva.

“Quando um santo alcança tal popularidade revela que sua palavra e vida nunca perdem a atualidade, ou seja, que o Evangelho que ele pregou e viveu consegue inspirar todas as gerações e culturas, ajudando-as a dar o melhor de si”, afirma.

Ainda segundo dom Gilson,  o povo brasileiro se identificou muito com a figura de Santo Antônio pelo seu exemplo e zelo de pastor e pela sua sensibilidade para com os sofridos e mais pobres. “É um santo que entrou no coração e na alma do povo”.

Nascido em 1195, em Lisboa, o jovem Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo, nome de batismo de Santo Antônio, ingressou na Ordem dos Agostinianos aos 15 anos. Dez anos depois, já em Coimbra, foi ordenado sacerdote e adotou o nome de Antônio ao ingressar na Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis.

Lá viveu de maneira simples entre os frades, até que um dia precisou substituir um pregador que faltou numa grande festa e fez a homilia. Com excelente oratória e profundo conhecimento das Sagradas Escrituras, se destacou e, então foi nomeado pregador oficial dos Franciscanos e professor de Teologia, tornando-se famoso por suas pregações.

Para dom Tarcísio Nascentes dos Santos, bispo de Duque de Caxias (RJ), cidade que também tem o santo como padroeiro municipal e da catedral, “Santo Antônio contribuiu, para a Igreja no Brasil e no mundo, de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico”.

Segundo dom Tarcísio, no último período da sua vida, Antônio escreveu dois ciclos de “Sermões”, intitulados, respectivamente, “Sermões dominicais” e “Sermões sobre os santos”, destinados aos pregadores e professores de estudos teológicos da ordem franciscana.

“Nos ‘Sermões’, ele fala da oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que envolve suavemente a alma em oração”, destaca. 

Aproveitando a festa de seu padroeiro, a diocese de Piracicaba, lança a Revista “Jubileu”, nesta quinta-feira, durante a missa solene, presidida pelo bispo diocesano, dom Fernando Mason, na Sé Catedral Santo Antônio, em Piracicaba (SP). A publicação faz parte da programação celebrativa do Jubileu de Brilhante (75 anos) de criação e instalação da diocese de Piracicaba.

Padroeiro de Pádua e de Lisboa, o santo venerado por suas pregações, vida de penitência e pelos milagres morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231 aos 36 anos de idade. Seu corpo foi sepultado numa basílica que se tornou lugar de peregrinação. Ele foi canonizado no ano seguinte pelo papa Gregório IX. E foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII.

Santo casamenteiro e dos objetos perdidos

A história retrata que a fama de casamenteiro se deu porque Santo Antônio teria atendido aos rogos de uma moça que para casar precisava um dote. De acordo com a agência ACI Digital, a moça teria recebido de Santo Antônio um bilhete para entregar a um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata segundo o peso do papel. Pensando que o papel pesaria muito pouco ele aceitou. Mas foram necessários 400 escudos da prata para que a balança chegasse ao equilíbrio. O comerciante lembrou-se de uma promessa que havia feito a Santo Antônio e não havia cumprido: dar 400 escudos de prata. A jovem recebeu a quantia e pode assim casar-se.

Além disso, segundo a ACI Digital, o santo é invocado para encontrar objetos perdidos, talvez porque certo dia um noviço fugiu do convento com um saltério que ele usava. Santo Antônio orou para recuperar o seu livro e o noviço se viu diante de uma aparição terrível e ameaçadora que o obrigou a regressar e devolver o que roubou.

Diz-se também que em uma ocasião, enquanto orava, apareceu-lhe o menino Jesus e o santo segurou-o em seus braços e por esta razão, até hoje, é representado sustentando o menino Deus. Santo Antônio é patrono das mulheres estéreis, dos pobres, dos viajantes, dos pedreiros, dos padeiros, entre outros. Devido à sua caridade com os pobres, com frequência se representa Santo Antônio oferecendo pão a indigentes.

Arquidioceses:
Diamantina
Juiz de Fora
Olinda e Recife

Dioceses:
Alagoinhas
Campo Maior
Chapecó
Guarapuava
Jequié
Nova Iguaçu
Osasco
Piracicaba
Ruy Barbosa
Teixeira de Freitas-Caravelas

Arquidioceses de padroeiro secundário:
Campo Grande
Uberaba

Catedrais dedicadas:
Aparecida (Guaratinguetá)
Diamantina
Juiz de Fora
Alagoinhas
Borba
Campanha
Campo Grande
Campo Maior
Caravelas
Chapecó
Duque de Caxias
Frederico Westphalen
Garanhuns
Governador Valadares
Guaxupé
Nova Iguaçu
Osasco
Paracatu
Patos de Minas
Piracicaba
Propriá
Rui Barbosa
Sete Lagoas
Zé Doca

Cidades Padroeiro Municipal
Araçuaí
Balsas
Borba
Diamantina
Duque de Caxias
Garanhuns
Jardins
Juiz de Fora
Lins
Nova Iguaçu
Paracatu
Recife
Zé Doca

FONTE: CNBB

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Assembleia Regional dos bispos começa na próxima terça-feira (11/06), em Itaici, Indaiatuba

Está marcada para o dia 12 de junho a eleição da nova presidência da entidade. Atualmente, o presidente da entidade é Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Mogi das Cruzes, que ocupa o cargo desde o começo de junho do ano passado, após transferência do então presidente, dom Airton José dos Santos, para a Arquidiocese de Mariana (MG).

A 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as dioceses do Estado de São Paulo, acontecerá entre os dias 11 a 13 de junho, em Itaici, Indaiatuba (SP).

Neste ano, a Assembleia anual será eletiva e terá como tema central «As Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para 2019-2023, aprovadas pela Assembleia Geral da CNBB, e suas implicações para o Regional».

O encontro acontecerá no Centro de Espiritualidade Inaciana (CEI) e contará com a participação dos bispos e convidados das 6 arquidioceses, 35 dioceses e das 6 Regiões Episcopais da Arquidiocese de São Paulo. São esperados 143 participantes, entre bispos, padres coordenadores diocesanos de pastoral, padres secretários das Sub-Regiões Pastorais e representantes dos Organismos vinculados ao Regional Sul 1.

Para esta Assembleia, também está prevista a seguinte pauta:Revisão do Regulamento do Regional; Relatório das Comissões Episcopais de Pastoral; Relatório da Presidência; Eleição da Presidência do Regional para o próximo quadriênio (2019-2023); Eleição dos Delegados para o Conselho Permanente da CNBB e suplente; os Presidentes das sub-regiões pastorais e das Comissões Episcopais; Conselho Econômico; Conselho Fiscal e suplentes.

A Assembleia começará na terça-feira, 11 de junho, às 15h00, com a Celebração de Abertura presidida por Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Mogi das Cruzes e Presidente do Regional.

Imprensa: Credenciamento para cobertura pelo telefone 11 3253-6788 ou pelo e-mail cnbbs1@cnbbsul1.org.br. Após o credenciamento, as entrevistas com os bispos serão agendadas com o assessor Renato Papis, no próprio local, contato: 11 97544-8285.

Nas redes sociais use: #82ªABCNBBSul1

De São Paulo, Renato Papis, MTb 61012/SP

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Igreja celebra Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2019 (SOUC) que, no hemisfério norte, é celebrada de 18 a 25 de janeiro, terá como tema “Procurarás a justiça, nada além da justiça” (Dt 16.11-20). Realizada mundialmente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a SOUC acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

No hemisfério sul (inclusive no Brasil), a Semana de Oração será celebrada na semana de Pentecostes, que neste ano será entre 2 e 9 de junho.

SOUC

De acordo com a Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastora Romi Márcia Bencke, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2019 foi preparada por cristãos e cristãs da Indonésia.

O país tem uma população de 265 milhões de pessoas, das quais 86% se identificam como muçulmanas 10% como cristãos, de diferentes tradições. A Indonésia é a maior nação do sudeste da Ásia. Sua diversidade se expressa em 1.340 grupos étnicos e 740 línguas locais. O idioma nacional é o Bahasa Indonésio.

Divulgação/CONIC

CONIC: Conselho Naiconal de Igrejas Cristãs do Brasil.

Ainda de acordo com a Secretária Geral do CONIC, “a nação orienta-se em cinco princípios: crença em um único Deus, humanidade justa e civilizada, unidade da Indonésia, democracia guiada por sabedoria interna e unanimidade vinda de deliberações entre os representantes e justiça social para todo o povo. O lema do país é ‘Bhineka Tungal Ika’, que significa ‘Unidade na Diversidade’”.

Iniciativas no Brasil

No Brasil, as principais atividades da SOUC têm sido as celebrações ecumênicas ao longo da Semana, com a realização de seminários, troca de púlpito, rodas de conversa sobre ecumenismo ou sobre o tema da Semana de Oração, programas de rádio, televisão e audiências públicas sobre diversidade religiosa.

Oferta da SOUC

A Pra. Romi Márcia destacou que a oferta da SOUC remete ao gesto da partilha presente nas antigas comunidades cristãs. “Simboliza a nossa capacidade de desprendimento e espírito comunitário. É a nossa contribuição concreta para o ecumenismo”, completou.

Os valores arrecadados ao longo da semana têm os seguintes destinos: 40% da coletapermanecem para a representação regional do CONIC (onde houver). Esses valores arrecadados contribuem para a motivação do ecumenismo em diferentes regiões, com a organização de seminários, encontros e oficinas de formação.

Os outros 60% da coleta são enviados para o CONIC Nacional: este recurso irá subsidiar a elaboração dos cadernos do próximo ano.

No site do CONIC, é possível saber onde existem grupos ecumênicos locais.

Fonte: conic.org.br

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Papa na Romênia: uma sociedade é civil quando cuida dos mais pobres

O Papa Francisco deixou o Vaticano, na manhã desta sexta-feira (31/5), para mais uma Viagem Apostólica do seu Pontificado, é a sua 30ª viagem, que o leva à Romênia.

Depois da acolhida no aeroporto de Bucareste o Papa fez uma visita de cortesia ao Presidente romeno Klaus Werner Iohannis no Palácio presidencial, local do encontro com as Autoridades, a Sociedade civil, os Representantes de várias confissões religiosas e o Corpo Diplomático.

Após as palavras de boas-vindas do Presidente, o Papa Francisco pronunciou seu discurso expressando sua alegria:

“ Estou feliz por me encontrar nesta “?ar? frumoas?, terra formosa, vinte anos depois da visita de São João Paulo II e no semestre em que a Romênia – pela primeira vez desde que começou a fazer parte da União Europeia – preside ao Conselho Europeu ”

Depois de lembrar dos 30 anos passados desde que a Romênia se libertou do regime que oprimia a liberdade civil e religiosa, o Papa elogiou a reconstrução e o trabalho feito através “do pluralismo das forças políticas e sociais e do seu diálogo mútuo através do reconhecimento fundamental da liberdade religiosa e da plena integração do país no mais amplo cenário internacional”.

Fenômeno da emigração

Porém continuou Francisco,

“ É preciso reconhecer que as transformações, tornadas necessárias pela abertura de uma nova era, acarretaram consigo – juntamente com as conquistas positivas – o aparecimento de inevitáveis obstáculos que se devem superar e de consequências para a estabilidade social e a própria administração do território nem sempre fáceis de gerir ”

Neste ponto recordou o fenômeno da emigração da população à procura de novas oportunidades de trabalho, levando ao “despovoamento de muitas localidades” que pesa inevitavelmente “na qualidade de vida em tais terras e enfraquecimento das raízes culturais e espirituais que sustentam nas adversidades”.

Caminhar juntos

Para enfrentar estes problemas, afirma o Papa “é preciso aumentar a colaboração positiva das forças políticas, econômicas, sociais e espirituais”

“ É necessário caminhar juntos e que todos se comprometam, convictamente, a não renunciar à vocação mais nobre a que deve aspirar um Estado: ocupar-se do bem comum do seu povo ”

“Assim – continua o Pontífice – pode-se construir uma sociedade inclusiva, na qual cada um, disponibilizando os seus próprios talentos e competências (…) se torne protagonista do bem comum”. De fato, conclui “quanto mais uma sociedade se dedica aos mais desfavorecidos, tanto mais se pode dizer verdadeiramente civil”.

E para alcançar estes objetivos: “É preciso que tudo isto tenha uma alma, um coração e uma direção clara de marcha, imposta, (…) pela consciência da centralidade da pessoa humana e dos seus direitos inalienáveis”. E o Papa continua “para um desenvolvimento sustentável harmonioso (…) não é suficiente atualizar as teorias econômicas, nem bastam – apesar de necessárias – as técnicas e capacidades profissionais. Com efeito, trata-se de desenvolver, juntamente com as condições materiais, a alma de todo o povo”.

A Igreja Católica quer dar a sua contribuição

“ Neste sentido as Igrejas cristãs podem ajudar a reencontrar e alentar o coração pulsante de onde fazer fluir uma ação política e social que parta da dignidade da pessoa e leve a empenhar-se, leal e generosamente, pelo bem comum da coletividade ”

Por fim, falando do trabalho das Igrejas cristãs esclarece que “a Igreja Católica quer colocar-se neste sulco, quer dar a sua contribuição para a construção da sociedade, deseja ser sinal de harmonia, esperança de unidade e colocar-se ao serviço da dignidade humana e do bem comum”.

O Papa concluiu o seu discurso desejando à Romênia “paz e prosperidade” e invocando sobre “toda a população abundância de bênçãos divinas”.

Via Vatican News

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Devotos aguardam, com alegria, a data da canonização de Irmã Dulce, o “Anjo Bom da Bahia”

Irmã Dulce será proclamada santa! Esta é a notícia que percorre o mundo e enche de alegria os corações dos fiéis, de forma particular, os da arquidiocese de Salvador desde o dia 14 de maio, quando a Santa Sé divulgou que o segundo milagre por intercessão do “Anjo Bom da Bahia” – como Irmã Dulce é conhecida – havia sido reconhecido pelo Papa Francisco no dia anterior (13).

Todos nós fomos tomados pela alegre surpresa. Sabíamos que tudo isso estava bem adiantado, mas não sabíamos que em ‘tal dia’ o milagre seria reconhecido”, disse o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, durante coletiva de imprensa, na capital baiana, na tarde do dia 14.

Na expectativa
A primeira atividade logo após o anúncio da canonização foi a celebração da missa em ação de graças, que aconteceu no Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, localizado no Largo de Roma, em Salvador, ao lado do Hospital Santo Antônio da OSID. É neste templo que estão os restos mortais da futura santa. Em seguida, os fiéis uniram as mãos para dar um abraço simbólico na OSID. “Para nós, este momento está sendo de grande alegria para toda a congregação, tanto aqui no Brasil quanto nas casas que estão localizadas em outros países. É uma honra muito grande termos em nossa congregação uma Irmã que se fez grande missionária e que se fez santa do povo brasileiro e do mundo inteiro”, disse a Irmã Leonilda Cipriano, da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

A data da canonização de Irmã Dulce será marcada durante o Consistório dos Cardeais, marcado para julho, quando o Papa anunciará oficialmente de quem foram reconhecidos os milagres. De acordo com dom Murilo, “a canonização, formalmente, acontece em Roma e é presidida pelo Papa. Excepcionalmente é fora de Roma, mas, mesmo assim, sempre presidida pelo Papa. Somente a partir da Missa de Canonização, o Papa proclama e entra no catálogo dos santos é que se pode chamar Santa Dulce dos Pobres, e que se poderá celebrar missa em qualquer lugar do mundo. Já não será mais um culto restrito, mas em qualquer parte”, afirmou dom Murilo.

A celebração de canonização, em Roma, acontece sempre em um domingo. No dia seguinte, em uma Igreja, também em Roma, é celebrada a primeira missa em honra da santa e esta missa será presidida pelo bispo diocesano, neste caso dom Murilo. Já no domingo seguinte à canonização, será celebrada, em Salvador, a primeira missa oficial da santa.

Recuperação da visão
O milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce é ligado à visão. De acordo com dom Murilo, embora ainda não se possa dar muitas informações, um homem que há 14 anos estava cego suplicou a intercessão da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres para aliviar o seu sofrimento. Na manhã do dia seguinte, ao acordar, estava enxergando. “Foram colhidos testemunhos de médicos, de pessoas que conheciam esta pessoa que recebeu o milagre. Enfim, foi feito um processo muito bem elaborado, e esse processo foi encaminhado para Roma”, disse o arcebispo.

Em Roma, um fato como este passa por uma primeira comissão, que é a comissão de médicos especialistas naquele campo da saúde em que houve algo extraordinário. Não importa se o médico é católico, de outra igreja ou ateu, o que importa é que ele seja especialista na matéria e que possa testificar que, realmente, não há uma explicação científica para aquele acontecimento. A maioria dos fatos não é aprovada por esta comissão”, esclareceu dom Murilo.

A segunda etapa desse processo acontece quando o fato é direcionado a uma comissão de teólogos, que é mais severa do que a comissão de médicos, já que alguns precisam tentar provar que não houve nada de extraordinário, não houve milagre. Após passar por esta comissão, o caso é levado para uma comissão formada por cardeais, que estuda o parecer dos médicos e dos teólogos e apresenta um parecer para o Papa.

O médico perito, Sandro Barral, das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), foi o primeiro a ter contato com o miraculado. De acordo com ele, os exames são de um paciente cego, mesmo ele já enxergando. “Os exames mostram uma visão extremamente comprometida. Ele era uma pessoa que andava com cão-guia e agora enxerga normal. A doença dele começou no ano de 1998 e ele foi, progressivamente, perdendo a visão”, contou o médico.

Para Maria Rita Lopes Pontes, sobrinha de Irmã Dulce e superintendente da OSID, a notícia é uma verdadeira graça. “Nós já esperávamos, mesmo sabendo que foi tudo muito rápido. Esse caso, quando puder ser divulgado, ele vai ser um caso de superação. Não só por ter preenchido os três requisitos de um milagre: instantâneo, duradouro e que a ciência não explica, mas um caso de superação da pessoa, que tem muita fé, muita força, muita resiliência. E eu acho que a gente deve se espelhar, também, na vida dessa pessoa, para que quando a gente estiver em um momento de dificuldade possamos confiar em Deus”, afirmou.

CNBB em comunhão
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem a dom Murilo Krieger por ocasião da canonização de irmã Dulce. No texto, assinado pela Presidência, a entidade coloca-se unida ao arcebispo de Salvador e ao povo baiano “na ação de graças pela canonização da querida Irmã Dulce dos Pobres”. Para a CNBB, a alegria pelo anúncio é de todos brasileiros.

Com seu amor a Deus inseparável do amor aos pobres, Irmã Dulce, em meio a sofrimentos próprios, ensinou-nos que somos consolados em nossas tribulações para que, desse modo, possamos também nós consolar os que sofrem”, afirma a CNBB.

O desejo da Conferência episcopal é que a alegria da notícia da canonização de uma brasileira, “mulher frágil no meio dos frágeis, mãe dos pobres e abandonados, nos ensine a seguir sempre buscando e concretizando caminhos de solidariedade e paz”.

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Papa Francisco: o aborto nunca é a resposta ideal para as famílias

Neste sábado, 25, o Papa recebeu, no Vaticano, participantes do Encontro internacional “Sim à vida: cuidado com o precioso dom da vida na fragilidade”

O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado, 25, na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 300 participantes do Encontro Internacional intitulado “Yes to Life (Sim à vida): cuidado com o precioso dom da vida na fragilidade”. O encontro é promovido pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida e pela Fundação “O Coração em uma gota”, que acolhe crianças recém-nascidas em extrema fragilidade.

Em seu discurso, o Santo Padre disse que as crianças, em alguns casos, são definidas pela cultura do descarte como incompatíveis com a vida. “Nenhum ser humano jamais pode ser incompatível com a vida, seja pela sua idade, pela sua saúde e pela qualidade da sua existência. Toda criança, desde o seio da sua mãe, é um dom, que muda a história de uma família. Ela deve ser sempre bem-vinda, amada e cuidada”, sublinhou.

Segundo o Pontífice, quando uma mulher descobre que está esperando um filho, sente a profunda sensação de um mistério, que cresce dentro de si, permeia todo o seu ser e a torna mãe. Entre ela e a criança, Francisco afirma que instaura-se um intenso diálogo, uma relação real desde o momento da concepção.

“Esta capacidade comunicativa não é só da mulher, mas, sobretudo, da criança, que, em sua individualidade, envia sinais da sua presença e das suas necessidades à mãe. Hoje, as técnicas modernas fazem um diagnóstico pré-natal, prevendo malformações e patologias, que poderiam comprometer a vida da criança e a serenidade da mulher”, explicou o Papa, que prosseguiu alertando: “A autenticidade da sua evolução é muito subjetiva e, eventualmente, pode ser resolvida com as devidas terapias. Por isso, os médicos jamais devem esquecer o valor sagrado da vida humana e a sua proteção”.

Aos médicos, o Santo Padre revelou: “A profissão do médico é uma missão, uma vocação para a vida. Eles devem estar conscientes de que são um dom para as famílias. Por isso, devem assumir a vida dos outros, enfrentar a sua dor; serem capazes de tranquilizar e encontrar soluções sempre no respeito da dignidade da vida humana”.

Ao cuidar das crianças terminais, Francisco comentou que os médicos devem ajudar os pais a aceitarem a realidade e a aliviar sua dor. “Infelizmente, a cultura dominante, hoje, não promove este aspecto. Em nível social, o temor e a hostilidade, diante da deficiência física, podem levar, muitas vezes, à escolha do aborto, como prática de ‘prevenção’”, completou o Pontífice que recordou o ensinamento da Igreja:

“A vida humana é sagrada e inviolável e o uso da diagnose pré-natal, para propósitos seletivos, deve ser fortemente desencorajado. O aborto nunca é a resposta ideal que as mulheres e as famílias buscam. Neste sentido, as ações pastorais são sempre urgentes e necessárias para criar espaços, lugares e ‘redes de amor’, aos quais os casais podem se dirigir, além de dedicar tempo para acompanhar as famílias”.

O Santo Padre concluiu seu discurso aos participantes no encontro internacional, agradecendo a todos os que trabalham para a defesa da vida, em particular, às famílias, mães e pais, que acolheram a vida frágil e, agora, são solidários e ajudam outras famílias. “Seu testemunho de amor é um presente para o mundo!”, encerrou.

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Papa: a presença de Deus mora na pequenez dos pobres que encontramos

“Peçamos ao Senhor que nos livre do eficientismo, do mundanismo, da tentação sutil de render culto a nós mesmos e à nossa bravura. Peçamos a graça de acolher o caminho indicado pela Palavra de Deus: humildade, comunhão, renúncia.”

Foi a exortação do Papa Francisco na missa celebrada na tarde de quinta-feira (23/05) no Altar da Cátedra na Basílica de São Pedro, na abertura da XXI Assembleia Geral da Caritas Internacional.

Tendo presente a liturgia do dia, o Santo Padre desenvolveu sua reflexão na homilia a partir do trecho dos Atos dos Apóstolos que traz a primeira grande reunião da história da Igreja, em que os apóstolos e os anciãos se reuniram para examinar questões surgidas após uma situação inesperada: os pagãos que se convertiam à fé. Devem adequar-se, como os outros, também a todas as normas da Lei antiga?

O Pontífice ressaltou tratar-se de uma decisão difícil de ser tomada e o Senhor não estava mais presente. Uma pergunta espontânea: por que Jesus não tinha deixado uma sugestão para dirimir a discussão? Por que Jesus não tinha dado regras sempre claras e rapidamente resolutivas?

Tentação do eficientismo

Francisco apontou aí a tentação do eficientismo, do pensar que a Igreja caminha bem se mantém tudo sob controle, se vive sem turbulências, com a agenda sempre em ordem. Mas o Senhor não faz desse modo, observou.

“O Senhor não manda uma resposta do céu, manda o Espírito Santo. E o Espírito não vem trazendo a agenda do dia, vem como fogo. Jesus não quer que a Igreja seja um modelo miniatura perfeito, que se compraz da própria organização e é capaz de defender seu bom nome. Jesus não viveu assim, mas em caminho, sem temer as agitações da vida. O Evangelho é o nosso programa de vida.”

Após lembrar que o Evangelho nos ensina que as questões não devem ser enfrentadas com uma receita pronta e que a fé não é uma tabela de marcha, mas o ‘Caminho’ a ser percorrido juntos, sempre juntos, com espírito de confiança”, Francisco reiterou que da narração dos Atos dos Apóstolos aprendemos três elementos essenciais para a Igreja em caminho: a humildade da escuta, o carisma do permanecer juntos, e a coragem da renúncia.

Coragem da renúncia

Atendo-se à coragem da renúncia, o Papa frisou que para os primeiros cristãos a questão em discussão tratava de tradições e preceitos importantes, que o povo eleito tinha muito a peito. Estava em jogo a identidade religiosa.

Todavia, observou, escolheram que o anúncio do Senhor antecede e vale mais do que tudo. Para o bem da missão, para anunciar a todos, de modo transparente e crível, que Deus é amor, também aquelas convicções e tradições humanas que são mais obstáculo que ajuda, podem e devem ser deixadas.

“A fé verdadeira purifica dos apegos. Para seguir o Senhor é preciso caminhar rapidamente e para caminhar veloz é preciso aliviar o peso, mesmo se custa. Como Igreja, não somos chamados a comprometimentos empresariais, mas a ardores evangélicos.”

Deus não quer maquiagem, mas a conversão dos corações

E ao purificar-nos, ao reformar-nos, continuou, “devemos evitar a simulação, ou seja, o fingir mudar algo para que na realidade nada mude. Isso se dá, por exemplo, quando, para buscar estar passo a passo com os tempos, se faz de certo modo uma maquiagem na superfície das coisas, mas é somente maquiagem para parecer jovens. O Senhor não quer retoque cosméticos, quer a conversão do coração, que passa através da renúncia. Sair de si é a reforma fundamental.”

Os primeiros cristãos alcançaram a coragem da renúncia partindo da humildade da escuta. Exercitaram-se no desinteresse por si mesmos: “vemos que cada um deixa o outro falar e é disponível a mudar as próprias convicções. Sabe escutar somente que deixa que a voz do outro entre realmente nele”, disse ainda.

Ouvir especialmente a voz dos pequenos e dos últimos

Francisco ressaltou que quem quer percorrer os caminhos da caridade, a humildade e a escuta significam ouvido disponível aos pequenos.

“É sempre importante ouvir a voz de todos, especialmente dos pequenos e dos últimos. No mundo quem dispõe de mais meios fala mais, mas entre nós não pode ser assim, porque Deus ama revelar-se através dos pequenos e dos últimos. E a cada um pede que não olhe ninguém de cima para baixo.”

Por fim, a escuta da vida: A Igreja faz discernimento não diante do computador, mas diante da realidade das pessoas. “Pessoas, antes dos programas, com o olhar humilde de quem sabe buscar nos outros a presença de Deus, que não mora na grandeza do que fazemos, mas na pequenez dos pobres que encontramos.

Ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro

Da humildade da escuta à coragem da renúncia, tudo passa pelo carisma do estar juntos. De fato, “na discussão da primeira Igreja a unidade prevalece sempre sobre as diferenças. Para cada um, em primeiro lugar não estão as próprias preferências e estratégias, mas o ser e sentir-se Igreja de Jesus, reunida em torno de Pedro, na caridade que não cria uniformidade, mas comunhão”.

É preciso estar próximo de Jesus, Pão partilhado. “Ajuda-nos estar diante do tabernáculo e diante de tantos tabernáculos vivos que são os pobres. A Eucaristia e os pobres, tabernáculo fixo e tabernáculos móveis: ali se permanece no amor e se absorve a mentalidade da fração do Pão”, concluiu.

Via Vatican News

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Papa: “Rezar em toda situação, sem esquecer de nossos irmãos”

Esta quarta-feira de sol e clima primaveril em Roma foi o cenário no qual cerca de 20 mil pessoas participaram do encontro semanal com o Papa, no Vaticano. Francisco entrou na Praça São Pedro e imediatamente deixou cinco crianças subirem no papamóvel e o acompanharem na volta da praça. É a ocasião em que o Pontífice cumprimenta todos os presentes distribuindo sorrisos e carinho.

Em sua reflexão, ele encerrou o ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso, e concluiu que “a oração cristã nasce da audácia de poder chamar Deus de ‘Pai’: “Trata-se de um ato de intimidade filial, fruto da graça de Jesus que nos introduz na familiaridade com Deus.”

Francisco continuou explicando que em diversas passagens do Novo Testamento, podemos ver como Jesus, com o seu exemplo e palavras, nos ensina o sentido da oração do Pai-Nosso. Por exemplo, quando os discípulos que, ao ver Jesus passar longos momentos em oração, pedem que Ele lhes ensine como rezar. Ou no Getsêmani, onde, ao invocar a Deus chamando-o de Abbá, Jesus demonstra a confiança num momento de angústia.

Em meio às trevas, Jesus invoca Deus com o nome de “Abbà”, com confiança filial e embora sinta medo e angústia, pede que seja feita a sua vontade.

Quando Jesus fala da necessidade de rezar de modo insistente, lembra-se sempre dos irmãos, sobretudo com a disponibilidade de perdoar as ofensas recebidas. Em suma, Jesus nos ensina que o cristão pode rezar em qualquer situação, seja com expressões retiradas da Bíblia, como os salmos, seja com expressões que brotaram dos corações de tantos homens e mulheres que se sabiam amados pelo Pai.

O primeiro protagonista de toda oração cristã é o Espírito Santo

É ele que sopra no coração do discípulo e nos torna capazes de rezar como filhos de Deus. É ele que nos ensina a rezar:

“Este é o mistério da oração cristã: pela graça, somos atraídos ao diálogo de amor da Santíssima Trindade.”

Assim rezava Jesus, e por vezes usou expressões muito distantes do texto do Pai Nosso. Como quando na cruz, pronunciou as palavras ‘Deus meu por que me abandonastes’. A explicação é que naquele grito de angústia, está o núcleo da relação com o Pai, o fulcro da fé e da oração. Eis porque o cristão pode rezar em qualquer situação.

Francisco concluiu pedindo que nunca deixemos de recordar na oração ao Pai nossos irmãos e irmãs na humanidade, para que nenhum deles, especialmente os pobres, fique sem consolo e sem uma porção de amor.

Orações por missionária assassinada e cristãos na China

Em suas palavras finais, o Papa lembrou a Irmã espanhola Ines Nieves Sancho, missionária assassinada na República Centro-africana, pedindo a todos que rezassem com ele uma Ave Maria.

Sexta-feira, dia 24 de maio, celebra-se o dia de Nossa Senhora Auxiliadora, que é particularmente venerada na China, no Santuário da Virgem de Sheshan, em Xangai.

“Nesta feliz ocasião, expresso minha proximidade a todos os católicos na China, que, entre tantas dificuldades e provações, continuam a esperar e amar. Que a nossa Mãe do Céu os ajude a ser testemunhas da caridade e da fraternidade, mantendo-os sempre unidos na comunhão da Igreja universal.”

Dirigindo-se aos brasileiros, numerosos na Praça, o Papa recomendou que neste mês dedicado à Virgem Maria, busquemos contemplar mais intensamente a face do Senhor Jesus com a oração do Terço, para que Ele seja o centro de nossos pensamentos, de nossas ações e de nossa vida.

Enfim, fez uma saudação especial ao Cardeal José Falcão, arcebispo emérito de Brasília, que está completando 70 anos de ordenação sacerdotal. Dom José respondeu com um sorriso.

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a bênção apostólica.

Via Vatican News

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