Diocese de Votuporanga


Materias
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Dez Mandamentos do Dizimista

1º Sou dizimista porque amo a Deus e amo o meu próximo. Partilho com alegria, conforme manda meu coração, seguindo as palavras de São Paulo (2 Cor 9-7).

2º Sou dizimista porque reconheço que tudo recebo de Deus. " O Senhor é meu pastor nada me faltará"(Sl 23). "que tens tu que não tenhas recebido?" (São Paulo em 1 Cor 4,7).

3º Sou dizimista porque minha gratidão a Deus me leva a devolver um pouco do muito que recebo. “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove? Só um voltou para dar glória a Deus? (Lc 17, 11-19).

4º Sou dizimista porque aceito como palavra de Deus o que leio na Bíblia, e sei que dízimo é fonte de bênçãos. "Trazei o dízimo integral ao templo para que haja alimento em minha casa" (MI 3,10) "Esta pobre viúva deu mais que todos os outros"(Lc 21,1-4)

5º Sou dizimista porque creio, e confio, em Deus Pai; minha contribuição é prova de fé e de confiança. "Olhai as aves do céu, olhai os lírios do campo!" "Muito mais o Pai cuidará de vós" (Mt 6,25-31)

6º Sou dizimista porque o partilhar mata o meu egoísmo. "Insensato, hoje morrerás. De que te valeu ter acumulado tantos Tesouros?"(Lc 12,16-21). "O amor cobre uma multidão de pecados" (1 Pd 4,8)

7º Sou dizimista porque creio na vida cristã em comunidade. "Onde dois ou mais se juntarem em meu nome, eu estarei no meio deles" (Mt 18,20). "Vocês são todos irmãos"

8º Sou dizimista porque Deus, o único pai rico, não quer ninguém passando necessidade. “Tudo o que fizeste a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim o fizeste” (Mt 25, 40).

9º Sou dizimista porque gosto de viver em liberdade e alegria, celebrando desde já a vida plena. "Vou preparar-vos um lugar" (Jo 14,1-5). "Vinde, benditos de meu Pai..."(Mt 25,34)".

10º Sou dizimista porque quero ver minha comunidade crescer e minha igreja testemunhar o Evangelho no mundo inteiro. "Ide por toda a terra, pregai a Boa Nova. Batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19-20; Mc16,15)

 

“Ser dizimista consciente, uma graça de Deus”

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PACTO PELA VIDA E PELO BRASIL

Cidadãos brasileiros, mulheres e homens de boa-vontade, mais uma vez, conclamamos a todos:
1. O Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política -- exigindo de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco.
2. A pandemia do novo coronavírus se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social, com a superação de medos e incertezas. O isolamento se impõe como único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social. Devemos, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. Em contrapartida, devemos apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde - OMS.
3. Os países democráticos atingidos pelo COVID-19 estão construindo agendas e políticas para combatê-lo de maneira própria, segundo suas características, mas, todos, sem exceção, na colaboração estreita entre sociedade civil e classe política, entre agentes econômicos, pesquisadores e empreendedores, convencidos de que a conjugação de crise epidemiológica e crise econômica assume tal magnitude, que só um amplo diálogo pode levar à sua resolução. É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo.
4. Nossa sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988. Cabe lembrar que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos -- no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as nossas instituições.
5. A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual. Como em outras pandemias, sabemos que a atual só agravará o quadro de exclusão social no Brasil. Associada às precárias condições de saneamento, moradia, renda e acesso a serviços públicos, a histórica desigualdade em nosso país torna a pandemia do novo coronavírus ainda mais cruel para brasileiros submetidos a privações. Por isso, hoje nos unimos para conclamar que todos os esforços, públicos e privados, sejam envidados para que ninguém seja deixado para trás nesta difícil travessia.
6. Não é justo jogar o ônus da imensa crise nos ombros dos mais pobres e dos trabalhadores. O princípio da dignidade humana impõe a todos e, sobretudo, ao Estado, o dever de dar absoluta prioridade às populações de rua, aos moradores de comunidades carentes, aos idosos, aos povos indígenas, à população prisional e aos demais grupos em situação de vulnerabilidade. Acrescente-se ao princípio da dignidade humana, o princípio da solidariedade – só assim iremos na direção de uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna.
7. É fundamental que o Estado Brasileiro adote políticas claras para garantir a saúde do povo, bem como a saúde de uma economia que se volte para o desenvolvimento integral, preservando emprego, renda e trabalho. Em tempos de calamidade pública, tornam-se inadiáveis a atualização e ampliação do Bolsa Família; a rápida distribuição dos benefícios da Renda Básica Emergencial, já aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo, bem como a sua extensão pelo tempo que for necessário para a superação dos riscos de saúde e sobrevivência da população mais pobre; a absorção de parte dos salários do setor produtivo pelo Estado; a ampliação de estímulos fiscais para doações filantrópicas ou assistenciais; a criação do imposto sobre grandes fortunas, previsto na Constituição Federal e em análise no Congresso Nacional; a liberação antecipada dos precatórios; a capitalização de pequenas e médias empresas; o estímulo à inovação; o remanejamento de verbas públicas para a saúde e o controle epidemiológico; o aporte de recursos emergenciais para o setor de ciência & tecnologia no enfrentamento da pandemia; e o incremento geral da economia. São um conjunto de soluções assertivas para salvaguardar a vida, sem paralisar a economia.
8. Ressalte-se aqui a importância do Sistema Único de Saúde - SUS, mais uma vez confirmada, com seus milhares de agentes arriscando as próprias vidas na linha de frente do combate à pandemia. É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde.
9. Em face da expansão da pandemia e de suas consequências, é imperioso que a condução da coisa pública seja pautada pela mais absoluta transparência, apoiada na melhor ciência e condicionada pelos princípios fundamentais da dignidade humana e da proteção da vida. Reconhecemos que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnamos, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição.
10. É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor.


Dia Mundial da Saúde, 7 de abril de 2020

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB
Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB
José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns - Comissão Arns
Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências - ABC
Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa - ABI
Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

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Assumindo e concretizando o pacto pela vida e pelo brasil

“Dialogar, discutir e indicar, nestes próximos dias, em vista da urgência do momento atual, o que nos cabe como tarefa para efetivar o Pacto pela Vida e pelo Brasil. Partindo do que já vem sendo realizado, definir o que mais urgentemente devemos promover em nível nacional, regional e local”.

1. O QUE – O Pacto pela Vida e pelo Brasil (PVB) é um documento de dez parágrafos, construído em conjunto por seis entidades nacionais e assinado em 7 de abril de 2020. Essa data foi escolhida por ser o Dia Mundial da Saúde e o Brasil estar sob os efeitos diretos e indiretos da pandemia do coronavírus.

Após sua assinatura, muitas outras entidades subscreveram o PVB, manifestando sua concordância em relação ao que ali é descrito e proposto.

Em cada parágrafo, trata de um aspecto considerado importante no atual momento da vida brasileira. Se, em outros temas, podem existir visões diferentes entre as entidades signatárias, no Pacto pela Vida e pelo Brasil, todas são concordes quanto ao que consta no documento.

Não é, por certo, um documento dirigido à formação especificamente religiosa, mas ao compromisso social, perguntando por nossa corresponsabilidade na preservação da vida de pessoas, povos e do meio-ambiente.

2. QUEM – São convocadas todas as forças evangelizadoras presentes no Brasil: os Regionais da CNBB, as províncias eclesiásticas, as dioceses com suas paróquias e demais comunidades, as comissões episcopais de pastoral, os organismos do Povo de Deus, além de outras instituições católicas que desejam participar. Essa é a hora de, unidos, respondermos concretamente ao que pactuamos.

3. COMO – Ler e refletir sobre o PVB, responder às perguntas abaixo e as enviar para pacto@cnbb.org.br. São várias perguntas, é verdade. O ideal é que todas sejam respondidas e as respostas enviadas de acordo com o número de cada pergunta, sem fundir respostas. O modo de realizar a escuta se adaptará às realidades locais.

4. ATÉ QUANDO – Este momento de escuta e partilha permanecerá aberto. Sempre que necessário, novas indicações serão apresentadas. Por certo, as agendas de pessoas e instituições não estão vazias. No entanto, a gravidade do atual momento pede um esforço a mais no sentido de participar.

5. POR QUÊ – Somam-se aqui alguns motivos que não podemos desprezar:

A urgência de discernirmos caminhos para o enfrentamento do quadro pandêmico vivido no Brasil atualmente.

A necessidade de o fazermos num processo de ampla escuta e partilha, expressão da comunhão que deve ser testemunhada na vida eclesial.

O diálogo da Igreja com a sociedade civil e, internamente, entre as diversas instâncias eclesiais.

6. ONDE – Informações e esclarecimentos podem ser encontrados em cnbb.org.br

PERGUNTAS PARA MERGULHAR NO PACTO PELA VIDA E PELO BRASIL (PVB)

1) Você se reconhece nas afirmações e nos desafios apresentados pelo PVB? Por quê? Que aspectos você destaca como os mais relevantes?

2) Que aspectos do PVB não ficaram claros para você? Que dúvidas você tem para compreender a mensagem ali apresentada?

3) Que sugestões você apresenta para que se concretize a “união de toda a sociedade brasileira” neste momento tão desafiador? Que passos podemos dar para que, numa sociedade plural, seja possível estabelecer pontos de união em vista do bem do povo brasileiro?

4) O diálogo com instâncias da sociedade, em busca do bem comum, é uma prática na sua realidade? Se sim, relate os frutos; se não, explique o que impede.

5) Que passos são necessários para ajudar pessoas e famílias a seguirem as orientações sanitárias, ainda que enfrentando dificuldades econômicas e emocionais?

6) Conscientes de que o coronavírus colocou ainda mais às claras situações graves vividas por grande parcela do povo brasileiro, que passos podem ser dados para que pessoas e grupos em situação de maior vulnerabilidade sejam atendidos?

7) Que caminhos devem ser seguidos para pelo menos amenizar os impactos econômicos sobre as populações mais empobrecidas? O que é necessário para que o ônus da pandemia não seja jogado “nos ombros dos mais pobres e dos trabalhadores”?

8) Que passos precisamos dar para que a saúde, como direito fundamental e inalienável, seja efetivamente garantida a todos em nosso país?

9) O PVB destaca a importância das políticas públicas. A Campanha da Fraternidade de 2019 tinha um objetivo geral muito claro: “estimular a participação em políticas públicas, à luz da palavra de Deus e da doutrina social da igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade”. Na sua realidade existem cristãos comprometidos nas instâncias de elaboração das políticas públicas? Como a Igreja pode contribuir para elaboração e implementação de “políticas públicas de proteção social”?

10) Na medida em que preocupa bastante a corrupção, afetando até mesmo o atendimento de saúde emergencial, que passos podem e devem ser dados para que a ética seja consolidada entre nós?

11) Que perguntas você considera importante e que não foram feitas aqui? A essas perguntas que resposta você daria?

12) O que sua realidade (Regional, Província Eclesiástica, diocese etc.) pode fazer para que o PVB seja mais conhecido, refletido e aplicado? Que sugestões você apresenta para que todas as instâncias possam fazer do PVB um instrumento de diálogo e discernimento sobre o futuro a construir?

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Presidente do Regional Sul 1 incentiva ações para o Grito dos Excluídos e faz um convite à reflexão sobre o “Pacto pela vida e pelo Brasil”

Em sintonia com 26ª edição do Grito dos Excluídos, que acontecerá no próximo dia 7 de setembro (segunda-feira), com o tema “Vida em Primeiro Lugar”, e lema “Basta de miséria, preconceito e repressão; queremos terra, trabalho, teto e participação”, o presidente do Regional Sul 1 da CNBB, Dom Pedro Luiz Stringhini, por meio de vídeo, convidou a todos a participar desse ato. Dom Pedro Luiz convidou também o povo a tomar conhecimento e divulgar o texto do “Pacto Pela Vida e Pelo Brasil”, iniciativa da CNBB, juntamente com outras organizações: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns de Direitos Humanos, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

 

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Mensagem do presidente da CNBB para o Dia da Pátria

Em um vídeo, que gravou especialmente como uma mensagem para o Dia da Pátria, celebrado no Brasil no 7 de Setembro, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, reforçou a importância da democracia e da participação cidadã como caminhos que permitem que as diferenças se articulem e se tornem riqueza na construção do presente e também do futuro do Brasil como resposta aos desafios colocados pelo contexto do novo Coronavírus.

 

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Dia do Catequista Diocese de Votuporanga - 30 de agosto de 2020

“Ser catequista! Não trabalhar como catequista: isso não adianta! Catequista é uma vocação. Ser catequista: é esta a vocação; não trabalhar como catequista. Atenção, que eu não disse fazer de catequista, mas sê-lo, porque compromete a vida”. (Papa Francisco)

Ambientação: Criar um ambiente gostoso em nossa casa, mante lo no dia a dia: a Bíblia, vela, cruz, flores.(Mande uma foto de seu ambiente para seus amigos catequistas e para seus catequizandos).

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

Vinde Espírito Santo...

(Inicie essa oração com um breve silêncio e agradeça a Deus pela vocação de catequista! Louve pelo chamado e pela resposta amorosa que você tem dado a esse ministério tão importante para a Igreja)

Vamos fazer essa oração de preparação para celebrarmos o dia Nacional do Catequista, trazer presente o desejo de estarmos juntos, de estarmos com nosso grupo de catequistas, o nosso grupo de catequizandos, crismandos e os grupos do tempo da evangelização, também seus familiares. E assim entrarmos em comunhão. A situação de isolamento nos desafia a encontramos novas maneiras de alimentarmos nossa fé, permanecendo unidos. O importante é insistir que devemos permanecer unidos na fé e na fraternidade, como faziam os primeiros cristãos quando por algum motivo, não podiam estar reunidos fisicamente. Jesus nos pede que sempre devemos cuidar uns dos outros no seu amor. Vamos nos fazer próximos daqueles que o Senhor nos confia, no anúncio de sua Palavra e no amor fraterno.

Canto: Eis me aqui Senhor

A tradição apostólica nos ensina que em tempos difíceis de estarmos reunidos para celebrar nossa fé, temos que encontrar meios para permanecermos juntos. Por isso, os apóstolos quando estavam impossibilitados de reunir com a comunidade enviavam cartas, mensagens e até pessoas quando era possível, para continuar anunciando o Evangelho e cuidar das comunidades: “Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação, na realeza e na perseverança, encontrava-me prisioneiro da ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e do Testemunho de Jesus. No dia do Senhor, fui arrebatado pelo Espírito Santo… o anjo do Senhor me disse: escreve às sete igrejas de Éfeso” (Ap 1, 9; 2,1). Em suas casas, determinavam lugares e dias para rezar e permanecer em em comunhão: “Tendo entrado na cidade, subiram à sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro, e João. Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu e Simão o Zelota; Judas e Tiago. Todos estes, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus” (At 112-14). O apóstolo Paulo, quando estava distante, escrevia cartas para orientar as comunidades cristãs que fundou. Era uma forma de se fazer próximo com os meios disponíveis na época: “Não precisamos vos escrever sobre o amor fraterno, pois aprendestes pessoalmente de Deus a amar-vos mutuamente, e é o que fazeis muito bem para com todos os irmãos em todos a Macedônia. Nós, porém, vos exortamos irmãos, a progredir cada vez mais” (1 Ts 4,10). Portanto, fiéis aos ensinamentos dos apóstolos, queremos encontrar meios para manter nossas pequenas comunidades catequéticas unidas em oração, na caridade e na escuta da Palavra de Deus nesse momento de isolamento... e assim nós, por causa da pandemia.

Aclamar o Evangelho cantando: É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa. Tua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal. Tenho medo de não responder, de fingir que não escutei. Tenho medo de ouvir teu chamado, Virar do outro lado e fingir que eu não sei.

Proclamação do Evangelho Mt 16,21-27

Reler o texto: Sugestão de reflexão: Trata-se do primeiro anúncio explícito da paixão feito por Jesus aos discípulos e da reação desses, marcada pela não aceitação de um messias sofredor. Esse trecho é a sequência imediata do Evangelho do domingo passado, Mateus 16,13-20, quando Jesus perguntou sobre a sua identidade, e Pedro, em nome do grupo, confessou a sua fé, afirmando com aparente convicção que Jesus era o Messias esperado, o Filho do Deus vivo. Com a confissão solene e objetiva da fé feita por Pedro (cf. Mt 16,13-20), Jesus imaginava que o grupo dos discípulos tivesse atingido um grau considerável de maturidade para compreender o seu destino de sofrimento, por isso começou a anunciar de modo explícito quais seriam as consequências da forma como estava vivendo e fazendo as suas opções. Esse destino não poderia ser outro senão a cruz, ou seja, a condenação total e humilhante de jesus por parte dos detentores do poder político e religioso, incomodados com a sua mensagem de libertação.

E eu como vejo essa leitura? Jesus me convida a ser seu seguidor (catequista hoje) Ele não promete só alegria, mas a vida eterna a quem O segue. E eu? (Partilhar pela mídia, com os catequistas de seu grupo, sua equipe...)

É um tempo difícil que estamos vivendo, por isso estarmos atentos nos fará mais felizes e próximos uns dos outros: Se tiver afinidade pergunte a algumas pessoas de seu grupo, sua equipe: O que posso fazer por você?Como você está? Tem alguém de seus familiares, que necessita de mais cuidados? Temos várias Paróquias com catequistas com Covid19, tem alguém aí? Façamos algumas preces, onde e para quem somente nossos corações e Deus chegarão, e saberão.


Compromisso: Nesse domingo estaríamos celebrando juntos, às 12h, a Santa Missa no dia Nacional do catequista. Então nos unamos numa só vos e assim peçamos ao Pai que nos direcione para o final da pandemia, e depois juntos no próximo ano celebraremos a graça do reencontro.


O Papa Francisco recordava-nos no discurso que fazia aos catequistas participantes no Congresso Internacional da Catequese durante o Ano da Fé (2013):
“Mas, por favor, não se compreende um catequista que não seja criativo. A criatividade é como que a coluna do ser catequista. Deus é criativo, não se fecha, e por isso nunca é rígido. Deus não é rígido! Acolhe-nos, vem ao nosso encontro, compreende-nos. Para sermos fiéis, para sermos criativos, é preciso saber mudar. Saber mudar. E porque devo mudar? É para me adequar às circunstâncias em que devo anunciar o Evangelho”. Não te esqueças de dedicar tempo a ti própria/o como catequista: para continuares a aprofundar a nossa vocação e identidade de catequistas; e, na formação, para cultivares a nossa espiritualidade por meio da oração e da meditação.

Oração do catequista
Senhor, chamaste-me a ser Catequista na Tua Igreja e na minha paróquia. Confiaste-me a missão de anunciar a Tua Palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar com a minha vida os valores do Evangelho. É grande a minha responsabilidade, mas confio na Tua graça. Faz-me Teu instrumento para que venha o Teu Reino de amor e de Paz, de Fraternidade e Justiça. Amém!


Rezemos: Pai Nosso...Rezemos à nossa Mãe Maria. Ave Maria...

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Presidência do Regional Sul 1 se solidariza com dom Edgar após explosão em Beirute

Dom Edgard Madi, Eparca maronita no Brasil (Foto: Canção Nova)

A Presidência do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), presta solidariedade ao bispo da Eparquia Maronita Nossa Senhora do Líbano, Dom Edgard Madi, a comunidade Maronita e ao povo libanês, depois da forte explosão ocorrida no porto de Beirute.

Na nota, a Presidência da entidade apresenta, em nome dos irmãos bispos do Regional Sul 1, à pessoa de Dom Edgard, à Comunidade Maronita e ao sofrido povo libanês, solidariedade e orações diante da lamentável tragédia que afligiu o  Líbano.

Confira a íntegra do texto:

Nota de solidariedade à Dom Edgar Madi

Caríssimo Dom Edgar Madi!

Apresentamos, em nome dos irmãos bispos do nosso Regional, à sua pessoa, à Comunidade Maronita e ao sofrido povo libanês, nossa solidariedade e orações diante da lamentável tragédia que afligiu o  Líbano, devido à explosão que ceifou a vida de dezenas de pessoas, deixando milhares de feridos.

São numerosos os filhos e filhas do Líbano que vivem no Brasil, o que nos torna ainda mais próximos e fraternos.

Deus guarde na sua paz os que morreram, ampare e cure os feridos, anime e console seus familiares, ilumine os governantes e encoraje os que se empenham em promover a Paz.

Com sentimentos de afeto e amizade,

Fraternalmente,

Dom Pedro Luiz Stringhini
Presidente

Dom Edmilson Amador Caetano
Vice-Presidente

Dom Luiz Carlos Dias
Secretário

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Bispos do Regional Sul 1 se encontraram em reunião virtual

O episcopado paulista – Regional Sul 1 da CNBB – realizou, dia 06 de julho, um encontro virtual, com a participação de cerca de 35 bispos, para repercutir questões tratadas na reunião do Conselho Permanente da CNBB, ocorrida no último dia 25 de junho, além de outros assuntos.

Convocada pela presidência do Regional, a reunião, por videoconferência, abordou diversos temas. Um deles foi sobre a reabertura das igrejas e a celebração das missas com a presença dos fiéis, considerando a gradativa e cuidadosa flexibilização do isolamento social, em vigor por causa da pandemia.

Dom Reginaldo Andrietta, bispo de Jales, discorreu sobre a 6ª Semana Social Brasileira, que objetiva ser uma grande mobilização nacional em torno do tema Mutirão pela Vida: por Terra, Teto e Trabalho, diante do cenário da pandemia de Covid-19. Essa mobilização se inspira nas palavras do Papa Francisco, em Roma, em outubro de 2014, no seu encontro com os Movimentos Populares, quando convocou: “Digamos juntos, de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem-terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”.

A semana social acontecerá no período de três anos (2020 a 2022) e um dos momentos centrais será o seminário nacional para formação de articuladores. A 6ª SSB conta, no Regional, com o acompanhamento de Dom Júlio Endi Akamine, bispo referencial para as pastorais sociais e a assessoria do Pe. Walter Merlugo, secretário executivo do Regional. O seminário do Regional Sul 1 da 6ª SSB acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de julho.

Sobre as Eleições 2020, a tendência é fazer uso da Cartilha para as eleições municipais 2020 do Regional Sul 2, elaborada em três partes: 1. O sistema político brasileiro; 2. A Igreja e a Política; 3. As eleições municipais de 2020.

A presidência comunicou aos bispos que a aprovação do relatório financeiro de 2019 será feita após a reunião com o conselho econômico e conselho fiscal. Aproveitou-se para recordar as datas das Coletas de 2020: dia 13 de setembro para os lugares santos, 04 de outubro para o óbolo de São Pedro, 18 de outubro para missões e santa infância, 21 e 22 de novembro para Campanha da Fraternidade e Campanha da Evangelização (50% do total arrecadado serão destinados para a CF e 50% para a Evangelização).

Dom Eduardo Malaspina, bispo referencial da Comissão Regional em Defesa da Vida, comentou sobre o trâmite de dois projetos de lei de números 1444 e 1552, no Congresso Nacional. Os dois projetos têm como objetivo acolher a mulher nestes tempos de pandemia, onde a violência contra a mulher tem aumentado, no entanto induz, de forma não evidente, a prática do aborto nos hospitais públicos do Brasil. Os referidos projetos estão tramitando na Câmara dos Deputados e serão encaminhados para serem votados no Senado Federal. Neste sentido é muito importante que os senhores bispos entrem em contato com os deputados e senadores com os quais tenha contato, para esclarecê-los sobre os reais propósitos dos referidos projetos e as alterações necessárias.

Dom Vicente Costa, mais uma vez, solicitou à presidência que organize, ainda que no próximo ano, um encontro com a participação dos ecônomos e colaboradores na gestão econômico-financeira das Dioceses, com o objetivo de se conhecer as orientações as diretrizes e métodos de trabalho da CNBB nacional, traçar linhas de ação em comum e, sobretudo, garantir probidade, eficiência e transparência na vida administrativa das paróquias e dioceses.

Falou-se também sobre a missão ad gentes – Amazonas e na Diocese de Pemba, situada ao norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado, na África. Em Pemba, a região de Nangade está sofrendo ataques de grupos radicais que praticam violência contra a população, incendiando casas e matando civis, o que tem causado um grande êxodo rumo a Pemba, que teve seu número de habitantes duplicado com a chegada desses refugiados.

A assembleia dos bispos do Regional está marcada para os dias 13 a 15 de outubro, em Itaici. Espera-se poder realizá-la de modo presencial, contando com o declínio da pandemia. A assembleia terá como tema central o Documento 110 da CNBB (1a. Edição 2019): Diretrizes para a formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil.


Dom Pedro Luiz Stringhini
São Paulo, 09 de julho de 2020
Memória de Santa Paulina

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O fanatismo

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

 

Uma forma paranoica, com base religiosa ou política, como algumas pessoas agem, pode ser identificada como fanatismo. Há aí marcas psicológicas excessivas, irracionais e persistentes, como apaixonada adesão a uma causa, que pode chegar até ao delírio. Está muito claro que nessas atitudes extremas existe demonstração de desequilíbrios e situações preocupantes para a ordem social.

Na Igreja é celebrada a Festa de São Pedro e São Paulo. Pedro era um pescador, homem simples e trabalhador, mas Paulo era um religioso fanático, defensor da tradição dos antigos e, louco para assassinar os seguidores de Jesus Cristo. Para ele a doutrina cristã era uma afronta aos princípios do Império. Nele entendemos que o fanatismo provoca a morte e nunca ajuda na ordem pública.

O Brasil está passando por alguns fanatismos perigosos, deixando a população inconformada, cheia de interrogações e com o perigo de explosão incontrolável. Já basta a situação do Covid-19, o transtorno causado e a insegurança da grande maioria das pessoas. A perda de controle das instituições governamentais, dos poderes da República, está colocando em risco a democracia e todo o país.

O apóstolo Paulo, de uma postura totalmente fanática contra os cristãos, transformou-se em um dos grandes defensores da doutrina cristã. Ele passou por um processo exigente de conversão e conseguiu entender que a realidade da vida era outra. Esse processo não lhe foi fácil porque exigiu dele grandes renúncias para fazer uma aventura de amor e de seguimento de Jesus Cristo.

Infelizmente, ou felizmente, o mundo passa por uma grande reviravolta no seu itinerário. É quase impossível acreditar num futuro promissor com tanta degradação da natureza. O pior é saber que o tipo de desenvolvimento se torna ameaçador, porque não coloca como alvo principal a dignidade da pessoa humana. Há até quem usa da morte de pessoas para aumentar sua capacidade econômica.

Qualquer instituição humana, para ter estabilidade, depende de bases bem construídas e sólidas. Pedro e Paulo são referências fundantes da Igreja, e nela as pessoas podem e fazem a experiência profunda de Deus, seguindo as orientações que veem de sua Palavra. A Carta Constitucional brasileira é a base da democracia. Ela deve ser respeitada para dar condição de ordem e progresso proclamados.

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Coragem

Dom Paulo Antonio De Conto
Administrador Apostólico da Diocese de Nova Friburgo

 

Queridos irmãos e irmãs, temos vivido tempos difíceis. As incertezas parecem tomar conta de nossos dias, a angústia estremece nosso emocional. Até mesmo nossa fé sente-se abalar.

As palavras de Nosso Senhor dirigida aos seus discípulos tocam profundamente nossos corações: “Não se perturbe o vosso coração” (Jo 14, 1). Jesus nos convida por nossa confiança n’Ele e no Pai, na certeza de que somos ouvidos em nossas necessidades e fortalecidos em nossa esperança.

As palavras do Evangelho dirigidas aos discípulos, são sempre atuais e tornam-se força para enfrentarmos com coragem, força e confiança os desafios da vida, atentos às adversidades que nos esperam.

A história da salvação está permeada pelo exemplo de homens e mulheres que diante de tempos difíceis não só puseram sua confiança em Deus, mas tornaram-se grandes ícones desta confiança.

Amanhã, dia 24 de junho, a Igreja celebra São João Batista, um destes homens que, na intimidade com Deus, assume sua missão de preparar o caminho para o Salvador, entregar-se sem reservas e não se calar diante das ameaças.

João Batista, o maior homem nascido de mulher, é um grande testemunho de que a vida tem valor somente na doação aos outros, no amor, na verdade, na vida cotidiana e na família (cf. Papa Francisco, Homilia, 08 fev. 2019).

O Santo Padre, meditando o martírio do Precursor do Salvador, denuncia: “Se alguém pega a vida para si mesmo, para guardá-la, como o rei em sua corrupção ou a senhora com o ódio, ou a menina, a jovem com sua própria vaidade – um pouco adolescente, inconsciente  – a vida morre , a vida acaba murchando, não serve”, destacou o Santo Padre” (idem).

Sem dúvida alguma, este homem foi um instrumento de Deus de muita importância para a revelação divina. Mas hoje queremos olhar para seu testemunho de coragem e confiança. João nos ensina que por a confiança em Deus, não é esconder-se dos problemas ou esquivar-se dos sofrimentos da vida cotidiana. Ao contrário, é enfrentar as adversidades com a certeza de que não estamos sozinhos.

Aquele que assim procede não se desespera, fica tranquilo, pois sabe que sua vida está nas mãos do Criador. Assim, busca, inspirado pelo Espírito, uma maneira de superar as dificuldades, e se não for possível superá-la, encontra força em Deus para suportá-la.

A vida de João nos ensina que precisamos apenas de Tempo para compreender a realidade que vivemos, Inteligência para buscar o caminho certo e Coragem para seguir em frente!

Já ouvimos anunciar o início do “Novo Normal”. Este tempo exigirá de nós ainda mais confiança em Deus e compromisso com a sua Palavra. Retomar as atividades poderá ser um desafio. Será necessário vencer medos, incertezas e angústias, e isso só será possível na unidade com aquele que nos salvou.

Que São João Batista interceda por nós e nos inspire a uma prática cristã sadia e comprometida na construção de um mundo novo.

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Evangelizar na comunhão

Dom Adelar Baruffi
Bispo de Cruz Alta

 

            A Solenidade de São Pedro e São Paulo, que celebramos no último domingo de junho, nos coloca a vida destas duas “colunas” da Igreja Católica e o seu modo permanente de ser. Os dois representam a dinâmica de ser da Igreja, para sempre. Com isto, estamos afirmando a necessária entrega evangelizadora dos cristãos, com o modelo de São Paulo, sempre ele. E, também, a comunhão que formamos, com o testemunho de São Pedro, hoje presente no nosso Santo Padre Francisco. Missionários ardorosos e, sempre, com amor à Igreja.

            A primeira face da Igreja nos é dada por São Paulo. A história do cristianismo teve muitos evangelizadores. As épocas históricas foram várias, com suas configurações diferentes. Quantos deram e ainda dão sua vida pelo anúncio do Evangelho, assumindo para si o mandato de Cristo Ressuscitado, como Paulo: “Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado a ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus […]” (Rm 1,1). A grande missão de Paulo era levar a todos a graça de Deus, seu amor infinito, gratuito, que um dia alcançou Paulo e lhe deu o perdão dos pecados, habilitando-o para que, numa atitude de fé e gratidão, agisse na caridade. O grande anúncio é o infinito amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, o Filho, nosso Salvador, e o Espírito Santo que acompanha nosso caminhar, vivido numa comunidade eclesial.

            Paulo dedica-se totalmente na obra evangelizadora. Ele “corre”, pois “eu mesmo fui alcançado por Cristo Jesus” (Fl 3,12). Na esteira dos grandes evangelizadores, o Papa Francisco nos convida, hoje, a anunciar o evangelho com alegria (EG 1). O próprio evangelho de Jesus Cristo é fonte de vida humana, de felicidade e paz à humanidade. Quem segue a Cristo, torna-se mais humano. Não precisa que tenhamos feito cursos de mestrado e doutorado para falar sobre os valores fundamentais do evangelho de Cristo e realizar a caridade. A vida é um testemunho. Mais hoje, quando não podemos dar por suposto o anúncio cristão, na veracidade do evangelho e na comunhão eclesial.

 Tantos evangelizadores, como Paulo, hoje afirmam: “ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 9,16). As pessoas, hoje, estão sedentas do evangelho, que projeta luz sobre nossa vida. Paulo define-se a si mesmo como um missionário, um apóstolo, “escolhido desde o seio para anunciar a Cristo entre os gentios” (Gl 1,15-16). O Evangelho, para Paulo, não é uma narração de uma teoria, mas uma pessoa, a pessoa de Jesus Cristo: “Pois não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, como o Senhor” (2Cor 4,5).

Porém, um grande desafio, neste tempo onde não existe o reconhecimento da “verdade”, mas “a minha verdade”, “eu acho”, “eu penso assim”, é reconhecer a comunhão como matéria integrante do evangelho. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti” (Jo 17,21). Não posso ser católico e estar separado do Papa. O Papa Francisco, sucessor de Pedro, tem esta missão da unidade: “apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17). Nosso Papa tem dado uma nova “primavera” na Igreja, em continuidade com os anteriores. Sua perspectiva é a sinodalidade, escutar a todos. Nossa prece é de súplica para que todos os católicos estejam na comunhão com ele, para vivermos nossa missão no mundo.

Parabéns ao nosso Papa Francisco, pelo seu dia! Deus o conserve com saúde e tanto dinamismo evangelizador.

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#SilêncioPelaDor: Igrejas expressam solidariedade aos familiares das vítimas da Covid-19

A escadaria da Igreja Santíssima Trindade, em Águas de Meninos, onde sobem dezenas de pessoas todos os dias, agora é só silêncio. Nenhuma palavra, nenhuma ação, apenas a oração silenciosa de homens e mulheres que compreendem a dor do próximo e se uniram para expressar solidariedade aos familiares das vítimas do COVID-19, que, segundo o levantamento realizado pelo consórcio de veículos de imprensa, já acomete mais de um milhão de brasileiros.

O que os moradores da Comunidade da Trindade estão fazendo ao silenciarem nas escadarias tem nome: “O silêncio faz ecoar nossa dor”. Esta é a campanha idealizada pelo responsável da Comunidade, Henrique Peregrino, em parceria com a Cáritas Nacional, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), o Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC), a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) e o Núcleo Apostólico da Companhia de Jesus na Bahia (MAGIS).

Lançada no dia 11 de junho, a iniciativa, que também é conhecida como “Não-Ação”, além de ser um momento permanente de oração em meio ao silêncio, é também uma oportunidade de denunciar a inação de órgãos governamentais diante do crescente número de casos e de mortes. “Isso se tornou uma missão diante da responsabilidade da vida do próximo”, afirma Henrique.

O silêncio

Nas escadarias, homens e mulheres se revezam, diariamente, para que o ato seja realizado de maneira permanente e seguindo todas as recomendações sanitárias, como explica Henrique Peregrino, que montou uma tenda de frente para a Avenida Jequitaia, onde as pessoas se abrigam para ter esse momento oracional. “Disponível o dia todo, do nascer ao pôr do sol, das 6h às 18h, sempre há pessoas que assumem a presença silenciosa e oracional”, explica.

Henrique Peregrino ressalta que também chegou a participar de outras ações e assinou petições para que algo fosse feito diante do cenário, mas percebeu que era necessário algo mais e que o silêncio e a “Não-Ação” podiam completar de modo a tornar o clamor ainda mais forte. Contudo, ele explica que não é um silêncio calado, “é um silêncio de protesto e indignação. Nós não podemos ficar sem reação diante da situação em que diariamente milhares de vidas são perdidas. Não podemos achar isso normal, porque ninguém quer que o Brasil se torne um cemitério. Estamos todos aqui para a vida! Jesus disse ‘Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em plenitude’”, destaca.

De acordo com a moradora da Comunidade da Trindade, Juci de Souza, de 54 anos, que participa presencialmente nas escadarias da Igreja, sempre das 16h às 18h, é uma experiência única porque, segundo ela, antes da pandemia já refletia sobre o acúmulo de informações, a rotina dos seres humanos e o barulho de trânsito da cidade, já que muita gente não está cumprindo o isolamento social. “Eu vivo essa experiência para silenciar esse barulho que vem como uma resposta de toda a situação e sentir que, mesmo diante disso, eu posso entrar em comunhão e em sintonia com todos os gritos e dor que assolam o mundo”, diz. Juci destaca, ainda, que as pessoas estão vivendo como se as mortes e os casos de COVID-19 fossem algo comum. “Você saber que 50 mil vidas já se foram, e ter isso como algo natural, é não sentir empatia pela dor do outro”, conclui.

Para a pastora da Igreja Presbiteriana Unida, Sônia Mota, que abraçou a campanha na Igreja onde congrega e na CESE, que também faz parte da iniciativa, a sensação é de que diante dos discursos feitos por meio dos responsáveis pela Saúde no Brasil, as pessoas acabaram ficando cansadas com tantas ocorrências que envolvem vidas. “Entendemos que o silêncio também pode ser uma forma de protesto, mas não é o silêncio que se omite, mas sim o silêncio que quer falar alto. Na própria Bíblia há muitos momentos de silêncio. Silenciar-se diante de uma dor profunda. Silenciar-se para chamar atenção”, diz.

#SilêncioPelaDor

As pessoas também podem participar da campanha sem sair das casas. “Pode ser dentro do apartamento, da casa, qual que seja a moradia, essa pessoa pode reservar um momento para ficar em silêncio. E, para que esse silêncio ecoe, nós pedimos que as pessoas escrevam o lema, tirem uma foto e publiquem nas redes sociais com a #SilêncioPelaDor”, pede Henrique Peregrino.

A campanha também pode ser acompanhada, pelos internautas, através do Instagram: @silenciopelador e do Facebook: Silêncio Pela Dor

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“É hora de ser presença amorosa com as pessoas que sofreram perdas”, afirma dom Roberto

A pandemia da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, continua acelerando no mundo, com um milhão de casos registrados em apenas oito dias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O mundo também teve um recorde de novas infecções diárias no domingo (21): foram 183 mil novos casos. O maior número de infecções relatadas veio do Brasil. Com 654 novos registros de mortes, o Brasil totalizou mais de 50 mil óbitos por Covid-19, informou o Ministério da Saúde. Os casos confirmados da doença saltaram de 1.085.038 para 1.106.470.

Para falar sobre o aumento significativo, principalmente de óbitos, o portal da CNBB conversou com o bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferrería Paz. “Eu acredito que os números, claro, têm toda essa pedagogia da prevenção, mas eles começam a ter impacto quando a gente perde um familiar, quando é tocado na carne pela navalha da morte”, comentou o bispo.

Segundo dom Roberto, é importante ter compaixão e delicadeza para com os familiares que perderam seus entes queridos pela Covid-19. “Temos que mostrar que estamos com eles, que estamos acompanhando, porque o luto é difícil, sobretudo porque já começa com a dificuldade do enterro, que é marcado por uma série de questões razoáveis de distanciamento e que não deixa os familiares manifestarem o ritual da separação, o ritual de entregar nas mãos de Deus do querido familiar, então ficam muitos sentimentos contidos, não extravasados e a falta de solidariedade também visível, presente”, argumenta.

Com os maiores números de óbitos e casos confirmados da Covid-19 no Brasil, o Estado de São Paulo registra o total de 221.973 casos e 12.634 mortes. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição no ranking nacional da pandemia, com 97.572 casos e 8.933 óbitos até agora. Na sequência, estão os Estados do Ceará (94.158 casos e 5.604 óbitos), Pará (86.020 casos e 4.605 óbitos), Maranhão (70.689 casos e 1.760 óbitos), Amazonas (63.731 casos e 2.671 óbitos) e Pernambuco (52.494 casos e 4.252 óbitos).

Dom Ferrería comentou que, através da Pastoral da Esperança, tem recebido diariamente uma lista de pessoas que estão depressivas com as perdas; estão apreensivas em relação às cirurgias ou também em quarentena. “Eu ligo para elas, trato de escutá-las e trato de mostrar o que o Papa fala de dar “o abraço da esperança”. Sempre uma presença amiga é esperança e nos ajuda a compartilhar a dor”, salienta.

Ainda, de acordo com ele, esse não é o momento de pensar em coisas institucionais, operacionais, mas de ser presença amorosa, compassiva, de ternura com as pessoas que sofreram perdas. “É muito difícil, claro, estimar o quanto elas estão sofrendo, por isso temos que ser o bálsamo, temos que ser o rosto de Maria;  Maria que repara, que enxuga as lágrimas, a nossa querida mãe. É o momento da maternidade espiritual e consoladora para quem perdeu um familiar. Vamos continuar mostrando o rosto de uma Igreja mãe, solidária e que enxuga as lágrimas de todas as pessoas e, em especial, dos pobres”, finalizou dom Roberto.

Foto de capa: Ulrike Mai/Pixabay

Fonte: https://www.cnbb.org.br/e-hora-de-ser-presenca-amorosa-e-de-ternura-com-as-pessoas-que-sofreram-perdas-afirma-dom-roberto/

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Dia do Lavrador: “O homem do campo é também um cuidador da terra e da natureza”

No Dia do Lavrador, celebrado hoje, 23 de junho, o bispo da prelazia de Itacoatiara (AM) e vice-presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, fala da situação dos trabalhadores do campo no contexto da pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, os trabalhadores do campo estão mais tranquilos no sentido de que se encontram distantes das grandes aglomerações das cidades e vilas.

Por outro lado, o vice-presidente da CPT aponta que eles já se sentem afetados pelas dificuldades de não terem como escoar a sua produção e fazer chegar seus produtos às vilas e cidades, o que acaba gerando dificuldades de sustentação de suas famílias. Uma das questões mais preocupantes que vem afetando a vida dos pequenos lavradores na avaliação de dom Ionilton é o processo de mecanização da agricultura e a substituição do homem pela máquina.

Razões para celebrar

Dom José Ionilton, vice-presidente da CPT. Foto: Guilherme Cavalli/CIMI

Para o bispo da prelazia de Itacoatiara, quem mora na área urbana tem sempre que lembrar e comemorar o Dia do Lavrador porque depende muito dos trabalhadores do campo a sustentação das pessoas que vivem nas cidades. A capacidade que Deus deu de cuidar e trabalhar na terra e produzir o alimento é uma das razões para celebrar esta data, reforça o bispo.

“Celebrando esse Dia do Lavrador dirijo a nossa homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras do campo, eles que cultivam a terra e fazem com que a comida chegue às nossas mesas, especialmente nós que moramos nas pequenas, médias e grandes cidades”, destaca.

O bispo elenca também como um outro bom motivo para comemorar o Dia do Lavrador a organização dos trabalhadores, incluindo o trabalho que realiza a Comissão Pastoral da Terra (CPT) que recém completou 45 anos de existência. “A CPT nasceu para dar apoio ao pequeno trabalhador e ao homem do campo. Esse trabalho se traduz na defesa dos pequenos agricultores para que tenham condições de permanecer na terra e ali produzam para a sua própria sustentação e para a alimentar quem está na cidade”, destaca.

Em função das ameaças que vêm sofrendo, a comemoração hoje é mais limitada, disse dom José. “O Papa Francisco, na exortação Querida Amazônia, fala da ganância do lucro fácil que faz com que as empresas se apropriem das terras. E fala também da privatização da água e do relaxamento das leis. Olha que a Querida Amazônia foi lançada em fevereiro, e o Santo Padre já falava sobre as autoridades que deixam o caminho livre para as madeireiras, mineradoras e empresas de exploração de petróleo e gás, atividades que devastam a floresta e contaminam o ambiente”, apontou.

O pequeno agricultor, segundo dom Ionilton, sai prejudicado por tudo isso. “O Papa Francisco diz que é preciso se indignar como Deus e Jesus se indignaram. Nós devemos reagir diante de tudo aquilo que sofre o homem do campo e o pequeno agricultor. Também os ribeirinhos, em nosso caso na Amazônia, que muitas vezes encontram-se também ameaçados pelo avanço dessas empresas, do agronegócio e pelas queimadas”, avaliou.

O bispo reforça o trabalho que vem sendo feito pela Igreja em apoio aos pequenos produtores e lavradores. “Continuamos trabalhando juntos como Igreja, por meio da CPT e das pastorais sociais, a Comissão Pastoral dos Pescadores Artesanais que trabalha na defesa dos pequenos que vivem da pesca, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) que trabalha com os povos indígenas pela sua permanência e auto-sustentação pela terra”.

O vice-presidente da CPT afirma que o lavrador cuida da terra e não tem a ambição do lucro apenas. “O pequeno é quem mais preserva a natureza e o meio ambiente uma vez que não usa tanto o veneno e nem os agrotóxicos. Eles se organizam em pequenas produções, em áreas de terra agricultáveis diferente do agronegócio que tem grande impacto na natureza. Parabéns aos lavradores e lavradoras por seu dia”, concluiu.

fonte: https://www.cnbb.org.br/dia-do-lavrador-o-homem-do-campo-e-tambem-um-cuidador-da-terra-e-da-natureza/

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Irmã Mônica de Barros destaca quatro eixos da existência humana que devem ser cuidados

“Se nós estamos mal cuidados, mal humorados, mal vividos, adoecidos, como é que nós vamos enfrentar uma pandemia?” O questionamento é da irmã Mônica de Barros, religiosa da Congregação das Filhas de Jesus, convidada da live “É tempo de cuidar” de terça-feira, 23 de junho. Com atuação na terapia natural, irmã Mônica apresentou quatro eixos da existência humana que devem ser cuidados na perspectiva da saúde integrativa.

“Nós temos que estar em bom estado para cuidar do estado dos outros”, afirma a religiosa que, em seu trabalho no interior mineiro tem “tentando despertar as pessoas para os cuidados com a vida e a vida com mais qualidade”.

Quatro eixos

Conhecida por irmã Mônica, a religiosa Porcina Amônica de Barros explica que a saúde integrativa, que consiste no cuidado do ser integralmente, envolve quatro eixos de nossa existência, “que infelizmente nesse mundo do capitalismo é tudo esquecido, só tem a questão do produzir”. São eixos ou ângulos que devem ser cuidados a saúde emocional, a energia, a espiritualidade e o corpo.

Saúde emocional

Cuidar da saúde emocional, segundo irmã Mônica, consiste em cultivar, apreciar “uma boa música, uma boa amizade, uma boa conversa, uma espiritualidade, uma amizade com Deus mais profunda, o saber perceber os presentes de Deus na vida para sermos pessoas alegres, o verde da natureza, o cantar dos pássaros, o romper de uma cachoeira”. É preciso dedicar tempo para tudo isso.

Também é necessário ter afeto: “não temos carinho com as coisas, agora diz que não pode abraçar, não pode beijar, mas isso já fazia, há tempo que não acontecia, um corre-corre e não dá tempo de nada. Os pais não estavam vendo os filhos crescerem. Isso no ângulo das nossas emoções”.

Energia

Aqui não se trata de corrente elétrica, “mas é a força vital do organismo, do nosso ser, essa energia nós vamos abastecê-la com alimentação saudável, sem muitos fármacos, com exercícios físicos, saber mastigar os alimentos, saber apreciar as boas coisas, saber passear no ar livre, curtir as sombras, curtir aquilo que nos satisfaz alegremente, nos refaz – o banho não é só para tirar o suor do dia, é esse contato com a nossa irmã água que faz a gente lembrar do carinho de Deus, da ternura”. Sem essas atitudes, observa a religiosa, “estamos perdendo a energia, a força vital em tudo isso e tudo tem que ser remediado com fármacos”.

Espiritualidade

Irmã Mônica destaca que espiritualidade não é espiritualismo, “não é aquela reza constante, mas é uma união perene com nosso criador e soberano Senhor”. A religiosa lembra que os santos viviam essa presença de Deus em todas as coisas, sempre dentro do projeto de Deus, e chama atenção para certa incoerência: “às vezes você pode rezar mil Pai-Nossos, mas não é irmão, então está recitando alguma coisa que aprendeu, mas não tem ressonância interna. Às vezes a gente pensa espiritualidade lendo não sei quantos livros, mas como Paulo diz, a natureza é um livro aberto e nós não lemos nada dela, não sabemos, perdemos o costume de contemplar, saborear os presentes de Deus que caem em nossas mãos todos os dias e todas as horas”.

Uma proposta é fazer a “corrente contemplativa” de um pouco de arroz no prato: “se você fizer a corrente contemplativa deste arroz, por quantas mãos ele passou até chegar no seu prato? Isso é carinho de Deus, isso é cuidado de Deus, isso é espiritualidade”, garante.

Também faz parte da espiritualidade ser uma pessoa grata, saber gozar de um sorriso de uma criança, saber apreciar o perfume de uma flor, a beleza de uma flor, segundo irmã Mônica, “é o que nos mantém em ligação com o nosso soberano Senhor, a Trindade Santa que nos criou, nos conserva e mora conosco”.

A espiritualidade é um remédio muito eficaz para tudo. E como nós perdemos nosso  cordão umbilical da espiritualidade, nós vamos ficando pessoas vazias, nós tombamos com uma calúnia, nós tombamos com um olhar de lado, com um pensamento esquisito, porque não temos uma espiritualidade sólida, então estamos também no campo das espiritualidade enfermos”.

Corpo

O quarto ângulo destacado pela irmã Mônica é “a nossa massa física, que deveria de ser o espelho de Deus, o nosso corpo”. A pergunta é “Como que o nosso corpo é tratado?”.

A terapeuta natural chamou atenção que muitas pessoas se confessam, mas não levam ao sacerdote os pecados contra o corpo: “Eu peguei mais peso que eu devia, estou com a coluna toda torta de tanto peso, eu tomei muito álcool, envenenei meu corpo, eu estou vestindo uma roupa muito apertada de lycra, que eu não consigo respirar, estou aqui imprensada, portanto, estou num nervosismo que ninguém chega perto de mim, porque não estou aguentando, mas eu tenho que obedecer à vaidade, eu tenho que obedecer à moda”.

Também as cores têm uma influência importante na saúde. Para irmã Mônica, as roupas alegres “nos levam também a um humor mais alto, a uma pessoa mais harmoniosa”.

Da mesma forma, uma tarefa essencial é entender a diferença entre comida e alimento: “tem muita comida, mas não tem alimento”, reflete sobre o que se encontra nos supermercados. “A gente tem que ter cuidado com aquilo que estamos ingerindo. Será que a gente faz a diferença entre comer e alimentar? Comer você enche, mas não nutre. O alimento nos nutre, renova nossas energias, repõe as nossas forças”, explicou.

Também participou da live de ontem o bispo de Campos (RJ) e referência da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferrería Paz.

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Papa reza pelos inocentes que sofrem sentenças injustas

Na Missa desta terça-feira, 7, Francisco recordou a perseguição que Jesus sofreu e rezou pelas pessoas que sofrem sentenças injustas

O Papa Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta terça-feira, 7, da Semana Santa. A Antífona de entrada da celebração do dia, que o Pontífice lê no início da celebração, é extraída do Salmo 26: “Não me deixeis, Senhor à mercê de meus adversários, pois contra mim se levantaram testemunhas falsas, mas volta-se contra eles a sua iniquidade” (Sl 26,12).

Na introdução, o Santo Padre dirigiu seu pensamento aos inocentes perseguidos: “Nestes dias de Quaresma, vimos a perseguição que Jesus sofreu e como os doutores da Lei se acirraram contra Ele: foi julgado sob acirramento, com acirramento, sendo inocente. Gostaria de rezar, hoje, por todas as pessoas que sofrem uma sentença injusta por acirramento”.

Na homilia, o Papa comentou as leituras do dia, extraídas do Livro do profeta Isaías (Is 49,1-6), o segundo canto do Servo do Senhor, e o Evangelho de João (Jo 13,21-33.36-38) que fala da traição de Judas e da renegação de Pedro. “Peçamos a graça de perseverar no serviço, apesar das nossas quedas”, rogou.

Íntegra da homilia

“A profecia de Isaías que ouvimos é uma profecia sobre o Messias, sobre o Redentor, mas também uma profecia sobre o povo de Israel, sobre o povo de Deus: podemos dizer que pode ser uma profecia sobre cada um de nós. Substancialmente, a profecia ressalta que o Senhor elegeu o seu servo desde o seio materno: diz isso duas vezes. Desde o início o seu servo foi eleito, desde o nascimento ou antes do nascimento. O povo de Deus foi eleito antes do nascimento: também cada um de nós. Nenhum de nós caiu no mundo por casualidade, por acaso. Cada um de nós tem um destino, tem um destino livre, o destino da eleição de Deus. Eu nasço com o destino de ser filho de Deus, de ser servo de Deus, com a missão de servir, de construir, de edificar. E isso, desde o seio materno.

O servo de Javé, Jesus, serviu até à morte: parecia uma derrota, mas era o modo de servir. E isso ressalta o modo de servir que nós devemos assumir em nossa vida. Servir é dar-se, dar-se aos outros. Para cada um de nós, servir é não pretender nenhum benefício que não seja o servir. É a glória, servir; e a glória de Cristo é servir até aniquilar-se a si mesmo, até à morte, morte de Cruz. Jesus é o servo de Israel. O povo de Deus é servo, e quando o povo de Deus se distancia desta atitude de servir é um povo apóstata: distancia-se da vocação que Deus lhe deu. E quando cada um de nós se distancia desta vocação de servir, se distancia do amor de Deus. E edifica a sua vida sobre outros amores, muitas vezes idolátricos.

O Senhor nos elegeu desde o seio materno. Há quedas, na vida: cada um de nós é pecador e pode cair e caiu. Somente Nossa Senhora e Jesus: todos os outros caímos, somos pecadores. Mas o que importa é a atitude diante de Deus que me elegeu, que me ungiu como servo; é a atitude de um pecador que é capaz de pedir perdão, como Pedro, que jura que “não, jamais te renegarei, Senhor, jamais, jamais, jamais!”, depois quando o galo canta, chora. Arrepende-se. Este é o caminho do servo: quando escorrega, quando cai, pedir perdão.

Ao invés, quando o servo não é capaz de entender que caiu, quando a paixão o arrebata de tal modo que o leva à idolatria, abre o coração a satanás, entra na noite: foi o que aconteceu com Judas.

Pensemos hoje em Jesus, o servo, fiel no serviço. Sua vocação é servir, até à morte e morte de Cruz. Pensemos em cada um de nós, parte do povo de Deus: somos servos, nossa vocação é para servir, não para se aproveitar do nosso lugar na Igreja. Servir. Sempre em serviço. Peçamos a graça de perseverar no serviço. Por vezes com escorregões, quedas, mas ao menos a graça de chorar como Pedro chorou”.

Adoração e Bênção Eucarística

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando os fiéis a fazerem a Comunhão espiritual. A oração recitada pelo Papa:

“Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!”.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”): “Ave, Rainha do céu; ave, dos anjos Senhora; ave, raiz, ave, porta; da luz do mundo és aurora. Exulta, ó Virgem gloriosa, as outras seguem-te após; nós te saudamos: adeus! E pede a Cristo por nós!”.

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Resgatar a Igreja doméstica na Semana Santa, pede Dom Jaime

Primeiro vice-presidente da CNBB gravou um vídeo convocando os fiéis a resgatarem um pouco daquilo que tanto marcou a história do cristianismo: a Igreja doméstica

De quinta-feira, 9 de abril, até o próximo domingo, 12, a Igreja Católica dá início às celebrações do tríduo pascal, que marca os últimos dias vividos por Cristo antes de sua paixão, morte e ressurreição. A data da Páscoa não pode ser transferida e um decreto publicado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos do Vaticano determina que as celebrações sejam realizadas nas catedrais ou Igrejas matrizes, porém, sem a presença dos fiéis. 

O documento orienta que as celebrações sejam transmitidas ao vivo pelos meios tradicionais de comunicação ou pelas redes sociais para que os fiéis, em suas casas, possam se unir em oração para celebrar a grande festa. O arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) gravou um vídeo convocando os fiéis a resgatarem um pouco daquilo que tanto marcou a história do cristianismo, a Igreja doméstica, em casa.

“Ali uma pequena comunidade seguindo uma celebração através das mídias sociais, juntos formando uma grande corrente, celebramos os grandes mistérios ou o grande mistério da redenção humana. Meu irmão, minha irmã, vamos buscar viver juntos de forma intensa cada uma dessas celebrações belíssimas da nossa fé, que marcam a nossa fé cristã e católica”, destaca.

De acordo com dom Jaime, a orientação da CNBB é que cada comunidade cristã desse Brasil celebre esses dias da Semana Santa de acordo com as características de sua região. “Nosso Brasil é muito diferente. São indicações que devem ser adaptadas a cada contexto no nosso país”, ressalta.

Clique no link abaixo e assista a mensa de Dom Jaime:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=nze-dRroTcs&feature=emb_logo

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Em documento, Vaticano manifesta preocupação com os idosos

Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, em mensagem intitulada “Idosos: na solidão, o coronavírus mata mais”, pede solidariedade

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida divulgou uma mensagem para os idosos, nesta terça-feira, 7, intitulada “Idosos: na solidão, o coronavírus mata mais”. A mensagem alerta para o tempo difícil vivido pelos idosos frente à pandemia e convida todos à solidariedade. 

“No coração dessa tempestade inesperada e furiosa, percebemos – como o Papa Francisco nos lembrou – que estamos no mesmo barco. Dentro do barco estão também os idosos. Como todos, eles se encontram frágeis e desorientados. A eles se dirige, hoje, nosso pensamento preocupado e agradecido, para retribuir, pelo menos, um pouco daquela ternura com a qual cada um de nós foi acompanhado na sua vida, e para que o carinho materno da Igreja chegue a cada um deles”, ressalta a mensagem.

De acordo com o dicastério, a geração dos nossos idosos está pagando o preço mais alto da pandemia de Covid-19. As estatísticas dizem que, na Itália, mais de 80% das pessoas que perderam a vida tinham mais de 70 anos.

O Papa Francisco afirma que a solidão pode ser uma doença, mas com caridade, proximidade e conforto espiritual podemos curá-la. “Essas palavras ajudam a entender que, se é verdade que o coronavírus é mais letal quando encontra um corpo debilitado, em muitos casos a patologia anterior é a solidão”, lembra a mensagem.

O dicastério destaca que estamos testemunhando a morte, em proporções e modalidades terríveis, de muitas pessoas que vivem longe de suas famílias, em condições de solidão verdadeiramente debilitantes e desanimadoras. Por esse motivo, é importante que se faça todo o possível para remediar essa condição de abandono. Isso, nas circunstâncias atuais, pode significar salvar vidas.

“Atualmente, existem muitas iniciativas nesse sentido que a Igreja está adotando em favor dos idosos”, recorda o organismo vaticano. “A incapacidade de continuar fazendo visitas domiciliares levou a encontrar formas novas e criativas de presença. Ligações, mensagens de vídeo ou de voz ou, mais tradicionalmente, cartas endereçadas a quem está sozinho. Muitas paróquias estão se empenhando na entrega de alimentos e remédios a quem é forçado a não sair de casa. Em quase todos os lugares, os padres continuam visitando as casas para distribuir os sacramentos. Muitos voluntários, especialmente jovens, estão trabalhando generosamente para não interromper – ou para começar a tecer – redes fundamentais de solidariedade”.

Dedicar-se aos idosos

O documento destaca que a gravidade do momento exige que se intensifique as obras de auxílio aos idosos, quer individuais, quer como Igrejas locais. Diante do cenário de uma geração atingida tão severamente, temos uma responsabilidade comum – enfatiza a mensagem – que decorre da consciência do valor inestimável de toda vida humana e da gratidão a nossos pais e avós.

“Devemos dedicar novas energias para defendê-los desta tempestade, assim como cada um de nós foi protegido e cuidado nas pequenas e grandes tempestades de nossas vidas. Não deixemos os idosos sozinhos, porque, na solidão, o coronavírus mata mais.”

Segundo o dicastério, aqueles que vivem em estruturas residenciais merecem uma atenção especial. A concentração no mesmo local de tantas pessoas frágeis e a dificuldade de encontrar os dispositivos de proteção criaram situações muito difíceis de administrar, apesar da abnegação e, em alguns casos, o sacrifício da equipe dedicada à assistência”, ressalta o organismo vaticano.

O documento, porém, lembra que a crise atual é resultado de um abandono assistencial e terapêutico que vem de longe.“Apesar da complexidade da situação em que vivemos, é necessário esclarecer que salvar a vida de idosos que vivem em estruturas residenciais ou que estão sozinhos ou doentes é uma prioridade tanto quanto salvar qualquer outra pessoa.”

Nos países onde a pandemia ainda tem dimensões limitadas, ainda é possível tomar medidas preventivas para protegê-los; naqueles em que a situação é mais dramática, é necessário mobilizar-se para encontrar soluções de emergência. Tudo isso afeta o futuro de nossas comunidades eclesiais e de nossas sociedades, porque, como o Papa Francisco disse recentemente, “os idosos são o presente e o amanhã da Igreja”.

Rezar pelos avós e idosos do mundo

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida recorda que, “no sofrimento desses dias, somos chamados a entrever o futuro. No amor de tantos filhos e netos, e no cuidado dos assistentes e voluntários, revive-se a compaixão das mulheres que vão ao túmulo para cuidar do corpo de Jesus. Como elas, temos medo e, como elas, sabemos que não podemos fazer outra coisa que – mantendo a distância – viver a compaixão que Ele nos ensinou. Como elas, logo entenderemos que era necessário permanecermos próximos, mesmo quando parecia perigoso ou inútil, certos das palavras do anjo, que nos convida a não ter medo”.

“Unamo-nos, então, em oração, pelos avós e idosos de todo o mundo. Reunamo-nos ao seu redor, com o pensamento e o coração e, ali onde for possível, com a ação, para que não se sintam sozinhos”, conclui a mensagem do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

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No Domingo de Páscoa, Brasil será consagrado a Nossa Senhora

Ato será realizado também por países da América Latina e Caribe, a pedido do Conselho Episcopal Latino-Americano; momento será de oração e pedido pelo fim da pandemia

No Domingo de Páscoa, 12 , às 14 horas, festa maior da Igreja Católica, o Brasil irá unir-se aos demais países da América Latina e Caribe, conforme solicitação do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), e será consagrado a Nossa Senhora. O momento será de oração e pedido pela intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria diante da pandemia causada pelo coronavírus. O pedido é para que este tempo difícil seja superado. A Consagração a Nossa Senhora será transmitida, ao vivo, por todas as TVs de inspiração católica, por rádios e pelas redes sociais da CNBB.

Na última quarta-feira, 1, o Celam anunciou que fará o Ato de consagração da América Latina e do Caribe a Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América, “para pedir-lhe a saúde e o fim da pandemia, colocando-nos sob seu olhar amoroso nestes momentos difíceis, em que Ela pode nos abrir as portas da esperança”.

Em comunicado, a presidência do CELAM, com o apoio dos bispos do México, convidou todos os países da América-Latina e do Caribe a participarem deste evento por meio das plataformas digitais e de outros meios de comunicação. A nota explica que, como sinal de união continental, as catedrais e templos de cada país, dioceses e paróquias tocarão 12 badaladas no começo do Terço Missionário oferecido pela saúde das pessoas dos cinco continentes.

“Ao contemplar a Mãe do verdadeiro Deus, por quem se vive, fortalecemos nossa fé, animamos nossa esperança e nos comprometemos com amor solidário, especialmente com aqueles que, hoje, experimentam enfermidade, dor, pobreza, solidão, temor e inquietude”, destaca a presidência.

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Papa reza pelos presos e pensa nos pobres: neles, Jesus se identifica

Na Missa desta segunda-feira, 6, Francisco voltou a dirigir seu pensamento aos presos e ao grave problema da superlotação dos cárceres, rezando a fim de que os responsáveis encontrem soluções

Papa Francisco presidiu a Missa na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta segunda-feira, 6, da Semana Santa. Ao introduzir a celebração, rezou pelo problema da superlotação nos cárceres: “Penso num grave problema que existe em várias partes do mundo. Gostaria que, hoje, rezássemos pelo problema da superlotação nos cárceres. Onde há uma superlotação – muita gente ali – há o perigo, nesta pandemia, de que se acabe numa grave calamidade. Rezemos pelos responsáveis, por aqueles que devem tomar as decisões nisso, a fim de que encontrem um caminho justo e criativo para resolver o problema”.

Na homilia, Francisco comentou a passagem do Evangelho de João (Jo 12,1-11) em que Maria, irmã de Lázaro, ungiu os pés de Jesus com um perfume precioso, provocando as críticas de Judas: este perfume – diz aquele que estava prestes a trair o Senhor – podia ser vendido e o rendimento dado aos pobres. O evangelista observa que disse isso não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era um ladrão, e ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela, contou Francisco. Jesus lhe responde: “Deixe-a; ela fez isso em vista do dia de minha sepultura. Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”, complementou o Pontífice.

O Papa falou dos pobres: “Há muitos, em grande parte estão escondidos e não os vemos, porque somos indiferentes. Muitos pobres são vítimas das políticas financeiras e da injustiça estrutural da economia mundial. Muitos pobres se envergonham por não terem meios e vão às escondidas à Caritas. Os pobres, os encontraremos nos juízo final: Jesus se identifica com eles. Seremos julgados sobre nossa relação com os pobres”. 

Íntegra da homilia

“Esta passagem se conclui com uma observação: ‘Os sumo sacerdotes decidiram matar também Lázaro, porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus’. Dias atrás, vimos os passos da tentação: a sedução inicial, a ilusão, depois cresce – segundo passo – e terceiro, cresce e se contagia e se justifica. Mas há outro passo: segue adiante, não se detém. Para eles, não era suficiente matar Jesus, mas agora também Lázaro, porque era uma testemunha de vida.

Hoje, gostaria de deter-me sobre uma palavra de Jesus. Seis dias antes da Páscoa – estamos propriamente muito perto da Paixão –, Maria faz este gesto de contemplação: Marta servia – como a outra passagem – e Maria abre a porta à contemplação. E Judas pensa no dinheiro e pensa nos pobres, mas não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão, e ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. Essa história do administrador infiel é sempre atual, esses sempre existem, mas também em outro nível: pensemos em algumas organizações de beneficência ou humanitárias que têm muitos funcionários, muitos, que têm uma estrutura muito rica e acaba chegando aos pobres quarenta por cento, porque sessenta por cento é para pagar o salário dessas pessoas. É um modo de apropriar-se do dinheiro dos pobres. Mas a resposta é Jesus. E aqui gostaria de deter-me: “De fato, os pobres, sempre os tereis convosco”. Esta é uma verdade: “De fato, os pobres, sempre os tereis convosco”. Os pobres existem. São muitos: há o pobre que nós vemos, mas esta é a mínima parte; a grande quantidade dos pobres é aquela que não vemos: os pobres escondidos. E nós não os vemos, porque entramos nessa cultura da indiferença, que é negacionista, e negamos: “Não, não, não são muitos deles, não se veem; sim, aquele caso…”, diminuindo sempre a realidade dos pobres. Mas há muitos deles, muitos.

Ou mesmo, se não entramos nesta cultura da indiferença, há um costume de ver os pobres como decorações de uma cidade: sim, existem, como as estátuas; sim, existem, se veem; sim, aquela velhinha que pede esmola, aquele outro… Mas como (se fosse) uma coisa normal. Ter pobres é parte da decoração da cidade. Mas a grande maioria é de pobres vítimas das políticas econômicas, das política financeiras. Algumas estatísticas recentes fazem um resumo assim: há muito dinheiro nas mãos de poucos e tanta pobreza em muitos, em muitos. E essa pobreza é a pobreza de muita gente vítima da injustiça estrutural da economia mundial. E (há) muitos pobres que sentem vergonha de mostrar que não conseguem chegar ao final do mês: muitos pobres da classe média, que vão às escondidas à Caritas e de modo escondido pedem e se envergonham. Os pobres são muitos mais do que os ricos; muito, muito… E aquilo que Jesus disse é verdade: “De fato, os pobres sempre os tereis convosco”. Mas eu os vejo? Eu me dou conta desta realidade? Sobretudo da realidade escondida, aqueles que sentem vergonha de dizer que não conseguem chegar ao final do mês.

Lembro-me que, em Buenos Aires, me tinham dito que o prédio de uma fábrica abandonada, há anos vazia, estava sendo habitada por umas quinze famílias que tinham chegado naqueles últimos meses. Fui lá. Eram famílias com crianças, e cada uma tinha ocupado uma parte da fábrica abandonada para viver. E, olhando, vi que cada família tinha móveis bons, móveis da classe média, tinham a televisão, mas acabaram ali, porque não podiam pagar o aluguel. Os novos pobres que devem deixar a casa, porque não podem pagá-la, vão para lá. É aquela injustiça da organização econômica ou financeira que os leva a isso. E são muitos deles, muitos, a tal ponto que os encontraremos no juízo. A primeira pergunta que Jesus nos fará é: “Como vais com os pobres? Deste de comer? Quando estava no cárcere, o visitaste? No hospital, o visitaste? Assististe a viúva, o órfão? Porque ali era Eu quem estava”. E sobre isso seremos julgados. Não seremos julgados pelo luxo ou as viagens que fazemos ou pela ‘importância social que teremos. Seremos julgados pela nossa relação com os pobres. Mas se eu, hoje, ignoro os pobres, deixo-os de lado, creio que (eles) não existem, o Senhor me ignorará no dia do juízo. Quando Jesus diz: “Os pobres, sempre os tereis convosco”, significa: “Eu estarei sempre convosco nos pobres. Ali estarei presente”. E isso não é ser comunista, esse é o centro do Evangelho: nós seremos julgados sobre isso”.

Antífona Mariana

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada uma antiga antífona mariana Ave Regina Caelorum (“Ave Rainha dos Céus”): “Ave, Rainha do céu; ave, dos anjos Senhora; ave, raiz, ave, porta; da luz do mundo és aurora. Exulta, ó Virgem gloriosa, as outras seguem-te após; nós te saudamos: adeus! E pede a Cristo por nós!”.

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