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Mês Missionário - A Vida é Missão - Diocese de Votuporanga

Material completo clique aqui

Caros padres, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas
e povo fiel de Deus

É com alegria que preparamos este material como sugestão para as atividades do Mês Missionário em nossa Diocese. Vivemos um momento diferente, são tempos difíceis, não há como negar, no entanto, como filhos e filhas de Deus, continuamos sendo chamados à evangelização, primeiro por meio de nossas atitudes, depois, junto ao anúncio da Palavra.

Mesmo com limitações, é importante que celebramos esse momento. A criatividade sempre foi e será uma peça valiosa diante das dificuldades, portanto, sejamos criativos. Lembramos que cada item neste material é uma sugestão e pode ser aperfeiçoado diante da sua realidade. As redes sociais serão essenciais e por meio delas será possível buscar uma interação ainda maior com os fiéis de sua comunidade.

Rogamos a Deus, pedindo o intermédio de nossa mãe, Nossa Senhora Aparecida, para que cada atividade seja regada de alegria, fé, esperança e caridade, pois assim, ganhamos forças para juntos vencermos a escuridão que a pandemia nos trouxe, destacando a luz, que é Cristo Jesus.

EQUIPE EXECUTIVA COMIDI – VOTUPORANGA
Coordenador
Marcos Antônio Graciano

Assessora
Irmã Claudenice Aparecida Sabadin (IFCM)

Arliete Silva de Oliveira
Maria Aparecida Ferreira

Seminaristas
Alan Daga Miatello
Ancelmo José Lio

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Presidente do Regional Sul 1 incentiva ações para o Grito dos Excluídos e faz um convite à reflexão sobre o “Pacto pela vida e pelo Brasil”

Em sintonia com 26ª edição do Grito dos Excluídos, que acontecerá no próximo dia 7 de setembro (segunda-feira), com o tema “Vida em Primeiro Lugar”, e lema “Basta de miséria, preconceito e repressão; queremos terra, trabalho, teto e participação”, o presidente do Regional Sul 1 da CNBB, Dom Pedro Luiz Stringhini, por meio de vídeo, convidou a todos a participar desse ato. Dom Pedro Luiz convidou também o povo a tomar conhecimento e divulgar o texto do “Pacto Pela Vida e Pelo Brasil”, iniciativa da CNBB, juntamente com outras organizações: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns de Direitos Humanos, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

 

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Dez Mandamentos do Dizimista

1º Sou dizimista porque amo a Deus e amo o meu próximo. Partilho com alegria, conforme manda meu coração, seguindo as palavras de São Paulo (2 Cor 9-7).

2º Sou dizimista porque reconheço que tudo recebo de Deus. " O Senhor é meu pastor nada me faltará"(Sl 23). "que tens tu que não tenhas recebido?" (São Paulo em 1 Cor 4,7).

3º Sou dizimista porque minha gratidão a Deus me leva a devolver um pouco do muito que recebo. “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove? Só um voltou para dar glória a Deus? (Lc 17, 11-19).

4º Sou dizimista porque aceito como palavra de Deus o que leio na Bíblia, e sei que dízimo é fonte de bênçãos. "Trazei o dízimo integral ao templo para que haja alimento em minha casa" (MI 3,10) "Esta pobre viúva deu mais que todos os outros"(Lc 21,1-4)

5º Sou dizimista porque creio, e confio, em Deus Pai; minha contribuição é prova de fé e de confiança. "Olhai as aves do céu, olhai os lírios do campo!" "Muito mais o Pai cuidará de vós" (Mt 6,25-31)

6º Sou dizimista porque o partilhar mata o meu egoísmo. "Insensato, hoje morrerás. De que te valeu ter acumulado tantos Tesouros?"(Lc 12,16-21). "O amor cobre uma multidão de pecados" (1 Pd 4,8)

7º Sou dizimista porque creio na vida cristã em comunidade. "Onde dois ou mais se juntarem em meu nome, eu estarei no meio deles" (Mt 18,20). "Vocês são todos irmãos"

8º Sou dizimista porque Deus, o único pai rico, não quer ninguém passando necessidade. “Tudo o que fizeste a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim o fizeste” (Mt 25, 40).

9º Sou dizimista porque gosto de viver em liberdade e alegria, celebrando desde já a vida plena. "Vou preparar-vos um lugar" (Jo 14,1-5). "Vinde, benditos de meu Pai..."(Mt 25,34)".

10º Sou dizimista porque quero ver minha comunidade crescer e minha igreja testemunhar o Evangelho no mundo inteiro. "Ide por toda a terra, pregai a Boa Nova. Batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19-20; Mc16,15)

 

“Ser dizimista consciente, uma graça de Deus”

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PACTO PELA VIDA E PELO BRASIL

Cidadãos brasileiros, mulheres e homens de boa-vontade, mais uma vez, conclamamos a todos:
1. O Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política -- exigindo de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco.
2. A pandemia do novo coronavírus se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social, com a superação de medos e incertezas. O isolamento se impõe como único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social. Devemos, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. Em contrapartida, devemos apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde - OMS.
3. Os países democráticos atingidos pelo COVID-19 estão construindo agendas e políticas para combatê-lo de maneira própria, segundo suas características, mas, todos, sem exceção, na colaboração estreita entre sociedade civil e classe política, entre agentes econômicos, pesquisadores e empreendedores, convencidos de que a conjugação de crise epidemiológica e crise econômica assume tal magnitude, que só um amplo diálogo pode levar à sua resolução. É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo.
4. Nossa sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988. Cabe lembrar que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos -- no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as nossas instituições.
5. A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual. Como em outras pandemias, sabemos que a atual só agravará o quadro de exclusão social no Brasil. Associada às precárias condições de saneamento, moradia, renda e acesso a serviços públicos, a histórica desigualdade em nosso país torna a pandemia do novo coronavírus ainda mais cruel para brasileiros submetidos a privações. Por isso, hoje nos unimos para conclamar que todos os esforços, públicos e privados, sejam envidados para que ninguém seja deixado para trás nesta difícil travessia.
6. Não é justo jogar o ônus da imensa crise nos ombros dos mais pobres e dos trabalhadores. O princípio da dignidade humana impõe a todos e, sobretudo, ao Estado, o dever de dar absoluta prioridade às populações de rua, aos moradores de comunidades carentes, aos idosos, aos povos indígenas, à população prisional e aos demais grupos em situação de vulnerabilidade. Acrescente-se ao princípio da dignidade humana, o princípio da solidariedade – só assim iremos na direção de uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna.
7. É fundamental que o Estado Brasileiro adote políticas claras para garantir a saúde do povo, bem como a saúde de uma economia que se volte para o desenvolvimento integral, preservando emprego, renda e trabalho. Em tempos de calamidade pública, tornam-se inadiáveis a atualização e ampliação do Bolsa Família; a rápida distribuição dos benefícios da Renda Básica Emergencial, já aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo, bem como a sua extensão pelo tempo que for necessário para a superação dos riscos de saúde e sobrevivência da população mais pobre; a absorção de parte dos salários do setor produtivo pelo Estado; a ampliação de estímulos fiscais para doações filantrópicas ou assistenciais; a criação do imposto sobre grandes fortunas, previsto na Constituição Federal e em análise no Congresso Nacional; a liberação antecipada dos precatórios; a capitalização de pequenas e médias empresas; o estímulo à inovação; o remanejamento de verbas públicas para a saúde e o controle epidemiológico; o aporte de recursos emergenciais para o setor de ciência & tecnologia no enfrentamento da pandemia; e o incremento geral da economia. São um conjunto de soluções assertivas para salvaguardar a vida, sem paralisar a economia.
8. Ressalte-se aqui a importância do Sistema Único de Saúde - SUS, mais uma vez confirmada, com seus milhares de agentes arriscando as próprias vidas na linha de frente do combate à pandemia. É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde.
9. Em face da expansão da pandemia e de suas consequências, é imperioso que a condução da coisa pública seja pautada pela mais absoluta transparência, apoiada na melhor ciência e condicionada pelos princípios fundamentais da dignidade humana e da proteção da vida. Reconhecemos que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnamos, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição.
10. É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor.


Dia Mundial da Saúde, 7 de abril de 2020

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB
Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB
José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns - Comissão Arns
Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências - ABC
Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa - ABI
Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

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